Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Eu, pura aporia



Creio piamente
que nada é por acaso
e que tudo é contingente.
Divido-me o tempo todo
entre não acreditar em nada
e acreditar o tempo todo em tudo.
Zombo da existência de Deus
e lhe peço, em oração,
que me devolva a fé.
Esquerda e direita
me parecem igualmente
sedutoras e perigosas.
Estanco na esquina,
convictamente equivocada.
Noite e dia
em pacífica desordem
habitam em mim,
e constituem o que sou:
pura aporia.

Analú

Postado por Ana Lucia Sorrentino no Reencontrando sua alma  em  9/04/2012 09:52:00 PM

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Lembro-me de ti...


Lembro-me de ti
Nesse instante absoluto,
A vida conduzida por um fio de música.
Intenso e delicado, ele vai-nos fechando num casulo
Onde tudo será permitido.

Se é só isso que podemos ter,
Que seja forte. Que seja único.
Tão íntimo quanto ouvirmos a mesma melodia,
Tendo o mesmo - esplêndido - pensamento.

Lya Luft

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Um Varal Diferente


De vez em quando, faz-se necessário pendurar algumas coisas ao sol...
Como seria bom poder fazer isso com nossas coisas interiores...
Arejar tristezas... deixar que o vento as leve...
Pôr ao sol nossos afetos para lhes dar mais energia...
Deixar as mãos de nossa alma balançando ao sabor da brisa,
para colher o pólen semeador do belo...

ANA NUNES

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

A menina que voa...


Essa menina que voa...
por que espécie de libertação foi acometida,
pra ter coragem de voar e ainda levar no rosto
tanta leveza e entrega?
Ela voa, e voa tão confiante,
que tem os olhos fechados,
as faces coradas, cabelos vermelhos...
vermelhos esvoaçantes...
Menina que voa,
o que deixou lá embaixo, no chão de sua vida?
Que nós desatou, pra se ver livre de vez
do que a amarrava ao pé de pesada cama?
Que medos superou,
que monstros enfrentou,
de que crenças se livrou?
As crenças,
as crenças, menina...
Aquelas que você imaginava possuir,
mas que te possuíam.
Como foi, menina,
que se libertou?
E cadê, menina, nessa sua face corada,
aquela ponta de expressão de culpa
que sempre te acompanhou?
Menina que voa...
não sei de onde pulou...
nem sei onde vai aterrissar.
Não sei se flanará longamente,
ou se seu voo será apenas um breve voar.
Não sei se pousará docemente,
ou se se estatelará.
Mas...
sei, sim, doce menina,
que esse vento no rosto,
e esse frescor na alma
jamais vão te abandonar...

Ana Lúcia Sorrentino
escrito em 29/08/2011


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Não Vê, Não Ouve, Não Fala...

"Não vê, não houve, não fala, escondido
- na zona de conforto instalado -
tudo se perde pelos seus ouvidos
qual o macaco, em três transformado.

Seus olhos de luz já são desprovidos
não vê aquilo que passa ao seu lado.
Da boca não sai um simples gemido
seus lábios estão: cosidos, selados.

Segue a estrada, sem opinião
nem bem e nem mal o fogem agir
n'alma sufoca a sua emoção

Aprendeu cedo a sempre fingir
beijos e risos em qualquer salão
pra sobreviver, sem nunca existir"

(Jorge Linhaça)

Link para a postagem original:
http://recantodasletras.uol.com.br/sonetos/1049210

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A sensibilidade tangível do feminino


"Elas sorriem quando querem gritar.
Elas cantam quando querem chorar.
Elas choram quando estão felizes.
E riem quando estão nervosas.

Elas brigam por aquilo que acreditam.
Elas levantam-se para injustiça.
Elas não levam "não" como resposta
quando acreditam que existe melhor solução.

Elas andam sem novos sapatos para suas crianças poderem tê-los.
Elas vão ao médico com uma amiga assustada.
Elas amam incondicionalmente.
Elas ficam contentes quando ouvem sobre um aniversário,
um baile ou um novo casamento.

Seus corações quebram quando seus amigos morrem.
Elas lamentam-se com a perda de um membro da família,
contudo são fortes quando elas pensam que não há mais força.
Elas sabem que um abraço e um beijo podem curar um coração quebrado.
O coração de uma mulher é o que faz o mundo girar!

Mulheres fazem mais do que dar a vida.
Elas trazem alegria e esperança.
Elas dão compaixão e ideais.
Elas dão apoio moral para sua família e amigos.
Mulheres têm muito a dizer e muito a dar."
(Pablo Neruda)


Por Suely Laitano Nassif

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Rotina Matinal

Um chora, outro grita.
As mães amamentam
e banham
e ninam
e nada.
É a fome,
a dor-de-barriga,
o sapinho, a lombriga,
e os poucos meses de vida
que absorvem tempo
e tempo
e tempo
e paciência.
E quem está em volta se perde
entre tantas voltas
e mamadeiras
e fraldas
e a falta de tempo,
que não sobra pra mais ninguém,
pra nada.
Quem sabe um dia
tudo volte à normalidade
e os filhos se tornem amigos
e essas mulheres voltem a amar
tudo e todos,
não um só.

Ana Lúcia Sorrentino (Alento, 2007)

sábado, 7 de agosto de 2010

Eu te amo não diz tudo...

"O cara diz que te AMA... então tá!
Ele te AMA. Assunto encerrado.
Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas.

Mas saber-se amado é uma coisa,
Sentir-se amado é outra, uma diferença de quilômetros.


A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras.
Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida,
Que zela pela sua felicidade,
Que se preocupa quando as coisas não estão dando certo,
Que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas
E que dá uma sacudida em você quando for preciso.

Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas
Que você contou dois anos atrás,
E vê-lo(a) tentar reconciliar você com seu pai,
É ver como ele(a) FICA triste quando você está triste,
E como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água.
Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora DA discussão.

Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.
Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada,
Aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.

Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é.
Sem inventar um personagem para a relação,
Pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.

Sente-se amado quem não ofega, mas suspira;
Quem não levanta a voz, mas fala;
Quem não concorda, mas escuta.
Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo!"


Arnaldo Jabor

terça-feira, 27 de julho de 2010

Muito temos ainda para falar, sobre a alma feminina...

Sobre os papéis que a mulher exerce...
De como ela exerce...
Papéis de filha, de mãe...
De nora, de sogra...
De irmã, de cunhada...

Papéis de dona da casa... de cozinheira, de faxineira...
Papéis de executiva, médica, professora... de todas as profissões

Mulheres que desafiam...
Mulheres dependentes, outras totalmente independentes
Mulheres que se separam e outras que não conseguem por mais que tentem...
Mulheres apaixonadas, sedutoras... que abandonam tudo por um amor...
Mulheres obstinadas... lutadoras...
Mulheres fiéis e outras nem tanto...

Na parábola da águia...
o dilema da mãe que promove o crescimento...
propondo o paradoxo do empurrar para voar...

"A águia empurrou gentilmente os filhotes para a beira do ninho. Seu coração trepidava com emoções conflitantes enquanto sentia a resistência deles. 'Por que será que a emoção de voar precisa começar com o medo de cair?' – pensou. Esta pergunta eterna estava sem resposta para ela.

Como na tradição da espécie, seu ninho localizava-se no alto de uma saliência, num rochedo escarpado. Abaixo, havia somente o ar para suportar as asas de cada um de seus filhotes. A despeito de seus medos, a águia sabia que era tempo. Sua missão materna estava praticamente terminada. Restava uma última tarefa: o empurrão. A águia reuniu coragem através de uma sabedoria inata. Enquanto os filhotes não descobrissem suas asas, não haveria objetivos em suas vidas. Enquanto não aprendessem a voar, não compreenderiam o privilégio de terem nascido águias. O empurrão era o maior presente que a águia-mãe tinha para dar-lhes, era seu supremo amor. E por isso, um a um, ela empurrou, e todos voaram."
(Autor desconhecido)

Por Suely Laitano Nassif

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Nos braços do amado

Jalal ud-Din Rumi
Poeta e místico sufi do século XIII
(En Brazos Del Amado - Antologia De Poemas Misticos - Edição/reimpressão: 1998)

Sinopse: Las relaciones amorosas como camino de sanación. Pocas personas son conscientes del enorme poder que tienen las relaciones personales como vehículo para sanación mutua, física, emocional y espiritual. O del poder del "verdadero corazón" para despertarnos del trance emocional que a veces inducen las relaciones. O de las posibilidades que existen de llegar a ver a nuestra persona amada como "el Amado".


Por Suely Laitano Nassif

sexta-feira, 9 de julho de 2010

O Mito: Leila Diniz

Vamos falar sobre este controvertido tema: Mulher
Mulheres reprimidas, abusadas...
Mulheres ousadas, libertas...


Leila Roque Diniz
Nasceu em Niterói em 25 de março de 1945 e morreu em um acidente aéreo em Nova Délhi - Índia em 14 de junho de 1972.

Ipanema, 1971 - Leila Diniz é a primeira mulher famosa grávida a desfilar pelas areias cariocas usando biquíni: virou mito e criou moda copiada por estrelas do mundo inteiro.


"Sem discurso nem requerimento,
Leila Diniz soltou as mulheres de vinte
anos presas ao tronco de uma especial escravidão."


Carlos
Drummond
de Andrade


Por Suely Laitano Nassif