<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324</id><updated>2012-02-24T09:23:46.937-02:00</updated><category term='Relacionamento'/><category term='Comemoração'/><category term='Guia da Semana'/><category term='Tecendo'/><category term='Mitologia'/><category term='Conto'/><category term='Moda'/><category term='Feminino'/><category term='Lívia Garcia-Roza'/><category term='Crônicas'/><category term='Filmes'/><category term='Vídeos'/><category term='Comportamento'/><category term='Poesia'/><category term='ME_Fanny Abramovich'/><category term='Abuso'/><category term='Mulher'/><category term='ME_Marina Colasanti'/><category term='Leitoras'/><category term='ME_Ana Lucia Sorrentino'/><category term='ME_Lya Luft'/><category term='Violência'/><category term='Clínica'/><category term='Saúde'/><category term='Entrevistas'/><category term='Envelhecer'/><category term='Lígia Garcia-Roza'/><category term='ME_Lygia Fagundes Telles'/><category term='Comentários'/><category term='ME_Clarice Lispector'/><category term='Cotidiano'/><title type='text'>Comentários de Mulher</title><subtitle type='html'>NA LAREIRA</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>78</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-6783683177929024561</id><published>2012-02-21T11:42:00.031-02:00</published><updated>2012-02-21T11:42:00.640-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevistas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lígia Garcia-Roza'/><title type='text'>A Literatura enquanto exercício vital! - parte 2</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;ENTREVISTANDO LÍVIA GARCIA-ROZA&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Kbf5198Ww5E/T0KbVG6xoFI/AAAAAAAABjg/fnW8WepRTOY/s1600/dupla.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Kbf5198Ww5E/T0KbVG6xoFI/AAAAAAAABjg/fnW8WepRTOY/s1600/dupla.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-Kbf5198Ww5E/T0KbVG6xoFI/AAAAAAAABjg/fnW8WepRTOY/s320/dupla.png" width="118" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Para início de conversa tive de pedir a colaboração do pessoal da Casa de Livros, que gentilmente me enviou vários títulos dessa autora. Foi quando descobri que Roza está decidida a marcar sua presença no campo literário brasileiro. Ela tem por volta de doze obras publicadas. E obras para adultos (romances e contos), adolescentes (romances), pré-adolescentes (diários) e crianças (&lt;b&gt;“A casa que vendia elefante”&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;“Betina tem um problema”&lt;/b&gt; – ambos da Editora Record com ilustrações de Mariana Massarani). É espantoso que uma escritora se dedique á Literatura e espalhe seu trabalho em tantas fases de vida. No Brasil, comumente escritores dedicam alguns títulos às crianças e adolescentes, em geral quando têm filhos, na forma de uma concessão à grande Literatura. João Ubaldo Ribeiro tem dois, Nélida Pinõn tem um. Já Lívia, notamos que escreve para quem quiser ler, sem dirigir sua literatura para cá ou para lá. Isso revela um certo ecletismo e uma visão de mundo bem aberta e antenada com a realidade do século XXI. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Eu me dediquei a ler um número generoso de romances com protagonistas-mulher, seus sonhos, desejos, realizações e frustrações em uma variedade enorme de situações de vida presentes em livros como &lt;b&gt;“A palavra que veio do sul”, “Solo f&lt;/b&gt;&lt;b&gt;eminino”, “O sonho de Matilde”, “Meu marido”. “Cartão-postal”, “Milamor”, “Cine Odeon”, “Ficções fraternas”&lt;/b&gt;. Descobri que &lt;b&gt;“Cine Odeon”&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;“Solo feminino”&lt;/b&gt; esbarraram perto do Prêmio Jabuti de Literatura (provavelmente em “autora revelação” e &lt;b&gt;“Milamor”&lt;/b&gt; esteve entre os finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura no ano passado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-y-Hma8Kr1U0/T0Kb1RGxqiI/AAAAAAAABjo/4wcysY1JF-w/s1600/tira_livro_roza.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="75" src="http://3.bp.blogspot.com/-y-Hma8Kr1U0/T0Kb1RGxqiI/AAAAAAAABjo/4wcysY1JF-w/s400/tira_livro_roza.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-MR0TNx6QFms/Tz8A209S05I/AAAAAAAABhs/52Hwo2QfEvI/s1600/TFR7A81.tmp.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-MR0TNx6QFms/Tz8A209S05I/AAAAAAAABhs/52Hwo2QfEvI/s1600/TFR7A81.tmp.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://3.bp.blogspot.com/-MR0TNx6QFms/Tz8A209S05I/AAAAAAAABhs/52Hwo2QfEvI/s200/TFR7A81.tmp.jpg" width="100" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Em &lt;b&gt;“A palavra que veio do sul”&lt;/b&gt;, ela retoma o tema dos pais separados em um momento bem posterior à separação, já que o pai está novamente casado e apaixonado pela nova mulher e a mãe busca um amor na internet e não percebe um apaixonado, Wanderley que a rodeia no cotidiano e que se contenta em ficar amigo da filha e cuidar dela quando a mãe precisa sair. O texto já começa assim: “Mamãe estava deitada no chão da sala, venda nos olhos, imóvel. Ao seu lado, eu colava no vestido cada pedacinho que recortava da revista de história em quadrinhos. Sem se mexer, mamãe comentou que eu tinha me tornado estilista a partir de um trauma. Perguntei o que era trauma, e ela respondeu que era um choque infernal. – Um empurrão de elefante, Leninha.” Ou seja, não resta dúvida, que a autora pretende esmiuçar os sentimentos humanos em sua produção literária.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-KSNxPHU3WxI/Tz8ADCa9JdI/AAAAAAAABhg/lSTTsseuCwE/s1600/7297766GG.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-KSNxPHU3WxI/Tz8ADCa9JdI/AAAAAAAABhg/lSTTsseuCwE/s1600/7297766GG.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://3.bp.blogspot.com/-KSNxPHU3WxI/Tz8ADCa9JdI/AAAAAAAABhg/lSTTsseuCwE/s200/7297766GG.jpg" width="100" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;O romance &lt;b&gt;“O sonho de Matilde”&lt;/b&gt; trata da relação de uma família do interior, de valores rígidos e extremamente limitada intelectualmente. De um momento para outro, a vida familiar leva um choque porque uma das filhas adolescentes do casal tem um surto psicótico. E o texto trata das mudanças nas relações familiares, o sonho de conhecer o Rio de Janeiro como uma experiência complexa e cheia de acertos e desacertos.&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Já &lt;b&gt;“Meu marido”&lt;/b&gt; trata de uma mulher do interior que se casa com um policial e vai viver no Rio de Janeiro, onde desfruta de uma vida econômica melhor, só que a convivência com o marido é das mais inusitadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-PDduHZQcK7E/Tz8BuMFzOKI/AAAAAAAABh4/-pGgau7ktIA/s1600/TFRF846.tmp.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://1.bp.blogspot.com/-PDduHZQcK7E/Tz8BuMFzOKI/AAAAAAAABh4/-pGgau7ktIA/s200/TFRF846.tmp.jpg" width="100" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Outro título que me impressionou muito bem e que acho bem raro na literatura foi &lt;b&gt;“Solo feminino”&lt;/b&gt;, um texto que trata de Gilda, uma mulher em seus vinte e poucos anos, que já trabalha e vive com a mãe e o tio. É muito interessante como Gilda lida com suas relações amorosas, dribla um fã e persiste na realização de seu sonho amoroso e profissional. Um texto raro, porque o público entre vinte e trinta anos quase não aparece nos romances de Literatura Brasileira. Muitas editoras recusam textos para essa fase da vida. De antemão não apostam nesse público. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-O7PMrFhSvgM/Tz8GtCI1M-I/AAAAAAAABjQ/2ncqLix8PHc/s1600/2002%252520solo%252520feminino.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://3.bp.blogspot.com/-O7PMrFhSvgM/Tz8GtCI1M-I/AAAAAAAABjQ/2ncqLix8PHc/s200/2002%252520solo%252520feminino.jpg" width="100" /&gt;&lt;/a&gt;Talvez porque o vestibular e os primeiros anos da faculdade, comumente enveredem os jovens adultos a uma literatura especializada e não apostem na formação mais geral do ser humano. Portanto, esse romance é uma boa surpresa. É um texto que encontra uma linguagem enxuta e plena de acontecimentos bem própria ao universo de vivências desse público.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Enfim, chegamos finalmente ao que a psicanalista e nova escritora Lívia Garcia Roza nos contou sobre sua relação com a leitura e a literatura. De antemão, na orelha de &lt;b&gt;“Solo feminino”&lt;/b&gt; somos informados que ela freqüentou por um ano o Curso de Literatura Brasileira e Portuguesa, ministrado pelo Prof. Ivan Cavalcanti Proença.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Por Ana Lúcia Brandão&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; font-size: large;"&gt;continua...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;___________________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Ler &lt;a href="http://comentariosdemulher.blogspot.com/2012/02/literatura-enquanto-exercicio-vital.html"&gt;Parte 1&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-6783683177929024561?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/6783683177929024561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2012/02/teste.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/6783683177929024561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/6783683177929024561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2012/02/teste.html' title='A Literatura enquanto exercício vital! - parte 2'/><author><name>Ana Lúcia Brandão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17560468080507849673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Kbf5198Ww5E/T0KbVG6xoFI/AAAAAAAABjg/fnW8WepRTOY/s72-c/dupla.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-8856657356819146332</id><published>2012-02-18T00:18:00.000-02:00</published><updated>2012-02-18T00:18:20.289-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Moda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comentários'/><title type='text'>Chique é...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-KMPPE731lks/Tz8J-a3ol9I/AAAAAAAABjY/bIVdm8BAqug/s1600/417276_343773405656273_213498742017074_1099572_95225154_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="265" src="http://4.bp.blogspot.com/-KMPPE731lks/Tz8J-a3ol9I/AAAAAAAABjY/bIVdm8BAqug/s400/417276_343773405656273_213498742017074_1099572_95225154_n.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-8856657356819146332?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/8856657356819146332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2012/02/chique-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/8856657356819146332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/8856657356819146332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2012/02/chique-e.html' title='Chique é...'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-KMPPE731lks/Tz8J-a3ol9I/AAAAAAAABjY/bIVdm8BAqug/s72-c/417276_343773405656273_213498742017074_1099572_95225154_n.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-2969264581947888140</id><published>2012-02-14T17:12:00.050-02:00</published><updated>2012-02-20T17:06:42.926-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevistas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lívia Garcia-Roza'/><title type='text'>A Literatura enquanto exercício vital! - parte 1</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;u&gt;ENTREVISTANDO LÍVIA GARCIA-ROZA&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-MlyDJG8Ml8Q/TzsIytm3ufI/AAAAAAAABfk/jxdftWHabIo/s1600/livia.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-MlyDJG8Ml8Q/TzsIytm3ufI/AAAAAAAABfk/jxdftWHabIo/s200/livia.jpg" width="138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-MlyDJG8Ml8Q/TzsIytm3ufI/AAAAAAAABfk/jxdftWHabIo/s1600/livia.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;"Subjetividade - Penso que tenho exercido uma grande influência em mim a ponto de me tornado outra."&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Lívia Garcia-Roza&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Lívia Garcia-Roza publicou &lt;b&gt;“Quarto de menina”&lt;/b&gt; (Record) em 1995 quando recebeu selo de obra recomendada pela FNLIJ, entidade que representa o IBBY no Brasil (International Board on Books for Young Children). Meu ponto de vista enquanto leitora profissional concordou dessa vez com a escolha. Das muitas histórias dramáticas sobre separação de pais, essa sem dúvida alguma, vai além. Com o início da narrativa, contada sob o ponto de vista da menina Luciana, o leitor se vê imediatamente mergulhado no seu intrincado universo familiar. O texto privilegia o desenvolvimento do tempo psicológico, ou seja, o tempo em que seus sentimentos emergem. Luciana tem seis anos e é filha única. Seus pais acabam de se separar. O pai é um intelectual de poucas palavras. Justamente por isso, ela o conhece pelas expressões faciais e mais por seus silêncios e expressão corporal. Diz ela: “Papai veio me buscar. Chegou tão velhinho que quase pensei que fosse outro pai. Os pais envelhecem assim de repente?” Já a mãe é o oposto. Fala em demasia. “Mamãe se despediu daquele jeito dela: falando, falando. Sua boca não se cansa nunca!”. O comportamento ansioso da mãe incomoda demais Luciana. Ela está tentando elaborar essa enorme mudança em sua vida, enquanto a mãe a deixa tonta. A menina passa a se dividir entre a casa de cada um dos pais, como comumente acontece. Considera como sua casa, a casa do pai, onde sente que pode ficar consigo mesma sossegada. Certo dia, o pai vem buscá-la na casa da mãe. Diz a personagem: “Diferente, diferente. Falante, simpático, carinhoso. Outro homem.” Assim que chega à casa do pai, tudo está diferente. Ele tem uma namorada nova, Selma.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-1_hO5GFJr6E/TzsIjOh_v9I/AAAAAAAABfY/HTMONcNZ0q4/s1600/168730_4.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-1_hO5GFJr6E/TzsIjOh_v9I/AAAAAAAABfY/HTMONcNZ0q4/s200/168730_4.jpg" width="125" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Bom, Luciana, como toda criança, gostaria que houvesse mais estabilidade nas relações com os pais, mesmo que separados. Mas isso não acontece. A vida lhe impõe uma vivência cheia de surpresas e novos acontecimentos. Isso faz com que a menina vá se ajustando a novas realidades. A narrativa é original no apresentar as nuances de sentimentos contraditórios e inesperados que ocorrem na vida de uma criança quando os pais se separam. O grande nó da questão está na diferença de maturidade que existe entre pais e filha, que a obriga vivenciar crises de identidades e de postura de vida dos pais e para as quais ela, menina de seis anos, não tem elementos para lidar.  O interessante é que o texto consegue ser sensível a todas essas questões, mesmo sendo centrado no ponto de vista de Luciana, porque vai além deste e consegue fazer com que o leitor capte o ponto de vista das demais personagens envolvidas. Toda essa perspicácia é resultado da observação sensível da psicanalista e, atualmente escritora full time Lívia Garcia-Roza. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Eu li dúzias de histórias com esse tema nos últimos vinte anos e todas são muito parciais, algumas esbarram em preconceitos, outras se prendem a ser episódicas, o que demonstra que esse tema é polêmico, meio tabu e, portanto, poucos escritores investem nesse terreno tão pantanoso. Vale apontar essa dificuldade. Afinal, a sociedade brasileira lida com essa questão há tempos. No meio escolar, por volta de 45% das famílias hoje são de pais separados.  Portanto é uma sorte para nós leitores, sejamos adolescentes ou adultos contar com essa nova voz e olhar tanto na Literatura Juvenil quanto na Adulta. Movida pelo entusiasmo com esse livro e com uma conversa com Fanny Abramovitch sobre a Lívia que resolvi rastrear as outras obras publicadas por ela, lê-las e então entrevistá-la.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; font-size: large;"&gt;continua...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Por Ana Lúcia Brandão&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-2969264581947888140?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/2969264581947888140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2012/02/literatura-enquanto-exercicio-vital.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/2969264581947888140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/2969264581947888140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2012/02/literatura-enquanto-exercicio-vital.html' title='A Literatura enquanto exercício vital! - parte 1'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-MlyDJG8Ml8Q/TzsIytm3ufI/AAAAAAAABfk/jxdftWHabIo/s72-c/livia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-1507725261031219854</id><published>2012-02-10T17:32:00.000-02:00</published><updated>2012-02-11T13:06:12.058-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tecendo'/><title type='text'>A Velha do Saco</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-fIjqnWoSnI8/Trm9Jz2IYpI/AAAAAAAABPs/JfvTVfuSCGs/s1600/a%2Bvelha%2Bdo%2Bsaco.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/-fIjqnWoSnI8/Trm9Jz2IYpI/AAAAAAAABPs/JfvTVfuSCGs/s400/a%2Bvelha%2Bdo%2Bsaco.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O nome A VELHA DO SACO, nos reporta à antiga lenda para assustar crianças, que faz parte do nosso imaginário. Mas quando vem acompanhada de um complemento como A VELHA DO SACO DE HISTÓRIAS ou A VELHA DO SACO E O REALEJO, ameniza ou neutraliza o medo, aguçando a curiosidade sobre o “mistério” que há no saco, da agora, então, só VELHA.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Quando posta em movimento, atendendo à proposta de interação com o público, a boneca de fibra têxtil desprende-se de sua criadora, adquire autonomia, torna-se sujeito independente, como se um sopro espiritual lhe insufla-se anima.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ao interagir com as pessoas, captura delas o lado lúdico, infantil e/ou carente de um colo afetuoso que só o “colo de vó” pode suprir. O público relaciona-se com ela como se existência real ela tivesse: emocionam-se, fazem perguntas, dialogam, abraçam, buscam sua atenção, confidenciam lembranças de suas mães, avós ou pessoas que foram ou são referência de carinho em suas vidas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Isto é a magia das bonecas. Elas têm o poder de dar forma à memória, ao sonho, à fantasia...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Por Ana Nunes&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-1507725261031219854?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/1507725261031219854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2012/02/velha-do-saco.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/1507725261031219854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/1507725261031219854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2012/02/velha-do-saco.html' title='A Velha do Saco'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-fIjqnWoSnI8/Trm9Jz2IYpI/AAAAAAAABPs/JfvTVfuSCGs/s72-c/a%2Bvelha%2Bdo%2Bsaco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-5968728002022036019</id><published>2012-02-03T17:40:00.000-02:00</published><updated>2012-02-05T22:29:25.625-02:00</updated><title type='text'>Frida Kahbra Quebrada</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-nxZ8laYpA2I/Ty8bTXaZDyI/AAAAAAAABbY/L7kpP0vYnnE/s1600/Frida%2BKahbra%2BQuebrada%2B%25283%2529.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-nxZ8laYpA2I/Ty8bTXaZDyI/AAAAAAAABbY/L7kpP0vYnnE/s200/Frida%2BKahbra%2BQuebrada%2B%25283%2529.JPG" width="195" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Frida Kahbra Quebrada vem homenagear as mulheres fortes que transformam dores e preconceitos em beleza.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Frida Kahbra assim como Frida Kahlo, famosa pintora mexicana, teve seu corpo dilacerado, mas tanto uma como outra preservaram sua essência e não se calaram.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-2KSGcadUGOk/Ty8cBM34j0I/AAAAAAAABbk/OLIjdB9qMig/s1600/Frida%2BKahbra%2BQuebrada%2B%25284%2529.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-2KSGcadUGOk/Ty8cBM34j0I/AAAAAAAABbk/OLIjdB9qMig/s200/Frida%2BKahbra%2BQuebrada%2B%25284%2529.JPG" width="148" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A Arte foi escolhida como o meio de comunicação para contar a todos que a dor pode ser mostrada colorida e poética. Que não há violência praticada que impeça a reconstrução do feminino. Que não há como imobilizar àquelas que são livres por natureza.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;E como disse FRIDA KAHLO:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;“Para que quero pés se possuo asas”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-waq0nk4jz_Y/Ty8dLsA_CtI/AAAAAAAABbw/q_c_khxirZM/s1600/Frida%2BKahbra%2BQuebrada%2B%25285%2529.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-waq0nk4jz_Y/Ty8dLsA_CtI/AAAAAAAABbw/q_c_khxirZM/s200/Frida%2BKahbra%2BQuebrada%2B%25285%2529.JPG" width="198" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Por Beth Miguez&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-5968728002022036019?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/5968728002022036019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2012/02/frida-kahbra-quebrada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/5968728002022036019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/5968728002022036019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2012/02/frida-kahbra-quebrada.html' title='Frida Kahbra Quebrada'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-nxZ8laYpA2I/Ty8bTXaZDyI/AAAAAAAABbY/L7kpP0vYnnE/s72-c/Frida%2BKahbra%2BQuebrada%2B%25283%2529.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-8978426448984340546</id><published>2012-01-31T15:54:00.000-02:00</published><updated>2012-01-31T17:00:25.793-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Moda'/><title type='text'>Inventando Moda</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-f5BeiM0V83c/TydEuj23pSI/AAAAAAAABaU/gjacy1EKvis/s1600/11%2Banos40.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-f5BeiM0V83c/TydEuj23pSI/AAAAAAAABaU/gjacy1EKvis/s200/11%2Banos40.jpg" width="98" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Janeiro é freqüentemente um mês de liquidações e a indústria da moda nos atiça a comprar, por um preço mais barato, peças da coleção passada que freqüentemente não precisamos. É também o mês da SPFW onde são lançadas as novas tendências e estilos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Porque as mulheres estão sempre "inventando moda"?? &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Futilidade? Insegurança? Uma forma de criatividade???&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Simmel escreveu "Filosofia da moda" e outros escritos, nos quais refletia sobre o papel da moda na vida da mulher daquela época. Para o autor, a moda de roupas e adornos era por um lado imitação de um modelo dado que satisfazia a necessidade de apoio social, conduzia o indivíduo ao trilho que todos percorrem, oferecendo assim o conforto do universal, e que faz do comportamento de cada indivíduo um simples exemplo. Por outro lado, a moda também satisfaz a necessidade de diferenciação para mudar e separar, através da mudança dos conteúdos, marcando individualmente a moda de ontem, de hoje e de amanhã. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Para Simmel, a moda era uma forma particular de vida que integrava a tendência tanto da igualização social quanto a da diversidade individual. Ele nos disse: "Se a moda expressa e acentua ao mesmo tempo o impulso para a igualização e para a individualização, o estímulo da imitação e o da distinção, isso explica talvez porque as mulheres aderem em geral à moda com particular exuberância. Com efeito, a debilidade da posição social a que as mulheres estiveram condenadas durante a maior parte da história, gera nelas uma estreita relação com tudo o que é "costume", com aquilo "que fica bem", com a forma de vida geralmente aceita e reconhecida. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-wlhkou3nEeE/TydGZtP-0pI/AAAAAAAABa4/Z4W_5jHjgm8/s1600/imagesCAQ3O8S7.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="185" src="http://2.bp.blogspot.com/-wlhkou3nEeE/TydGZtP-0pI/AAAAAAAABa4/Z4W_5jHjgm8/s200/imagesCAQ3O8S7.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Os ditames da moda ofereciam um costume, uma norma, solo firme, aliviando a mulher frente a sua responsabilidade, pelo seu gosto e seu fazer, podendo se apoiar imitando os padrões da moda, e por outro lado, lhe fornecia uma caracterização, um realce da sua personalidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A vestimenta é a assinatura de uma cultura numa época dada e revela tanto aspectos da personalidade individual das pessoas como também da sociedade como um todo. A escolha da roupa expressa uma forma de existir e de se revelar ao outro. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O caráter transitório da moda é um traço muito interessante em si no qual se inscrevem códigos interessantes de serem decifrados. A possibilidade de variar, mudar e experimentar novas tendências satisfaz uma necessidade de se reinventar e recriar.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A roupa é mais do que uma mera aparência, constitui a assinatura de uma cultura; é uma forma, não somente de representação, mas de comunicação entre as pessoas, que através de suas escolhas revelam aquilo que pensam, sentem, dizem ou contradizem verbalmente.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Talvez isso explique o porquê de num janeiro quente de verão as mulheres do dia de hoje ainda se preocupam em saber quais serão as tendências do próximo inverno, as últimas novidades do SPFW.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-uR1_D2hjBP8/TydGLi36cWI/AAAAAAAABas/GelMrTpuEds/s1600/williamrast22.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="90" src="http://2.bp.blogspot.com/-uR1_D2hjBP8/TydGLi36cWI/AAAAAAAABas/GelMrTpuEds/s200/williamrast22.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Por Sônia Laitano&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-8978426448984340546?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/8978426448984340546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2012/01/inventando-moda.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/8978426448984340546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/8978426448984340546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2012/01/inventando-moda.html' title='Inventando Moda'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-f5BeiM0V83c/TydEuj23pSI/AAAAAAAABaU/gjacy1EKvis/s72-c/11%2Banos40.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-6869114781712379451</id><published>2012-01-27T17:36:00.000-02:00</published><updated>2012-01-28T19:25:19.349-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leitoras'/><title type='text'>MULHERES LEITORAS: História-Convite</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-nvvkiAkjkFw/TyRg1-FQHlI/AAAAAAAABXQ/cMmYR-4dJZU/s1600/027_Frauen_lesen_II_2-red.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="122" src="http://2.bp.blogspot.com/-nvvkiAkjkFw/TyRg1-FQHlI/AAAAAAAABXQ/cMmYR-4dJZU/s200/027_Frauen_lesen_II_2-red.jpg" width="90" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Entre o surgimento e o acolhimento do gênero do romance pela sociedade burguesa do mundo ocidental, ou seja, fins do século XVIII e o decorrer do XIX, as mulheres se destacam por cultivar o gosto pela leitura. Elas rapidamente inserem a leitura entre ou após os seus afazeres domésticos e no caso de algumas, entre os afazeres profissionais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Tp8bURtWzbw/TyRiAE5TzzI/AAAAAAAABX0/pPcPLq0Hrfo/s1600/livro_altar_e_trono_Brandao0001-red.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-Tp8bURtWzbw/TyRiAE5TzzI/AAAAAAAABX0/pPcPLq0Hrfo/s200/livro_altar_e_trono_Brandao0001-red.jpg" width="136" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;No Brasil, a Família Real chegou em 1808 e somente com a sua permissão ocorre o desenvolvimento da imprensa. Surgem então os primeiros jornais a circular nas cidades como Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo. O pesquisador e professor da USP, Ivan Teixeira, em seu livro genial intitulado &lt;b&gt;O altar e o trono&lt;/b&gt; dedica um capítulo inteiro esmiuçando os requintes que o jornal “A estação” estabelece na sua relação com as mulheres letradas. “A estação” foi publicado no Rio de Janeiro a partir de 1881 e dedicou uma seção à Literatura Brasileira, publicando assim, obras de Machado de Assis como “O Alienista”, a novela “Casa Velha”, o romance “Quincas Borba” e mais de trinta contos. A tradução de “O Corvo”, de Edgar Allan Poe, foi editada pela primeira vez também nesse jornal. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Machado de Assis colaborou dezenove anos em “A Estação” (1879/1898). Esse jornal foi fundado por Henri Gustave Lombaerts sob o nome “La Saison – Jornal de Modas Parisienses”. Abaixo do título, na primeira página informa: “Dedicado às senhoras brasileiras”. Após oito anos de traduções de matérias alemãs e francesas, o jornal assume uma parte literária redigida no Brasil em 1879! Foi quando adotou o nome “A Estação”.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Jo0-TEbiftc/TyRiah1TrFI/AAAAAAAABX8/Jzyu7QBHMOU/s1600/livro_altar_e_trono_Brandao0003.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="117" src="http://4.bp.blogspot.com/-Jo0-TEbiftc/TyRiah1TrFI/AAAAAAAABX8/Jzyu7QBHMOU/s200/livro_altar_e_trono_Brandao0003.jpg" width="200" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-QVe21pDKN5I/TyRiuY_Tq9I/AAAAAAAABYE/Eoy1Wo7WLMI/s1600/livro_altar_e_trono_Brandao0004.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-QVe21pDKN5I/TyRiuY_Tq9I/AAAAAAAABYE/Eoy1Wo7WLMI/s1600/livro_altar_e_trono_Brandao0004.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-QVe21pDKN5I/TyRiuY_Tq9I/AAAAAAAABYE/Eoy1Wo7WLMI/s200/livro_altar_e_trono_Brandao0004.jpg" width="152" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A familia Lombaerts imigrou da Bélgica e implantou no Rio de Janeiro uma tipografia e encadernadora. Depois montaram a maior litografia do Brasil no Segundo Reinado. Foi quando fundaram essa publicação cuja identidade baseia-se nas artes visuais e na literatura. Para manter o periódico, os donos apresentavam uma grande variedade de anúncios, como remédios, roupa, produtos de beleza e instrumentos musicais – em lojas brasileiras e francesas. Outra seção do jornal é a “Chronica da Moda” que fala sobre tecidos, roupas e chapéus, com ênfase sobre o tema do comportamento, da formação da pessoa e do convívio familiar. O jornal promove a elegância e a informação. Diz o jornal que: &lt;i&gt;&lt;u&gt;a leitora deveria ser elegante sem ser néscia ou antipática. E ainda enfatiza que a graça exterior depende da projeção de um espírito forte e fundado em noções de ética e de boa formação cultural.&lt;/u&gt; (grifo meu)&lt;/i&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-zra9RpVW90c/TyRjJX2k0kI/AAAAAAAABYM/eJrnRSZDTpc/s1600/machado-de-assis-red.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-zra9RpVW90c/TyRjJX2k0kI/AAAAAAAABYM/eJrnRSZDTpc/s1600/machado-de-assis-red.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-8oCzBaxIFP8/TyRjaeNDt3I/AAAAAAAABYU/cbmU0QoQI5M/s1600/segundo+reinado-red.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-8oCzBaxIFP8/TyRjaeNDt3I/AAAAAAAABYU/cbmU0QoQI5M/s1600/segundo+reinado-red.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Machado de Assis instrui as leitoras e as diverte com suas ironias e denúncias contra as presumíveis imperfeições da classe dominante – denúncias e ironias que a própria elite imperial também admirava. Durante saborosa análise sobre a forma e conteúdo desse periódico, Teixeira aponta que um dos componentes importantes desse projeto foi a incorporação da mulher aos quadros de percepção crítica da vida, convertendo-se em leitora ativa e culta, participante dos debates vivenciados pelo Segundo Reinado. De que maneira? Segundo inúmeros artigos, combatendo o luxo e o dinheiro como fator exclusivo de elegância, promovendo a idéia de sobriedade e de combinação pessoal como origem de bom gosto e de modernidade. E claro, toda essa concepção se une à literatura de Machado de Assis, que então se impunha como o mais agudo escritor do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Nesse momento temos o arremate final entre os conselhos dados às mulheres e à literatura de Machado de Assis em “O Alienista”. Partilhando da visão do jornal, o narrador de “O Alienista” defenderá igualmente o equilíbrio no uso do idioma enquanto aponta que a perda de comedimento será entendida como loucura ou desvio reprovável de comportamento. Incrível isso! Um prato cheio para os psicólogos, não é mesmo? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Depreende-se daí que Ideologia, Política e Cultura sempre caminharam juntas nesse país... Duas décadas mais tarde, Monteiro Lobato compra a Revista do Brasil e percebe que há um público leitor ávido por consumir leitura. E antenado com seu tempo abre uma editora e publica como nunca, livros com tiragens nunca antes imaginadas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-sEdbWc9-bS4/TyRkHVCXrzI/AAAAAAAABYs/k81ygKn1Bes/s1600/monteirolobato-red.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-sEdbWc9-bS4/TyRkHVCXrzI/AAAAAAAABYs/k81ygKn1Bes/s1600/monteirolobato-red.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Lobato une seu trabalho de jornalista de “O Estado de São Paulo” em fins dos anos 10 com o de escritor de “Urupês”, um sucesso absoluto de público e crítica. Talvez devido ao sucesso prematuro enquanto escritor para adultos ou já prevendo um novo desafio pela frente, ele resolve dedicar sua escrita ao seu projeto de formar leitores pensantes: surge o sítio do Pica-pau Amarelo. Lá, ele cria uma república feminista com Dona Benta detentora de conhecimentos nas áreas de Política, Economia e Filosofia, conhecimentos esses de interesse majoritariamente masculino. Dona desses conhecimentos ela opina sobre o Petróleo, o Ferro e os desatinos da guerra. Até critica os coronéis, donos do café paulistano... Ele cria ainda a boneca Emília, um ser bonecal que vira gente depois; curioso e inconformado com qualquer tipo de conhecimento ou realidade imutável, a ponto de mudar a ordem da natureza. Cria Narizinho que ouve histórias, vivencia aventuras e sempre absorve bem o mundo ao redor e para completar põe a Tia Nastácia nesse lugar mágico, que além de fazer bolinhos de chuva que agradam paladares, os mais exigentes como o de São Jorge e do Minotauro, é um baú de histórias e conhecimento popular. Como Lobato manteve intensa e extensa correspondência com seus leitores vida afora, a ponto de inseri-los como personagens em seus livros, eu arrisco dizer que ele sabia que grande gama de leitores seus pertencia ao universo feminino. Nisso ele esteve à frente junto à Machado de Assis e Aluísio de Azevedo (que incentivou, em “A Estação”, o estudo da medicina exercido por mulheres). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Aí tomamos o pó de pirlimpimpim e por volta de oitenta anos depois, eu ouço o escritor africano Agualusa, em entrevista à Marília Gabriela, afirmar que seu público maior é composto por mulheres! E ainda contou que seu público leitor, na grande maioria, é de leitoras de fora de seu país de origem. As mulheres hoje trabalham fora de casa, dentro de casa, acham tempo para tanta coisa como ler e viajar. O papel da mulher mudou tanto através das décadas e ela continua sendo o motor e a razão da existência da vida literária. Afinal, vale a pena pensarmos no papel da ficção em nossas vidas e a literatura está aí para confirmar essa importância. Portanto, por essas e outras razões que ainda desconheço, mas que me serão reveladas ao longo desse blog-percurso, que surgiu essa proposta sobre “Mulheres leitoras”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Contamos com sua leitura, palpite, crítica e tal, certo leitora?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-LPzLd8PkssU/TyRktiOCawI/AAAAAAAABZA/Av7jpm4Z9Ww/s1600/Katie_Lewis.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="94" src="http://3.bp.blogspot.com/-LPzLd8PkssU/TyRktiOCawI/AAAAAAAABZA/Av7jpm4Z9Ww/s200/Katie_Lewis.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-6869114781712379451?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/6869114781712379451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2012/01/mulheres-leitoras-historia-convite.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/6869114781712379451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/6869114781712379451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2012/01/mulheres-leitoras-historia-convite.html' title='MULHERES LEITORAS: História-Convite'/><author><name>Ana Lúcia Brandão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17560468080507849673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-nvvkiAkjkFw/TyRg1-FQHlI/AAAAAAAABXQ/cMmYR-4dJZU/s72-c/027_Frauen_lesen_II_2-red.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-7077385855160918705</id><published>2011-12-31T17:54:00.000-02:00</published><updated>2012-01-03T17:54:43.551-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comemoração'/><title type='text'>Feliz Ano Novo - 2012 !</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-myOsL7ui-zA/TwNZqKlPI1I/AAAAAAAABWU/hNQJTY8tmMo/s1600/NL_Ano%2BNovo2012subb.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="256" src="http://1.bp.blogspot.com/-myOsL7ui-zA/TwNZqKlPI1I/AAAAAAAABWU/hNQJTY8tmMo/s400/NL_Ano%2BNovo2012subb.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;F E L I Z___2 0 1 2 !&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que 2012 seja um ano de ampliação da nossa consciência... &lt;br /&gt;a inspirar um trabalho de formação clínica, capaz de nos&lt;br /&gt;transformar em cuidadores da humanidade e do planeta!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convidamos você a continuar acompanhando nosso &lt;br /&gt;trabalho, neste novo ano que se inicia, com uma novidade:&lt;br /&gt;as “Reuniões Clínicas”, aprimorando&lt;br /&gt;o que já desenvolvíamos nos anos anteriores:&lt;br /&gt;cursos, workshops, grupos de estudo e supervisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquem atentos às nossas Newsletters a partir de 15 de janeiro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Desejamos a todos, um ano especial e &lt;br /&gt;repleto de realizações!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Dra. Suely Laitano Nassif e equipe&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.comentada.com/"&gt;www.comentada.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;São Paulo-SP | Brasil&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-7077385855160918705?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/7077385855160918705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/12/feliz-ano-novo-2012.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/7077385855160918705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/7077385855160918705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/12/feliz-ano-novo-2012.html' title='Feliz Ano Novo - 2012 !'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-myOsL7ui-zA/TwNZqKlPI1I/AAAAAAAABWU/hNQJTY8tmMo/s72-c/NL_Ano%2BNovo2012subb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-3355975804410508582</id><published>2011-12-25T17:53:00.000-02:00</published><updated>2012-01-03T17:54:05.470-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comemoração'/><title type='text'>Feliz Natal - 2011!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-54umzpbI278/TwNYGAo_osI/AAAAAAAABWI/erHiR6jFpTM/s1600/NEWSLETTERS_natal-2011.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="201" src="http://1.bp.blogspot.com/-54umzpbI278/TwNYGAo_osI/AAAAAAAABWI/erHiR6jFpTM/s400/NEWSLETTERS_natal-2011.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;FELIZ NATAL E ANO NOVO!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Desde o início da humanidade até o ponto em que nos encontramos hoje, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;finalizando um ciclo que durou séculos e séculos, de experimentação de amor &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;e ausência de amor, muitos permanecem adormecidos, apegados ao sonho da&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;dualidade, enredados nas malhas da competição e do consumo desenfreado &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;de bens materiais. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Mas muitos mais estão despertando para a realidade de que somos seres &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;incrivelmente criativos e que, assim como criamos um mundo de dualidade, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;baseado no medo, na manipulação e no poder de uns sobre outros, podemos &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;voltar a criar - através da nossa intenção pura - um mundo baseado no amor &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;e respeito mútuos, onde todos vivam em perfeita colaboração.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Desejamos um Natal harmonioso e um 2012 repleto de realizações!!!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Dra. Suely Laitano Nassif e equipe&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.comentada.com/"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;www.comentada.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;São Paulo-SP | Brasil&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-3355975804410508582?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/3355975804410508582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/12/feliz-natal-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/3355975804410508582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/3355975804410508582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/12/feliz-natal-2011.html' title='Feliz Natal - 2011!'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-54umzpbI278/TwNYGAo_osI/AAAAAAAABWI/erHiR6jFpTM/s72-c/NEWSLETTERS_natal-2011.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-5408288108867460903</id><published>2011-12-23T21:21:00.000-02:00</published><updated>2011-12-23T21:21:01.576-02:00</updated><title type='text'>ERA UMA VEZ… E AINDA É</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Mensagem dos anjos para este Natal&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-54crTLGQnlQ/TvT0G3NUSSI/AAAAAAAABSM/jCY8aqqSt9w/s1600/ERA+UMA+VEZ555.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="290" rea="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-54crTLGQnlQ/TvT0G3NUSSI/AAAAAAAABSM/jCY8aqqSt9w/s320/ERA+UMA+VEZ555.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;&lt;/span&gt;Era uma vez, há muitos, muitos, muitos anos atrás… há tantos anos, que nem o tempo existia ainda… Nesse tempo sem tempo havia um Reino de Luz, onde tudo era Amor, Beleza e Harmonia… e nós vivíamos lá!… Nós éramos os habitantes desse Reino Encantado!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Mas éramos um pouco diferentes do que somos hoje. Nosso corpo não era deste jeito… era mais transparente, mais leve, mais luminoso. E não precisava de tanta coisa para sobreviver. Tudo o que precisávamos era suprido pela Luz da qual fazíamos parte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Sim, porque, na verdade, não éramos seres totalmente separados uns dos outros, mas como células de um grande corpo luminoso e amoroso que nos sustentava e nos mantinha sempre felizes e saudáveis. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Mas não pense que ficávamos ali sem fazer nada! A Luz adorava criar, e nós, como parte dela, estávamos sempre criando também… criávamos estrelas, cometas, mundos das mais diferentes espécies! Era muito divertido!!! E tudo permanecia na mais perfeita ordem, porque era criado com Amor e sustentado pelo Amor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Mas um dia resolvemos fazer uma coisa inédita; resolvemos criar um planeta onde se pudesse experimentar não só o Amor, mas a ausência dele também… porque queríamos saber como seria uma vida desse tipo. E assim fizemos!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Criamos um planeta lindo! Com mares, montanhas, cachoeiras, rios, lagos, florestas maravilhosas, flores incrivelmente belas, inúmeras espécies de animais, pássaros e peixes… tudo com muito Amor e Harmonia. E então pedimos à nossa Mãe-Luz que nos deixasse ir para lá e nos desse a liberdade de escolher permanentemente entre o Amor e a ausência dele. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A Luz, que era puro Amor, não podia deixar de atender este pedido dos seus filhos. Naturalmente, ela nos deu sua permissão, mas nos advertiu:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- “Meus Amados, sendo vocês Filhos do Amor, dificilmente conseguirão vivenciar qualquer coisa que não seja Amor, porque estarão sempre agindo, pensando e sentindo com base no Amor. Se realmente quiserem ter essa experiência, terão que esquecer provisoriamente a sua natureza verdadeira e assumir um papel totalmente estranho a ela. Inclusive precisarão de um corpo mais apropriado para essa nova condição. Vocês estão mesmo dispostos a fazer isto?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Sim, estamos!” – respondemos em uníssono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Façamos, então, o seguinte…” – disse a Luz – “Alguns irão e outros ficarão aqui para lhes dar apoio à distância. Assim, mesmo que vocês se esqueçam por completo que são Filhos da Luz e do Amor, seus irmãos estarão aqui para relembrá-los e ajudá-los a voltar ao Lar, caso esta seja a sua escolha.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;No Reino da Luz não existe competição, portanto foi fácil decidir quem ia e quem ficava. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A Luz criou, então, um corpo perfeito para nos abrigar e mais uma vez nos advertiu:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- “Este corpo exigirá de vocês alguns cuidados que ainda desconhecem, mas saibam que tudo o que ele precisar estará à disposição de vocês nesse planeta. Para que não se sintam totalmente isolados de nós, deixarei uma pequena centelha da nossa Luz permanentemente acesa num local recôndito desse corpo, numa das câmaras do que vocês chamarão de coração. Essa chama os conectará conosco naturalmente, sempre que sentirem saudades de algo que não saberão definir, mas que terão certeza que existe… um lugar de Amor, de Paz, de Conforto eterno… Vocês nos chamarão por muitos nomes, e nós sempre os atenderemos… mas nem sempre vocês reconhecerão a nossa ajuda.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-syvDP6dgDJU/TvT0WCXr5qI/AAAAAAAABSY/uMOxWldCEIY/s1600/Era+Uma+Vez+Uma+AZUL99FINAL.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" rea="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-syvDP6dgDJU/TvT0WCXr5qI/AAAAAAAABSY/uMOxWldCEIY/s320/Era+Uma+Vez+Uma+AZUL99FINAL.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Tendo dito isto, a Luz nos perguntou mais uma vez se estávamos realmente dispostos a enfrentar essa nova vida e, como respondemos afirmativamente, no mesmo instante nos encontramos dentro de um corpo de carne e osso, num planeta maravilhoso, mas em condições totalmente novas!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A primeira novidade – nada agradável, aliás – foi a sensação de solidão, pois não chegamos todos juntos ao mesmo lugar do planeta e, mesmo aqueles que estavam relativamente próximos, também se sentiam isolados, pois já tínhamos nos esquecido que éramos todos parte de um só corpo e, assim, sentíamo-nos estranhos uns aos outros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Então veio a noite e, com ela, o escuro e o frio. Em seguida, a fome, a sede, o cansaço… Sem perceber, estávamos tomando contato com a dualidade que nós mesmos tínhamos escolhido experimentar. A cada aspecto do Amor, que nos era familiar, correspondia um aspecto, até então desconhecido para nós, da ausência do Amor. Neste novo Reino, havia alegria, mas também tristeza; havia fartura, mas também carência; havia bondade, mas também maldade; saúde, mas também doença; prazer, mas também dor…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;E o sentimento de puro Amor que antes nos unia, começou a dividir seu espaço com a ausência de Amor, que se expressava das mais diversas formas: desconfiança, inveja, ciúme, raiva, intolerância, gerando uma sensação que jamais havíamos experimentado antes: o medo! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;No começo ainda tínhamos certa consciência da Luz amorosa que se mantinha intacta em nossos corações e intuitivamente nos conectávamos com Ela em busca de conforto e orientação para enfrentarmos todas as adversidades que se apresentavam em nosso caminho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Através desse contato, fomos inspirados a pesquisar os recursos que estavam à nossa disposição e a inventar uma infinidade de meios materiais que nos assegurassem a sobrevivência do nosso corpo, bem como uma vida confortável, segura, prazerosa e feliz. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Mas, com o passar do tempo, fomos nos apaixonando tanto por nossas próprias invenções e nos apegando tanto a elas, que passamos a acreditar, não só que elas eram imprescindíveis, como também insuficientes para alcançarmos a felicidade que tanto almejávamos. E começamos a dedicar grande parte do nosso tempo a invenções cada vez mais sofisticadas e à busca de recursos para adquiri-las, de modo que pudéssemos satisfazer nossa vontade cada vez mais exigente de ter, ter, ter… ter tanto ou mais do que os nossos semelhantes, acreditando que isso nos faria mais importantes e poderosos do que eles. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Assim passamos a competir uns com os outros na busca de uma vida material que considerávamos ideal. E essa competição aumentou tanto, que chegamos ao ponto de enganar uns aos outros para termos mais posses do que eles; chegamos ao ponto de escravizar uns aos outros; chegamos ao ponto de matar uns aos outros! E assim, nos esquecemos da Luz Amorosa que habitava nossos próprios corações. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Nossa Mãe-Luz continuava nos observando, e toda vez que a balança da dualidade começava a pender demais para o lado da ausência de Amor, Ela preparava um dos nossos irmãos de Luz para vir até nós e, através dos seus ensinamentos e do seu próprio exemplo, reacender a chama do Amor em nossos corações e nos reconectar à nossa própria Luz. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Isto aconteceu muitas e muitas vezes no decorrer da nossa experiência neste planeta, até que um dia nos envolvemos numa guerra tão horrorosa, que Mamãe-Luz decidiu mudar de tática… Ao invés de nos enviar um dos nossos irmãos, Ela resolveu intensificar um pouco mais a Centelha de Luz que habitava o coração de cada um de nós, de modo que nossa mente percebesse a existência dessa Luz e ficasse curiosa sobre sua procedência e função. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;No início, foram poucos que lhe deram atenção. Mas estes lançaram tantos questionamentos, que aos poucos foram despertando a curiosidade de outros e mais outros, até que chegou um momento em que a grande maioria dos seres humanos estava se perguntando: &lt;i&gt;“Quem sou eu, realmente?… O que é isto que sinto em meu coração e que me traz a lembrança de um lugar de paz, harmonia e eterna felicidade?… Se existe um lugar como esse, o que estou fazendo aqui, então?…”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-_Y47SRaVeac/TvUL5K58RQI/AAAAAAAABSk/VYxQiGVWdPg/s1600/FIGURA55bb.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" rea="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-_Y47SRaVeac/TvUL5K58RQI/AAAAAAAABSk/VYxQiGVWdPg/s320/FIGURA55bb.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;E cada questionamento nos levava mais perto da reconexão com o Reino de Luz de onde viemos, permitindo-nos perceber ligeiramente a presença amorosa dos seres de Luz, que a princípio chamávamos de Mestres, por não nos lembrarmos que eram nossos próprios irmãos que haviam se comprometido a nos ajudar a voltar ao Lar, quando assim decidíssemos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;E quanto mais nos conectávamos com esses “Mestres”, mais ia clareando a lembrança da nossa identidade verdadeira; mais íamos percebendo o Amor em todos e em tudo; mais íamos nos dando conta do nosso poder de transformar a ausência de Amor em Amor, pois fomos compreendendo que nós somos o próprio Amor se expressando das mais diversas maneiras e, na verdade, a ausência de Amor é apenas uma ilusão, uma espécie de sonho que quisemos experimentar para expandirmos a nossa noção de Amor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Nesse processo, tomamos consciência de que formamos uma unidade e que, assim como não existe competição entre as partes de um corpo humano, também não deve existir competição entre nós. Do mesmo modo que o nosso fígado tem uma função, os rins têm outra, os pulmões têm outra, as glândulas outra e todos trabalham juntos em estreita colaboração para o perfeito funcionamento do nosso corpo físico, assim também cada um de nós tem sua função específica neste planeta, e todos precisamos colaborar uns com os outros, de modo que a Humanidade, como um todo, reflita a Paz, o Amor e a Harmonia do Reino de Luz de onde viemos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;E assim chegamos ao ponto em que nos encontramos hoje, finalizando um ciclo que durou séculos e séculos. Muitos ainda estão adormecidos, apegados ao sonho da dualidade, enredados nas malhas da competição e do consumo desenfreado de bens materiais. Mas muitos mais estão despertando, e estes estão ajudando os adormecidos a despertarem também para a realidade de que somos seres incrivelmente criativos e que, assim como criamos um mundo de dualidade, baseado no medo, na manipulação e no poder de uns sobre outros, podemos voltar a criar - através da nossa intenção pura - um mundo baseado no amor e respeito mútuos, onde todos vivam em perfeita colaboração, felizes para sempre!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Neste momento, as portas do Reino de Luz e Amor estão abertas para nós, aguardando o nosso retorno; e nossos irmãos, que lá ficaram, estão nos lembrando que esse Reino não é um lugar definido no espaço e no tempo, e sim um Estado de Ser infinito e atemporal. E nos dizem alegremente:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- “Estamos apenas esperando que despertem desse sonho, pois O QUE ERA UMA VEZ… AINDA É!”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;© Vera Corrêa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Dezembro de 2011&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-5408288108867460903?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/5408288108867460903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/12/era-uma-vez-e-ainda-e.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/5408288108867460903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/5408288108867460903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/12/era-uma-vez-e-ainda-e.html' title='ERA UMA VEZ… E AINDA É'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-54crTLGQnlQ/TvT0G3NUSSI/AAAAAAAABSM/jCY8aqqSt9w/s72-c/ERA+UMA+VEZ555.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-5434785020304051511</id><published>2011-11-29T13:16:00.000-02:00</published><updated>2011-11-29T13:16:00.615-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ME_Lya Luft'/><title type='text'>Lembro-me de ti...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-AdLLvFRrIQQ/Ts5gdZFIUnI/AAAAAAAABQ8/KSYVAOJ9x2I/s1600/lya%2Bluft.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="209" src="http://2.bp.blogspot.com/-AdLLvFRrIQQ/Ts5gdZFIUnI/AAAAAAAABQ8/KSYVAOJ9x2I/s320/lya%2Bluft.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: large;"&gt;Lembro-me de ti&lt;br /&gt;Nesse instante absoluto,&lt;br /&gt;A vida conduzida por um fio de música.&lt;br /&gt;Intenso e delicado, ele vai-nos fechando num casulo&lt;br /&gt;Onde tudo será permitido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é só isso que podemos ter,&lt;br /&gt;Que seja forte. Que seja único.&lt;br /&gt;Tão íntimo quanto ouvirmos a mesma melodia,&lt;br /&gt;Tendo o mesmo - esplêndido - pensamento.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: large;"&gt;Lya Luft&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-5434785020304051511?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/5434785020304051511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/11/lembro-me-de-ti.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/5434785020304051511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/5434785020304051511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/11/lembro-me-de-ti.html' title='Lembro-me de ti...'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-AdLLvFRrIQQ/Ts5gdZFIUnI/AAAAAAAABQ8/KSYVAOJ9x2I/s72-c/lya%2Bluft.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-1268068939018482485</id><published>2011-11-22T22:26:00.000-02:00</published><updated>2011-11-22T22:26:52.205-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Envelhecer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Saúde'/><title type='text'>Sexalescentes ou … Sexygenários?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Por Tita Teixeira&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-L6BGhOjKtbI/TswxWiImu0I/AAAAAAAABQw/mSGZdxybUC0/s1600/Helen-Mirren.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="183" src="http://3.bp.blogspot.com/-L6BGhOjKtbI/TswxWiImu0I/AAAAAAAABQw/mSGZdxybUC0/s320/Helen-Mirren.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Se estivermos atentos, podemos notar que está a aparecer uma nova classe social: a das pessoas que andam à volta dos sessenta anos de idade. Os sexalescentes: é a geração que rejeita a palavra “sexagenário”, porque simplesmente não está nos seus planos deixar-se envelhecer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Trata-se de uma verdadeira novidade demográfica – parecida com a que, em meados do século 20, se deu com a consciência da idade da adolescência, que deu identidade a uma massa de jovens oprimidos em corpos desenvolvidos, que até então não sabiam onde meter-se nem como vestir-se.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Este novo grupo humano que hoje ronda os sessenta teve uma vida razoavelmente satisfatória. São homens e mulheres independentes que trabalham há muitos anos e que conseguiram mudar o significado tétrico que tantos autores deram durante décadas ao conceito de trabalho. Que procuraram e encontraram há muito a atividade de que mais gostavam e que com ela ganharam a vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Talvez seja por isso que se sentem realizados… Alguns nem sonham em aposentar-se. E os que já o fizeram gozam plenamente cada dia sem medo do ócio ou da solidão, crescem por dentro quer num, quer na outra. Desfrutam a situação, porque depois de anos de trabalho, criação dos filhos, preocupações, fracassos e sucessos, sabem bem olhar para o mar sem pensar em mais nada, ou seguir o vôo de um pássaro da janela de um 5.º andar…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Neste universo de pessoas saudáveis, curiosas e ativas, a mulher tem um papel destacado. Traz décadas de experiência de fazer a sua vontade, quando as suas mães só podiam obedecer, e de ocupar lugares na sociedade que as suas mães nem tinham sonhado ocupar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Por exemplo, não são pessoas que estejam paradas no tempo: a geração dos “sessenta”, homens e mulheres, lida com o computador como se o tivesse feito toda a vida. Escrevem aos filhos que estão longe (e vêem-se), e até se esquecem do velho telefone para contatar os amigos – mandam e-mails com as suas notícias, idéias e vivências.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;De uma maneira geral estão satisfeitos com o seu estado civil e quando não estão, não se conformam e procuram muda-lo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Raramente se desfazem em prantos sentimentais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ao contrário dos jovens, os sexalescentes conhecem e pesam todos os riscos. Ninguém se põe a chorar quando perde: apenas reflete, toma nota, e parte para outra…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Os maiores partilham a devoção pela juventude e as suas formas superlativas, quase insolentes de beleza; mas não se sentem em retirada. Competem de outra forma, cultivam o seu próprio estilo…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Os homens não invejam a aparência das jovens estrelas do esporte. Nem as mulheres sonham em ter as formas perfeitas de um modelo. Em vez disso, conhecem a importância de um olhar cúmplice, de uma frase inteligente ou de um sorriso iluminado pela experiência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Hoje, as pessoas na década dos sessenta, como tem sido seu costume ao longo da sua vida, estão a estrear uma idade que não tem nome.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Antes seriam velhos e agora já não o são.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Hoje estão de boa saúde, física e mental, recordam a juventude, mas sem nostalgias tolas, porque a juventude ela própria também está cheia de nostalgias e de problemas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Celebram o sol em cada manhã e sorriem para si próprios…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Talvez por alguma secreta razão que só sabem e saberão os que chegam aos 60 no século 21…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: http://www.luispellegrini.com.br/2011/11/11/sexalescentes-ou-sexygenarios/&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-1268068939018482485?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/1268068939018482485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/11/sexalescentes-ou-sexygenarios.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/1268068939018482485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/1268068939018482485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/11/sexalescentes-ou-sexygenarios.html' title='Sexalescentes ou … Sexygenários?'/><author><name>Vera Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18217062477326634660</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-L6BGhOjKtbI/TswxWiImu0I/AAAAAAAABQw/mSGZdxybUC0/s72-c/Helen-Mirren.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-9212085222846983954</id><published>2011-11-15T18:41:00.000-02:00</published><updated>2011-11-15T18:41:00.449-02:00</updated><title type='text'>Divina Quimera</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-i8Gkn4uA4fY/TsGk9uvn8eI/AAAAAAAABQY/YkJyaU81AmI/s1600/Divina_Quimera.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-i8Gkn4uA4fY/TsGk9uvn8eI/AAAAAAAABQY/YkJyaU81AmI/s320/Divina_Quimera.jpg" width="261" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Sou Quimera, a Ninfa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Nasci na Antiga Grécia, dos Deuses e Mitos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Recebi o nome Lasgie e o dom da metamorfose.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Sou Quimera, a Mulher.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Fui enfeitiçada e aprisionada por Malléficus, o Sátiro Narigudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Sou Quimera, a Feiticeira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Hécate, a Deusa Tríplice da Lua, lembrou-me quem eu era e o dom que eu possuía.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Sou Quimera, das Mil Faces.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Sob a forma de uma Cabra, escapei e subi montanhas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Como uma Leoa lutei por mim e venci os predadores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Como uma Fêmea-Dragão voei livre no vento e cheguei aos céus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Sou Quimera, a Deusa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Como uma Deusa Mãe retornei do Olimpo, viajei no tempo &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;e atravessei o Portal do Sol Nascente, neste leste.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Sou Quimera, a Mensageira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Fui enviada pelas Deusas Antigas à montanha dos Desejos Realizados &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Para dizer que…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Sou Quimera, sou Você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A Ninfa, a Mulher, a Feiticeira, a das Mil Faces, a Deusa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Sou sua Força oculta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Seu Poder de transformar a realidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Somos a Cabra que ultrapassa barreiras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Somos a Leoa que luta e vence predadores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Somos a Dracena que conquista a liberdade de ser e conhecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Somos a União de Poderes e Forças.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Olhe-me e reconheça-te.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Peça que te darei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Sou Quimera, a Divina.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;BETH MIGUEZ&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-9212085222846983954?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/9212085222846983954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/11/divina-quimera.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/9212085222846983954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/9212085222846983954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/11/divina-quimera.html' title='Divina Quimera'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-i8Gkn4uA4fY/TsGk9uvn8eI/AAAAAAAABQY/YkJyaU81AmI/s72-c/Divina_Quimera.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-4260466699982249233</id><published>2011-11-08T21:26:00.001-02:00</published><updated>2011-11-08T21:30:13.103-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tecendo'/><title type='text'>Um Varal Diferente</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-hwlkGD6byZw/Trm6-Zjwv6I/AAAAAAAABPg/VF3FRYliKCw/s1600/um%2Bvaral%2Bdiferente.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="188" src="http://1.bp.blogspot.com/-hwlkGD6byZw/Trm6-Zjwv6I/AAAAAAAABPg/VF3FRYliKCw/s400/um%2Bvaral%2Bdiferente.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: large;"&gt;De vez em quando, faz-se necessário pendurar algumas coisas ao sol...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: large;"&gt;Como seria bom poder fazer isso com nossas coisas interiores...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: large;"&gt;Arejar tristezas... deixar que o vento as leve...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: large;"&gt;Pôr ao sol nossos afetos para lhes dar mais energia...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: large;"&gt;Deixar as mãos de nossa alma balançando ao sabor da brisa, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: large;"&gt;para colher o pólen semeador do belo...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: large;"&gt;ANA NUNES&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-4260466699982249233?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/4260466699982249233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/11/um-varal-diferente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/4260466699982249233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/4260466699982249233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/11/um-varal-diferente.html' title='Um Varal Diferente'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-hwlkGD6byZw/Trm6-Zjwv6I/AAAAAAAABPg/VF3FRYliKCw/s72-c/um%2Bvaral%2Bdiferente.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-5400985461965689917</id><published>2011-10-30T20:11:00.000-02:00</published><updated>2011-10-30T22:58:04.063-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>SEDNA, A Mulher-Esqueleto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TD43_-CpgpI/AAAAAAAAAU4/XK1BCSOfSSo/s1600/sedna-mulher_esqueleto.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493890167563977362" src="http://1.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TD43_-CpgpI/AAAAAAAAAU4/XK1BCSOfSSo/s200/sedna-mulher_esqueleto.jpg" style="cursor: hand; float: left; height: 200px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 170px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Ela havia feito alguma coisa que seu pai não aprovara, embora &lt;strong&gt;ninguém mais se lembrasse do que havia sido&lt;/strong&gt;. Seu pai, no entanto, a havia arrastado até os penhascos, atirando-a ao mar. Lá, os peixes devoraram sua carne e arrancaram seus olhos. Enquanto jazia no fundo do mar, seu esqueleto rolou muitas vezes com as correntes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia um pescador veio pescar. Bem, na verdade, em outros tempo muitos costumavam vir a essa baía pescar. Esse pescador, porém, estava afastado da sua colônia e&lt;b&gt; não sabia&lt;/b&gt; que os pescadores da região não trabalhavam ali sob a alegação de que a enseada era mal-assombrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anzol do pescador foi descendo pela água abaixo e se prendeu – logo em quê! – nos ossos das costelas da Mulher-Esqueleto. O pescador pensou: ‘Oba, agora peguei um grande de verdade! Agora peguei um mesmo!’ Na sua imaginação, ele já via &lt;b&gt;quantas pessoas esse peixe enorme iria alimentar&lt;/b&gt;, quanto tempo sua carne duraria, quanto tempo ele se veria livre da obrigação de pescar. E enquanto ele lutava com esse enorme peso na ponta do anzol, o mar se encapelou com uma espuma agitada, e o caiaque empinava e sacudia porque aquela que estava lá embaixo lutava para se soltar. E quanto mais ela lutava, tanto mais ela se enredava na linha. Não importa o que fizesse, ela estava sendo inexoravelmente arrastada para a superfície, puxada pelos ossos das próprias costelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pescador havia se voltado para recolher a rede e, por isso, não viu a cabeça calva surgir acima das ondas; não viu os pequenos corais que brilhavam nas órbitas do crânio; não viu os crustáceos nos velhos dentes de marfim. Quando ele se voltou com a rede nas mãos, o esqueleto inteiro, no estado em que estava, já havia chegado à superfície e caía suspenso da extremidade do caiaque pelos dentes incisivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Agh! – gritou o homem, e seu coração afundou até os joelhos, seus olhos se esconderam apavorados no fundo da cabeça e suas orelhas arderam num vermelho forte. – Agh! – berrou ele, soltando-a da proa com o remo e começando a remar loucamente na direção da terra. Sem perceber que ela estava emaranhada na sua linha, ele ficou ainda mais assustado, pois ela parecia estar em pé, a persegui-lo o tempo todo até a praia. Não importava de que jeito ele desviasse o caiaque, ela continuava ali atrás. Sua respiração formava nuvens de vapor sobre a água, e seus braços se agitavam como se quisessem agarrá-lo para levá-lo para as profundezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Aaagggggghhhh! – uivava ele, quando o caiaque encalhou na praia. De um salto ele estava fora da embarcação e saía correndo agarrado à vara de pescar. E o cadáver branco da Mulher-Esqueleto, ainda preso à linha de pescar, vinha aos solavancos bem atrás dele. Ele correu pelas pedras, e ela o acompanhou. Ele atravessou a tundra gelada, e ela não se distanciou. Ele passou por cima da carne que havia deixado a secar, rachando-a em pedaços com as passadas dos seus mukluks.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5507847416791335922" src="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TG_OCzLmg_I/AAAAAAAAAfc/NH8lUp7mO_k/s200/Parenteau%2520Sky%2520Rider.jpg" style="cursor: hand; float: left; height: 165px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 200px;" /&gt;O tempo todo &lt;b&gt;ela continuou atrás dele, na verdade até pegou um pedaço do peixe congelado enquanto era arrastada&lt;/b&gt;. E logo começou a comer, porque há muito, muito tempo não se saciava. Finalmente, o homem chegou ao seu iglu, enfiou-se direto no túnel e, de quatro, engatinhou de qualquer jeito para dentro. Ofegante e soluçante, ele ficou ali deitado no escuro, com o coração parecendo um tambor, um tambor enorme. Afinal, estava seguro, ah, tão seguro, é, seguro, graças aos deuses, Raven, é, graças a Raven, é, &lt;b&gt;e também à todo-generosa Sedna, em segurança, afinal.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginem quando ele acendeu sua lamparina de óleo de baleia, ali estava ela – aquilo! – jogada num monte no chão de neve, com um calcanhar sobre um ombro, um joelho preso nas costelas, um pé por cima do cotovelo. Mais tarde ele não saberia dizer o que realmente aconteceu. Talvez a luz tivesse suavizado suas feições; talvez fosse o fato de ele ser um homem solitário. Mas sua respiração ganhou um quê de delicadeza, bem devagar ele estendeu as mãos encardidas e, falando baixinho como a mãe fala com o filho, começou a soltá-la da linha de pescar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;– Oh, na, na, na –&lt;/b&gt; Ele primeiro soltou os dedos dos pés, depois os tornozelos. – Oh, na, na, na – Trabalhou sem parar noite adentro, até cobri-la de peles para aquecê-la, já que os ossos da Mulher-Esqueleto eram iguaizinhos aos de um ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele procurou sua pederneira na bainha de couro e usou um pouco do próprio cabelo para acender mais um foguinho. Ficou olhando para ela de vez em quando, enquanto passava óleo na preciosa madeira da sua vara de pescar e enrolava novamente sua linha de seda. E ela, no meio das peles, não pronunciava palavra – não tinha coragem – para que o caçador não a levasse lá para fora e a jogasse lá embaixo nas pedras, quebrando totalmente seus ossos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem começou a sentir sono, enfiou-se nas peles de dormir e logo estava sonhando. Às vezes, quando os seres humanos dormem, acontece de uma lágrima escapar do olho de quem sonha. Nunca sabemos que tipo de sonho provoca isso, mas sabemos que ou é um sonho de tristeza ou de anseio. E foi isso o que aconteceu com o homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Mulher-Esqueleto &lt;b&gt;viu o brilho da lágrima à luz do fogo&lt;/b&gt; e, de repente, ela sentiu uma sede daquelas. Ela se aproximou do homem que dormia, rangendo e retinindo, e pôs a boca junto à lágrima. Aquela única lágrima foi como um rio, que ela bebeu, bebeu e bebeu até saciar sua sede de tantos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto estava deitada ao seu lado, ela estendeu a mão para dentro do homem que dormia e retirou seu coração, aquele tambor forte. Sentou-se e começou a batucar dos dois lados do coração: Bom, Bomm! ... Bom, Bomm!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto marcava o ritmo, &lt;b&gt;ela começou a cantar em voz alta.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;– Carne, carne, carne! Carne, carne, carne! – E quanto mais cantava, mais seu corpo se revestia de carne. Ela cantou para ter cabelo, olhos saudáveis e mãos boas e gordas. Ela cantou para ter a divisão entre as pernas e seios compridos o suficiente para se enrolarem e dar calor, e todas as coisas de que as mulheres precisam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estava pronta, ela também cantou para despir o homem que dormia e se enfiou na cama com ele, a pele de um tocando a do outro. Ela devolveu o grande tambor, o coração, ao corpo dele, e foi assim que acordaram, abraçados um ao outro, enredados da noite juntos, agora de outro jeito, de um jeito bom e duradouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas que não conseguem se lembrar de como aconteceu sua primeira desgraça dizem que ela e o pescador foram embora e sempre foram bem alimentados pelas criaturas que ela conheceu na sua vida debaixo d'água. As pessoas garantem que é verdade e que é só isso o que sabem.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Por Suely Laitano Nassif&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS; font-size: x-small;"&gt;Postado em 20/08/2010 às 15h11&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-5400985461965689917?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/5400985461965689917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/08/mulher-esqueleto.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/5400985461965689917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/5400985461965689917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/08/mulher-esqueleto.html' title='SEDNA, A Mulher-Esqueleto'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TD43_-CpgpI/AAAAAAAAAU4/XK1BCSOfSSo/s72-c/sedna-mulher_esqueleto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-3612135101420817096</id><published>2011-09-19T14:47:00.000-03:00</published><updated>2011-09-19T19:44:42.503-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Fazendo um passeio em uma livraria...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-8ErJsct0l3E/TnfEbEplQwI/AAAAAAAABMU/8n-5bzjc4FM/s1600/Cole%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Brosa2678.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://3.bp.blogspot.com/-8ErJsct0l3E/TnfEbEplQwI/AAAAAAAABMU/8n-5bzjc4FM/s200/Cole%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Brosa2678.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Hoje estive num setor de livros raros da Saraiva. Fui atendida pela responsável que se chama Ana Lúcia Brudeika. Deve ser quase da minha idade e é uma leitora voraz, graças ao fato de ter freqüentado a Biblioteca Monteiro Lobato na sua infância, com sua irmã. As leitoras se encontram das formas mais inesperadas. Lá, entre muitos tesouros, descobri uma série de livros chamada "Coleção Rosa", do início dos anos 60 e publicada pelos anos sessenta todo, com traduções de romances melados alemães (sabiam que alemão já escreveu romances melados? Eu nunca imaginaria e olha que convivi com eles por volta de três meses diariamente). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A coleção é mesmo cor de rosa e ela se manteve com 68 títulos por pelo menos uma década! Tem um best-seller nela chamada "A mulher do rádio" de &lt;i&gt;Isa Silveira Leal&lt;/i&gt;. Leal foi leitura da minha infância. Ela escreveu uma série de livros para meninas. Meu pai me deu “Glorinha e o mar”, aos doze anos, e eu adorei. Aí me comprou “Glorinha bandeirante” que achei o máximo, porque a protagonista viaja para Salvador e tem um namoro com um guia de turismo de Salvador. Entusiasmado com minhas leituras, meu pai comprou “Glorinha e a quermesse”. Super furo. A tal Glorinha, nesse livro está com uns dezoito anos e resolve namorar a sério, pensando em se casar. O livro era tão anos 50, um horror! Toda a magia e aventura dos livros anteriores não deixam rastro nesse. Larguei Isa Silveira Leal para todo o sempre depois de tamanha decepção. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-IdaHcxAiQlQ/TnfEwp10Z1I/AAAAAAAABMc/WKMlD8mjhZU/s1600/Imagens_Livros_Normal_LV096898_N.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;img border="0" height="163" src="http://4.bp.blogspot.com/-IdaHcxAiQlQ/TnfEwp10Z1I/AAAAAAAABMc/WKMlD8mjhZU/s200/Imagens_Livros_Normal_LV096898_N.jpg" width="200" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Eu que vivo farejando novidade, ando voltada para as novidades do passado. Nesse acervo antigo descobri ainda, para minha surpresa e dos sobrinhos de meu avô materno, que ele publicou 17 livros didáticos, sendo 16 de ensino da língua francesa. Os livros do Professor &lt;i&gt;Cleófano Lopes de Oliveira&lt;/i&gt;. Mantiveram-se no mercado editorial da Saraiva por volta de vinte anos, junto aos de Português técnico, de &lt;i&gt;Silveira Bueno&lt;/i&gt; e outros de &lt;i&gt;Napoleão Mendes de Almeida&lt;/i&gt;. Nessa eletrizante descoberta, desse avô mágico que tive, publiquei “O avô mágico”, em 1993, e ele esteve entre as crianças até 2005, graças à divulgação da Editora Scipione, do vídeo sobre o livro realizado por uma professora de pré-escola da prefeitura de São Paulo e ao livro didático de &lt;i&gt;Zélia Almeida&lt;/i&gt;, chamado “Alfa, beta etc. Língua Portuguesa” - 1º. Ciclo, volume 2, publicado pela Dimensão, editora mineira. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Meu avô mágico que nasceu em Batatais, estudou com &lt;i&gt;José Olympio&lt;/i&gt;, foi amigo de &lt;i&gt;Sud Minucci&lt;/i&gt; e jogou xadrez por anos com &lt;i&gt;Silveira Bueno&lt;/i&gt;, foi um feminista porque formou professoras da Escola Normal Caetano de Campos por décadas, nos áureos tempos (anos 30 a 60 do século passado). Vovô deu aulas no Liceu Pasteur anos a fio. Quando nasci ele já tinha se aposentado. Falava muito de literatura, cantava hinos franceses, tinha um humor afiadíssimo e exigente quanto ao português falados pelos netos. Ele faleceu em 1987, momento doloroso em que descobri que eu me envolvera com livros e crianças inspirada nele. Em 1993 restabelecemos contato por meio do livro infantil, que me trouxe muitas alegrias e convivência com crianças. E agora ele retorna com essa novidade do universo da cultura francesa. Pus-me a pensar que se algum filho dele, genro ou sobrinhos não tivessem se tornado leitores, ele teria enterrado no jardim. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-l4LTZV-Il9o/TnfFd5Lcr4I/AAAAAAAABMs/bKSBNLtxy3A/s1600/216029_4.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-l4LTZV-Il9o/TnfFd5Lcr4I/AAAAAAAABMs/bKSBNLtxy3A/s200/216029_4.jpg" width="150" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Na família, o que restou dela, ficou o mistério. Adolescente, vovô foi viver em Liége, na Bélgica, para estudar Medicina. Isso no início do século XX. De Batatais para Liége. Ele viveu por volta de dois anos na Bélgica e voltou porque o pai falecera e ele era o filho mais velho de oito. Da Bélgica ele manteve gostos gastronômicos e algumas crônicas de suas paqueras e aprontações de rapaz. De volta a Batatais casou-se e veio morar em São Paulo. Dali um tempo surgiu o Colégio Caetano de Campos e lá foi ele ministrar aulas de português, redação e francês. Da Medicina só sobrou a hipocondria, que ele manteve no estilo de Moliére em “O doente imaginário”. Dezesseis livros de francês (textos franceses, francês glorioso, o melhor do francês, gramática francesa, uma doideira). E toda essa produção publicada entre 1941 e 1960!!!!! Tem um livro de 2º ginasial de textos franceses em que há comentários de professores sobre a excelência do livro de profissionais de Batatais, Casa Branca, Taubaté e até um comentário do &lt;i&gt;O Estado de São Paulo&lt;/i&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Sabem quantas viagens ele fez à França durante sua vida? Ne-nhu-ma. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Para minha mãe, a convivência com a língua e cultura francesa parece que fazia parte dos gens. Lembro que peguei cinco traduções de francês de textos juvenis para fazer com ela (eu não sei praticamente nada de francês). Ela traduzia e eu punha no computador. Nossas discussões eram porque ela se aferrava à etimologia das palavras e eu à estética literária. O chato é que a editora, no final, quebrou o contrato com a Nathan francesa e as traduções ficaram na gaveta. O Lino de Albergaria apreciou muito o trabalho final. Ele era o editor da Dimensão. Não me esqueço do quanto fiquei boquiaberta com o conhecimento dela. Assim como vovô, meus pais sempre foram uma caixinha de surpresas, quando o tema era Ciências Humanas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;No final dessa tarde, na Saraiva, a Sra. Brudeika me levou a um passeio entre as estantes dos livros antigos da editora. Ai entrei no meio das estantes cheias de livros antigos, e os livros do vovô acenavam para mim como se tivessem mãos. “Edições com lombadas e cores de capa diferentes” de várias edições de “Flor do Lácio”, seu livro de redação para ginásio e colégio. Como eu disse em certo momento no texto de o “Avô mágico” a respeito de &lt;i&gt;Napoleão Bonaparte&lt;/i&gt;: “um imperador da França ou de Batatais? Bem, tanto faz”, descobri em uma tarde de segunda-feira que meu avô impera no passado da Editora Saraiva. É mesmo curioso como meu avô se tornou personagem literário e agora retorna com toda força me contando de seu passado de escritor, que eu desconheceria se não fosse uma profissional muito curiosa. Gozado mesmo é como os homens de antigamente separavam completamente a vida familiar da profissional. E se eu fiquei boquiaberta, gostei mesmo foi de ver os sobrinhos dele, Caio e Nísia com mesma expressão no rosto que eu fiquei na frente da Sra. Brudeika. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Ana Lúcia Brandão&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-3612135101420817096?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/3612135101420817096/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/09/fazendo-um-passeio-em-uma-livraria.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/3612135101420817096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/3612135101420817096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/09/fazendo-um-passeio-em-uma-livraria.html' title='Fazendo um passeio em uma livraria...'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-8ErJsct0l3E/TnfEbEplQwI/AAAAAAAABMU/8n-5bzjc4FM/s72-c/Cole%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Brosa2678.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-8133149367164663999</id><published>2011-09-14T16:01:00.000-03:00</published><updated>2011-10-10T16:26:19.085-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ME_Ana Lucia Sorrentino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>O Mundo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-7CmiG5oL6No/TlrOw__qiCI/AAAAAAAABKc/y4iCszXkq68/s1600/imagesCAA2NQDI.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="194" src="http://2.bp.blogspot.com/-7CmiG5oL6No/TlrOw__qiCI/AAAAAAAABKc/y4iCszXkq68/s200/imagesCAA2NQDI.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ainda menina mimada, pernas finas e um leve e ingênuo corpo de pura credulidade, vi o Mundo sentado num canto, como que me esperando, receptivo, e cedi à tentação: sentei no colo do Mundo. Embora agitada, e mal podendo me conter ali, tanta coisa a se viver, o colo que o Mundo me oferecia era tão confortável e caloroso, e sua aceitação de mim tão grande, que rapidamente me habituei a recorrer a seu aconchego sempre que cansada da agitação da Vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Vez ou outra me esquecia de tudo o que não fosse Mundo. Recostava a cabeça em seu peito, sentia suas mãos firmes me segurando e chegava mesmo a cochilar, em total abandono.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Com o passar dos anos, a certeza de que o Mundo estaria ali, me esperando, sempre que o procurasse, se consolidou e passei a ter nele meu porto seguro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Certa vez, mais encorpada, pés já tocando o chão, senti que talvez pesasse e causasse algum cansaço no mundo. Percebi uma tentativa dele em me acomodar melhor, como fora tão natural até então. Disfarçadamente, voltei-lhe a minha atenção. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;E pela primeira vez, aflita, percebi que o mundo respirava. Simulei cansaço e encostei a cabeça, como tantas vezes já fizera, em seu peito. E pude ouvir o bater acelerado do seu coração. Lembro-me de ter me sentido arrepiar. Por instantes, me falhou o ar. E fiquei quieta, sentindo o pulsar de um mundo que até então parecia estar ali apenas pra me acomodar. Olhos fechados, deixei-me arrebatar, horrorizada, pela incrível constatação de que o Mundo vivia, e talvez sofresse com minha lépida alienação. Senti raiva da Vida, sempre me ocupando e me envolvendo em suas tramas. Com certeza era dela a culpa de tamanha desatenção. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Então não tive mais sossego. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;E se a qualquer momento o Mundo não mais quisesse me acolher? Sofri antecipando uma falta até doída da firmeza de suas mãos. Temi não mais poder sentir aquele respirar e o pulsar cadenciado do seu coração.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ynMZQ11T8c4/TlrPBfHHy5I/AAAAAAAABKk/-FAtcoINvRg/s1600/500x500.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-ynMZQ11T8c4/TlrPBfHHy5I/AAAAAAAABKk/-FAtcoINvRg/s200/500x500.bmp" width="138" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;E resolvi, intimamente, que seduziria o Mundo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Mas... tão pouco caso fizera dele, que o pobre se ressentira e agora meus esforços pra que se mostrasse eram vãos. O Mundo se fechara numa timidez crônica e percebi que teria que partir de mim o esforço pra uma aproximação. Não mais me joguei em seu colo com estabano de menina. Sentava-me de lado e, sempre que possível, buscava seu olhar. Em vez de apenas esperar que suas mãos me amparassem, passei a tocá-las carinhosamente. Vez ou outra, as mãos do Mundo respondiam ao meu toque com um leve tremor. Certo dia encostei meu rosto ao dele, senti seu calor e vi, claramente, o mundo corar. Noutra ocasião corri os dedos por seu peito e ele suspirou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O Mundo, em seus movimentos silenciosos, em sua relutância em se mostrar, se tornou um desafio... Que imensa vontade me dava de quebrar nossas barreiras, atingir o coração do Mundo e com ele namorar! Tive que ser paciente e ardilosa. Me mostrar para o encorajar. Aceitar sem julgar. E nunca, nunca, a seus pequenos arroubos de auto-exibição, me assustar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Aos poucos, fui ganhando sua confiança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Hoje, já consigo tocar o Mundo com mais intimidade. E embora ele ainda se retraia ao toque dos meus lábios, desconfio seriamente que o Mundo me deseje.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-X727qdxoD0k/TlrPPYrx0gI/AAAAAAAABKs/1IZ0MfxIHco/s1600/o_mundo_nos_olhos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;img border="0" height="125" src="http://3.bp.blogspot.com/-X727qdxoD0k/TlrPPYrx0gI/AAAAAAAABKs/1IZ0MfxIHco/s200/o_mundo_nos_olhos.jpg" width="200" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Amo tanto o Mundo e seus mistérios que chego a sofrer de tanto amar... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Nalgum dia ainda me embrenho por um desses labirintos da vida e encurralo o mundo num beco sem saída. Quero despi-lo e fazer com se mostre, sem pudor ou qualquer mágoa dos meus tempos de menina. Se bobear, ali mesmo, a céu aberto, me declaro apaixonada. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Quero ver então se me vendo desarmada e atrevida, e me reconhecendo mulher feita, o mundo terá, afinal, coragem de me penetrar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ana Lúcia Sorrentino&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Escrito em 7 de maio de 2011&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-8133149367164663999?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/8133149367164663999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/09/o-mundo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/8133149367164663999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/8133149367164663999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/09/o-mundo.html' title='O Mundo'/><author><name>Ana Lucia Sorrentino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08725479879638022292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-G_rx0tsBC0U/Tmblpsq3_VI/AAAAAAAAANo/2IX5yGchb1I/s220/Image13.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-7CmiG5oL6No/TlrOw__qiCI/AAAAAAAABKc/y4iCszXkq68/s72-c/imagesCAA2NQDI.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-6025400742919292208</id><published>2011-09-09T15:25:00.000-03:00</published><updated>2011-09-09T15:25:00.377-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>A menina que voa...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-6ZSKuyxTQ9g/TmUVVlmuGSI/AAAAAAAABLE/HdxBR0d6AvI/s1600/a%2Bmenina%2Bque%2Bvoa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="189" src="http://4.bp.blogspot.com/-6ZSKuyxTQ9g/TmUVVlmuGSI/AAAAAAAABLE/HdxBR0d6AvI/s200/a%2Bmenina%2Bque%2Bvoa.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Essa menina que voa...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;por que espécie de libertação foi acometida, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;pra ter coragem de voar e ainda levar no rosto &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;tanta leveza e entrega? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ela voa, e voa tão confiante, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;que tem os olhos fechados,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;as faces coradas, cabelos vermelhos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;vermelhos esvoaçantes... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Menina que voa, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;o que deixou lá embaixo, no chão de sua vida? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Que nós desatou, pra se ver livre de vez&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;do que a amarrava ao pé de pesada cama? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Que medos superou, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;que monstros enfrentou, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;de que crenças se livrou? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;As crenças,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;as crenças, menina... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Aquelas que você imaginava possuir, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;mas que te possuíam. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Como foi, menina, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;que se libertou? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;E cadê, menina, nessa sua face corada, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;aquela ponta de expressão de culpa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;que sempre te acompanhou? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Menina que voa... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;não sei de onde pulou...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;nem sei onde vai aterrissar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Não sei se flanará longamente, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;ou se seu voo será apenas um breve voar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Não sei se pousará docemente, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;ou se se estatelará. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Mas... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;sei, sim, doce menina, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;que esse vento no rosto, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;e esse frescor na alma&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;jamais vão te abandonar... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Ana Lúcia Sorrentino&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;em&gt;escrito em 29/08/2011&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-6025400742919292208?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/6025400742919292208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/09/menina-que-voa.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/6025400742919292208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/6025400742919292208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/09/menina-que-voa.html' title='A menina que voa...'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-6ZSKuyxTQ9g/TmUVVlmuGSI/AAAAAAAABLE/HdxBR0d6AvI/s72-c/a%2Bmenina%2Bque%2Bvoa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-2294830622385608102</id><published>2011-09-04T16:37:00.000-03:00</published><updated>2011-10-10T16:31:44.663-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ME_Clarice Lispector'/><title type='text'>A Lucidez Perigosa</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-umskU95MLIo/TlRIfPgIEFI/AAAAAAAABJ0/IptGCKkrRAo/s1600/olga2009.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="162" src="http://3.bp.blogspot.com/-umskU95MLIo/TlRIfPgIEFI/AAAAAAAABJ0/IptGCKkrRAo/s200/olga2009.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Estou sentindo uma clareza tão grande &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;que me anula como pessoa atual e comum: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;é uma lucidez vazia, como explicar? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Assim como um cálculo matemático perfeito &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;do qual, no entanto, não se precise. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Estou por assim dizer &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;vendo claramente o vazio. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;E nem entendo aquilo que entendo: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;pois estou infinitamente maior que eu mesma, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;e não me alcanço. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Além do que: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;que faço dessa lucidez? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Sei também que esta minha lucidez &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;pode-se tornar o inferno humano &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- já me aconteceu antes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Pois sei que &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- em termos de nossa diária &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;e permanente acomodação &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;resignada à irrealidade - &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;essa clareza de realidade &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;é um risco. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Apagai, pois, minha flama, Deus, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;porque ela não me serve para viver os dias. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ajudai-me a de novo consistir &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;dos modos possíveis. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Eu consisto, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;eu consisto, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;amém.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Clarice Lispector&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-2294830622385608102?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/2294830622385608102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/09/lucidez-perigosa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/2294830622385608102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/2294830622385608102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/09/lucidez-perigosa.html' title='A Lucidez Perigosa'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-umskU95MLIo/TlRIfPgIEFI/AAAAAAAABJ0/IptGCKkrRAo/s72-c/olga2009.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-725402493542625131</id><published>2011-08-30T14:46:00.000-03:00</published><updated>2011-10-10T16:35:44.767-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ME_Ana Lucia Sorrentino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevistas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ME_Fanny Abramovich'/><title type='text'>Uma tarde com Fanny Abramovitch – parte 2</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-dh6QHfCmWFs/TlQjyiKhqKI/AAAAAAAABI8/Gkxo-tF41U8/s1600/fanny-abramovich.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="141" src="http://2.bp.blogspot.com/-dh6QHfCmWFs/TlQjyiKhqKI/AAAAAAAABI8/Gkxo-tF41U8/s200/fanny-abramovich.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Nos tempos de Mackenzie, &lt;b&gt;Fanny&lt;/b&gt; descobriu na biblioteca, que tinha uma escada do tipo daquelas usadas nos filmes de Hitchcock para ler em papel bíblia, fininho, mágico o tal “Tesouro da Juventude” em dezoito volumes. Foi lá que se apaixonou pela história das doze princesas, aquela em que elas saem à noite para dançar e voltam para o castelo quase de manhã, de sapatos nas mãos para não acordar o rei (Andersen). E ela termina com a questão: Quer coisa mais mágica? No Colégio Batista ela ouvia histórias mágicas da Bíblia, em flanelógrafo, contadas pelo pastor Enéas. Ele levava o flanelógrafo para o jardim, fincava o pé na grama. A gente sentava ao redor e ouvíamos sobre A arca de Noé, Davi e Golias, todas as histórias que estão no nosso inconsciente coletivo. Uma maravilha! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí ela deixa claro que não viveu só de histórias. Não. Ela namorou, nadou, fez ballet, aprendeu piano, enfim tudo que uma criança e adolescente do seu tempo fazia. Só que sempre esteve à frente dos outros. Foi a primeira entre as colegas a fazer intercâmbio para Paris, por exemplo. Sobre a leitura no cotidiano, ela conta: “havia o passeio até a cidade aos sábados. Era dia de cortar o cabelo, passar pela Editora Vitória, na Praça da República à esquerda, xeretar o antiquário. Então caminhar até a Livraria Francesa e ir até a Brasiliense. E depois na Teixeira. &lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-coi_f8_HLv4/TlQj-1vzrhI/AAAAAAAABJE/aFh6oaJ7iFE/s1600/biblioteca%2Bcirculante.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;img border="0" height="126" src="http://1.bp.blogspot.com/-coi_f8_HLv4/TlQj-1vzrhI/AAAAAAAABJE/aFh6oaJ7iFE/s200/biblioteca%2Bcirculante.jpg" width="200" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Na Rua São Bento era hora de comprar sapatos, pés de crianças e jovens crescem sempre. E o maior dos aturdimentos: a &lt;b&gt;Biblioteca Circulante&lt;/b&gt; (hoje, Mário de Andrade). Nela podia-se tirar até três títulos e Fanny disse que foi de A de Andrade a Z de Zola. E ainda ia lá para estudar”. E conta um particular: mantém um par de óculos de leitura em cada cômodo da casa, um hábito que aprendeu com Tatiana Belinky. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajar então? Sempre com quatro livros. E chega ao aeroporto e compra mais um. “E se o avião atrasar, vou fazer o quê?”. E como foi leitora voraz, a família até a deixou aprender inglês na &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-pOwW-HvXqhk/TlQmi3GlGKI/AAAAAAAABJM/fiRBykESDmI/s1600/Jorge%2BLuis%2BBorges.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-pOwW-HvXqhk/TlQmi3GlGKI/AAAAAAAABJM/fiRBykESDmI/s200/Jorge%2BLuis%2BBorges.jpg" width="146" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;União Cultural, considerada “linguá do mau” pelos comunistas. Uma família de cabeça aberta. Apesar desse detalhe, a biblioteca de lá deu um breque nessa leitora sem fim. Lá conheceu Mark Twain, Dorothy Parker, Hemingway, etc. E agradece até hoje o aval dado por Álvaro Moya para que a deixassem ler os gibis em sua casa. Antes, eles eram leitura proibida. E depois da leitura, no clubinho L. Peretz eles trocavam gibis: Laura Lane, Mandrake, Príncipe Valente, o Marciano Squalidus. E conta que na casa dela conversava-se sobre livros na mesa. A avó até aprendeu a ler português. Sozinha, por meio dos livros. Aí Fanny contou que aprendeu a ler espanhol lendo. (Achei na sua estante alguns volumes das obras completas de &lt;b&gt;Jorge Luis Borges&lt;/b&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--sVakVpeMYY/TlQrsQV2izI/AAAAAAAABJU/LvhYf3_3lj0/s1600/Livia%2BGarcia-Roza.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="90" src="http://2.bp.blogspot.com/--sVakVpeMYY/TlQrsQV2izI/AAAAAAAABJU/LvhYf3_3lj0/s200/Livia%2BGarcia-Roza.jpg" width="70" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Durante a entrevista ela disse que também dá muitos livros, os põe para circular. Mas aí, de repente, dá nova febre de ler Hemingway, vai até a estante e, deu todos. Aí começa a comprar e pegar emprestado de novo. Como o “Quarteto de Alexandria” de Durrell, gosto de reler. Conta que entre os gêneros literários não aprecia muito Ficção Científica e Históricos. Clarice Lispector? Releio sempre pela sensibilidade, pela qualidade da escrita dela. Hilda Hilst porque me cutuca, mexe comigo. Aprecia a Lia &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-FCMc0YI3Sm0/TlQsN_uBNgI/AAAAAAAABJc/caV3M-4A1Zo/s1600/Marcos%2BRey.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="100" src="http://3.bp.blogspot.com/-FCMc0YI3Sm0/TlQsN_uBNgI/AAAAAAAABJc/caV3M-4A1Zo/s200/Marcos%2BRey.jpg" width="70" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Luft do começo da obra. Marina Colasanti a encanta, seus contos para adultos ou crianças. Lindos! Atwood como narradora, tenho a maior sedução por ela. E quem a tem encantado agora é &lt;b&gt;Lívia Garcia-Roza&lt;/b&gt;, que mescla humor com uma loucura de psicanalista muito interessante. Uma voz mais desgarrada que me provoca. Comento com ela sobre o humor na literatura e ela se lembra de Menckel, Luis Fernando Veríssimo e suas novelas engraçadas, Woody Allen e &lt;b&gt;Marcos Rey&lt;/b&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-9WYDHjlTuV4/TlQw8CoqPaI/AAAAAAAABJk/tWdtGyHuUzw/s1600/Tato%2BGost%2Bpara%2BSilvia%2BOrthof.jpg" imageanchor="1" style="clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="112" width="130" src="http://1.bp.blogspot.com/-9WYDHjlTuV4/TlQw8CoqPaI/AAAAAAAABJk/tWdtGyHuUzw/s200/Tato%2BGost%2Bpara%2BSilvia%2BOrthof.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Diz que Marcos Rey é um grande autor e que ainda está muito na sombra. Comento o humor refinado de suas personagens e ela concorda. E &lt;b&gt;Sylvia Orthof&lt;/b&gt; tão esquecida e que é genial, ambas concordamos. Agora, autores novos trabalhando o humor, não se lembrou de nenhum. E para terminar, comento sobre suas personagens tão sedentas de vida, independentes, libertas, cheias de desejos e dúvidas. Cito Marília de &lt;b&gt;“As voltas do meu coração”&lt;/b&gt; que, em tempos de ditadura, sai do amor garantido em busca de um &lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-pEbz2PvaHyo/TlQxLISEMHI/AAAAAAAABJs/lKWD7C8PSsA/s1600/As%2Bvoltas%2Bdo%2Bmeu%2Bcora%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="129" width="90" src="http://3.bp.blogspot.com/-pEbz2PvaHyo/TlQxLISEMHI/AAAAAAAABJs/lKWD7C8PSsA/s200/As%2Bvoltas%2Bdo%2Bmeu%2Bcora%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;novo desejo, de Helô que vive pelas ruas de Paris em puro deleite da vida. Fanny fala de Laura de “Que raio de professora sou eu?”, que já virou peça de teatro por duas ou três vezes. Ela completa dizendo que suas personagens são mesmo sua parte procurante, indignadas, buscantes, inconformadas, curiosas, Emílias do avesso. E me aconselha a escrever que: meu encontro com Lobato foi fundamental. Foi conquista sua, livro a livro, deleite puro. Cutucante sempre. Para arrematar Fanny então afirma que o maior valor de vida para ela, sem dúvida alguma, é a liberdade de ser, a liberdade de se expressar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Por Ana Lúcia Brandão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-725402493542625131?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/725402493542625131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/08/uma-tarde-com-fanny-abramovitch-parte-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/725402493542625131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/725402493542625131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/08/uma-tarde-com-fanny-abramovitch-parte-2.html' title='Uma tarde com Fanny Abramovitch – parte 2'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-dh6QHfCmWFs/TlQjyiKhqKI/AAAAAAAABI8/Gkxo-tF41U8/s72-c/fanny-abramovich.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-1391864766122673234</id><published>2011-08-29T16:41:00.000-03:00</published><updated>2011-10-10T16:35:44.768-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ME_Ana Lucia Sorrentino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevistas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ME_Fanny Abramovich'/><title type='text'>Uma tarde com Fanny Abramovich – parte 1</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;“Ler é pão. Ler é pele.” Fanny Abramovich&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-1n55Fc5wPyM/Tk8geT5gV5I/AAAAAAAABIE/7nDajRWDkcA/s1600/fanny-abramovich.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;img border="0" height="141" src="http://3.bp.blogspot.com/-1n55Fc5wPyM/Tk8geT5gV5I/AAAAAAAABIE/7nDajRWDkcA/s200/fanny-abramovich.jpg" width="200" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Cheguei à casa de Fanny Abramovich para entrevistá-la. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ela me deixou uns minutos na sala. A sala? Transpira teatro. Uma parede de livros, um bumba meu boi voando perto da janela, um cabide antigo de deixar chapéus e guarda-chuvas com um espelho no meio. Rio comigo mesma. Meu avô tinha um. Eu gostava de passar por ele para ver a minha altura. No começo nem o meu cabelo aparecia no espelho, depois fui vendo a testa, aí os olhos e o nariz aparecendo, até que um dia o rosto todo apareceu. E anos mais tarde, eu tinha de me abaixar para olhar meu rosto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Não tem jeito! Fanny entende de criança, criança de todas as idades. Não é à toa que é uma grande pedagoga, sempre questionando o que há de arcaico nas escolas: a falta de criatividade, de humor e amor. Coordenou a Coleção Buscas em educação por duas décadas. Sem dúvida a melhor coleção no gênero. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-GiPz8y3WZYM/TlBk6y3YqQI/AAAAAAAABIc/lzcQ0HmIjX8/s1600/capas_brandao0002.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-GiPz8y3WZYM/TlBk6y3YqQI/AAAAAAAABIc/lzcQ0HmIjX8/s200/capas_brandao0002.jpg" width="132" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Fui olhar as estantes: diga-me o que lês e te direi quem és. Achei Margareth Atwood, Marina Colasanti, Millôr Fernandes, Woody Allen, Fernando Sabino, Paul Auster, Phillip Roth, Patrícia Highsmith, Rosemunde Pilcher, Edna O´Brian, Drummond, Sylvia Plath, Marcos Rey, Sylvia Orthof e um batalhão de livros de Livia Garcia Roza, entre tantos outros. Eu a peguei na fase “Roza” justo nessa ocasião. Assim é Fanny, sempre em sintonia com o mundo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Lá vem ela, agitada, pimentinha que só. Sentamos a uma mesa. Perguntei da sua relação com as histórias. Ela disse que veio do berço!?! Sua mãe contava histórias no berço – cantigas, contos de fadas e declamava poesias. Aí ela foi contando da mãe, Elisa Kauffman. Que mulher! Comunista, ativista, professora, diretora do Ofidas (Organização Feminina Israelita de Assistência Social), hoje conhecida como Unibes. Filha de imigrantes vindos da Bessarábia. De Pernambuco veio viver no Bom Retiro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-xBvN_MRuWdk/TlBlLNmb1WI/AAAAAAAABIk/_jDRp3RDXZk/s1600/dias_dificeis.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-xBvN_MRuWdk/TlBlLNmb1WI/AAAAAAAABIk/_jDRp3RDXZk/s200/dias_dificeis.jpg" width="142" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Casa-se com Francisco Abramovitch, argentino e tem duas filhas: Irene e Fanny. Uma mulher forte, batalha pela justiça social. (E olha que uma mulher ser comunista de carteirinha naquela época, não era brincadeira e ainda por cima grande admiradora do Luis Carlos Prestes. O pai dela foi corajoso, eu acho). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Em 1947 foi eleita a primeira vereadora do Partido Comunista em São Paulo! Pasmei – ploft (quase desmaiei). A mãe dela foi diretora do Sholem, a primeira Escola Israelita Brasileira, aberta inclusive às crianças brasileiras e cujo método pedagógico desembocou no Colégio de Aplicação da USP e no Centro Experimental da Lapa. E arremata: “a pedagoga lá em casa foi minha mãe, eu fui pouco perto dela.” Discordo com meus botões. Cada uma a seu tempo, ora. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-9DgD5TMPin8/Tk8j-CVNStI/AAAAAAAABIM/EDHEwGD14ck/s1600/Marc%2BChagall.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-9DgD5TMPin8/Tk8j-CVNStI/AAAAAAAABIM/EDHEwGD14ck/s200/Marc%2BChagall.jpg" width="110" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Elisa foi amiga muito próxima de Tatiana Belinky. Em um belo depoimento ela afirma: Elisa “tinha paixão por literatura. E eu também.” A mãe morre relativamente cedo, seu enorme exemplo de luta e força virou um legado para as filhas. E Fanny continuou ouvindo histórias só que as contadas pela avó da Bessarábia, que misturava Ídiche com Português. Histórias tão malucas, no dizer de Fanny, incríveis contos russos, que ela só entendeu melhor sobre as histórias quando conheceu os quadros de &lt;strong&gt;Marc Chagall&lt;/strong&gt;. E eu logo imaginei que quando ela deu de cara com os livros da Sylvia Orthof, ilustrados por Tato Gost, deve ter achado que eles eram o retorno das histórias de sua avó mescladas com as da mãe. Que doideira, como diria Orthof. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Porque Orthof tem histórias de príncipe que vai trabalhar na feira para conhecer a realidade da vida (ver “Uxa, ora fada, ora bruxa”), pastora que não quer saber de viver na realeza (ver “Ervilina e o princês”) que devem lembrá-la de Prestes, o cavaleiro da esperança. E a mesa de botequim que passa da vida em boteco para casa de madame (a mesa está de ver-da-de na sala da Fanny, certo?!) - ver o livro “A mesa de botequim e seu amigo Joaquim”. (Obs: esses livros, caras leitoras, só no site da Estante Virtual, viu?) E claro, como toda imigrante, a avó contava de sua viagem feita em 1919 da América até Pernambuco. (Essas histórias são fabulosas. Fortes, na forma de testemunho de vida, de gente que se atirava pelo mundo para lugares completamente desconhecidos, com uma gana incrível para recomeçar a vida).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Por Ana Lúcia Brandão&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;continua...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-1391864766122673234?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/1391864766122673234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/08/uma-tarde-com-fanny-abramovich-parte-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/1391864766122673234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/1391864766122673234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/08/uma-tarde-com-fanny-abramovich-parte-1.html' title='Uma tarde com Fanny Abramovich – parte 1'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-1n55Fc5wPyM/Tk8geT5gV5I/AAAAAAAABIE/7nDajRWDkcA/s72-c/fanny-abramovich.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-5538620080560507409</id><published>2011-08-25T17:29:00.000-03:00</published><updated>2011-10-10T16:26:19.086-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ME_Ana Lucia Sorrentino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Não Vê, Não Ouve, Não Fala...</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/THXNzamBKbI/AAAAAAAAAg0/y9ZuUcm3uE0/s1600/singe_de_sagesse.jpg"&gt;&lt;em&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5509536002353473970" src="http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/THXNzamBKbI/AAAAAAAAAg0/y9ZuUcm3uE0/s200/singe_de_sagesse.jpg" style="cursor: hand; float: left; height: 150px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 200px;" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;"Não vê, não houve, não fala, escondido&lt;br /&gt;- na zona de conforto instalado -&lt;br /&gt;tudo se perde pelos seus ouvidos&lt;br /&gt;qual o macaco, em três transformado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus olhos de luz já são desprovidos&lt;br /&gt;não vê aquilo que passa ao seu lado.&lt;br /&gt;Da boca não sai um simples gemido&lt;br /&gt;seus lábios estão: cosidos, selados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue a estrada, sem opinião&lt;br /&gt;nem bem e nem mal o fogem agir&lt;br /&gt;n'alma sufoca a sua emoção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendeu cedo a sempre fingir&lt;br /&gt;beijos e risos em qualquer salão&lt;br /&gt;pra sobreviver, sem nunca existir"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(Jorge Linhaça)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Link para a postagem original:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://recantodasletras.uol.com.br/sonetos/1049210"&gt;http://recantodasletras.uol.com.br/sonetos/1049210&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-5538620080560507409?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/5538620080560507409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/08/nao-ve-nao-ouve-nao-fala.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/5538620080560507409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/5538620080560507409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/08/nao-ve-nao-ouve-nao-fala.html' title='Não Vê, Não Ouve, Não Fala...'/><author><name>Ana Lucia Sorrentino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08725479879638022292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-G_rx0tsBC0U/Tmblpsq3_VI/AAAAAAAAANo/2IX5yGchb1I/s220/Image13.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/THXNzamBKbI/AAAAAAAAAg0/y9ZuUcm3uE0/s72-c/singe_de_sagesse.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-3786160726207004176</id><published>2011-08-24T16:26:00.000-03:00</published><updated>2011-08-24T17:21:21.480-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulher'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Reflexões de uma Avó</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-r2ofaKlLWXI/Tk8rii5tqfI/AAAAAAAABIU/2BnK0Be52NY/s1600/avo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-r2ofaKlLWXI/Tk8rii5tqfI/AAAAAAAABIU/2BnK0Be52NY/s200/avo.jpg" width="199" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Dois e-mails que recebi ontem me impressionaram tanto pelo contraste entre o modo de encarar o mesmo assunto, que me levaram a uma reflexão profunda sobre essa questão… o envelhecimento. Embora tanto já tenha sido pesquisado, escrito e falado sobre esse tema, não se pode dizer que seja algo fácil de ser vivenciado. Principalmente porque, deste lado do mundo, a juventude e a beleza exterior são colocadas como uns dos valores mais importantes da vida – só se equiparando ao sucesso financeiro – enquanto a velhice é identificada com doença, incapacidade e dependência. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Um dos e-mails que mencionei ilustra claramente o medo da velhice e até um certo desprezo por aqueles que não conseguiram manter a aparência que possuíam nos seus anos de juventude. O próprio título – “O Tempo Passa Para Todos” – reflete a tristeza e a desesperança daqueles que consideram a beleza juvenil como valor máximo e não imaginam como vão viver quando as primeiras rugas aparecerem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Para a mulher, em especial, essa questão pode se transformar num monstro que está sempre à espreita e deve ser mantido à distância a todo custo. Do contrário, ela poderá, a qualquer momento, ser relegada a segundo plano, tanto na sua atividade profissional, quanto no seu relacionamento amoroso e na sua vida em geral. A menopausa torna-se uma espécie de linha divisória entre a juventude e a velhice e entre todas as qualidades e defeitos atribuídos a essas duas fases aparentemente opostas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;No entanto, a vida não precisa terminar na menopausa. Pelo contrário! A partir desse ponto da nossa vida, toda a energia e tempo que eram utilizados para a geração e criação de filhos podem começar a ser aplicados no desenvolvimento de outros potenciais que ainda não tinham tido oportunidade de se expressarem. De repente, por exemplo, podemos ter vontade de tocar um instrumento, de dançar, de cantar, de escrever… e percebemos que esses talentos estavam escondidos dentro de nós e que podem ser ativados a qualquer momento através da nossa simples AUTORIZAÇÃO. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Enquanto acreditamos que já passamos da idade de fazer isto ou aquilo; enquanto nos subjugamos aos ideais de beleza e talentos divulgados e incentivados pela mídia; enquanto acreditamos que não temos condições de fazer mais nada na vida, a não ser nos resignarmos e nos prepararmos para a morte; enquanto mantemos esse tipo de crença, não nos autorizamos a realizar os desejos mais profundos da nossa alma e desperdiçamos um tempo precioso, que poderia e deveria ser usado na expressão da nossa criatividade, para nossa própria satisfação e para benefício das pessoas que nos cercam… e talvez até do mundo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O segundo e-mail que recebi foi o convite para a palestra de uma das integrantes do “Conselho das Treze Avós Nativas” – e este encheu meu coração de alegria e esperança! Pois vi um grupo de mulheres, de diferentes tradições e regiões do planeta, que não deu a mínima importância aos conceitos e preconceitos relativos à mulher idosa, e saiu pelo mundo mostrando sua sabedoria, compartilhando seus conhecimentos nas mais diversas áreas e plantando sementes de paz e amor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Isto só reforçou a minha certeza de que a idade não é uma limitação. O que nos limita são as nossas crenças, são os padrões aos quais temos nos submetido há séculos e que insistem em nos convencer de que nos tornamos incapazes com o passar do tempo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Nossos pensamentos criam a nossa realidade. Se pensarmos na velhice como uma fase de doença, tristeza e impotência, é isso que teremos para nós. Se, ao contrário, pensarmos na velhice como uma fase de libertação e expressão dos nossos talentos, assim será para nós. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;É uma simples questão de escolha…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;© &lt;i&gt;Vera Corrêa&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-3786160726207004176?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/3786160726207004176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/08/reflexoes-de-uma-avo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/3786160726207004176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/3786160726207004176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/08/reflexoes-de-uma-avo.html' title='Reflexões de uma Avó'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-r2ofaKlLWXI/Tk8rii5tqfI/AAAAAAAABIU/2BnK0Be52NY/s72-c/avo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-4794888723383228329</id><published>2011-08-19T16:48:00.000-03:00</published><updated>2011-10-10T16:26:19.087-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ME_Ana Lucia Sorrentino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulher'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Mulheres em Trânsito</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-jtUcM7uH_7A/Tk7cQShGGaI/AAAAAAAABHE/gRHjPtp0Ifc/s1600/negativo%2Bcom%2Bimagens.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" src="http://4.bp.blogspot.com/-jtUcM7uH_7A/Tk7cQShGGaI/AAAAAAAABHE/gRHjPtp0Ifc/s200/negativo%2Bcom%2Bimagens.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; font-size: large;"&gt;Trânsito.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Se há algo, hoje, de que tenho alguma certeza, é do fato de que transito em tempo integral. Buscando na memória algum período longo em que tenha estado em zona de conforto, surpreendo-me ao perceber o quanto isso é raro em nossas existências. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Estamos vivas. E se na infância, as mudanças pelas quais passamos são dramáticas, ao longo de toda a vida elas serão apenas um pouco menos visíveis a olho nú, mas se farão presentes, indubitavelmente. Difícil passar um dia sem que tenhamos visto ou sentido algo novo, sem que tenhamos aprendido, sem que tenhamos, de alguma forma, mudado. Às vezes me pego considerando a vida extremamente curta para comportar tantas mudanças. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Pulamos do colo da mãe para o faz-de-conta com bonecas e então já nos vemos menstruando e nos adaptando a absorventes, sutiãs e desejos. O corpo mal desenhado de menina ganha contornos atraentes, percebemos que há meninos interessantes, e mal nos demos conta disso já estamos experimentando. Frequentamos a escola porque todo mundo faz isso e em meio a um turbilhão de mudanças e hormônios e novidades fazemos escolhas cruciais quanto à nossa vida profissional. Ser bancadas pelos pais, de repente, passa a ser vergonhoso e antes que possamos ter as qualificações necessárias para conseguirmos autonomia financeira, já estamos nos culpando por não estarmos um estágio além. Experimentamos a paixão, espantadas com a violência com que ela nos possui, e, mal piscamos, já nos envolvemos em algum relacionamento sério. De repente, mais mudanças, tão dramáticas quanto as infantis, tomam conta de nós. Engravidamos, e em nove meses o corpo, que mal teve tempo de se acostumar consigo mesmo, sofre uma metamorfose assustadora e, antes que pisquemos, o faz-de-conta vira vida real e nos vemos acolhendo um serzinho novo em folha, cheio de possibilidades, em nosso seio. Mal damos conta de nós e, subitamente, temos que dar conta de uma nova vida. Os filhos exigem uma maturidade que não temos, porque a vida não tem ensaio, e, por mais que tenhamos brincado de bonecas quando crianças, filhos não são bonecas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;O conceito de &lt;i&gt;experiência&lt;/i&gt;, tal como o concebemos, de já ter vivido algo e ter aprendido e por isso saber como lidar com situações parecidas, às vezes me parece extremamente frágil. Porque a experiência que adquirimos em certa fase da vida, muitas vezes já não nos serve em outra. No fundo, jamais somos &lt;i&gt;maduras&lt;/i&gt; de verdade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-NWpt9SlBFuE/Tk7iqMiaMUI/AAAAAAAABHc/EIEYPMeCTpY/s1600/NO-MEIO-DO-CAMINHO-CARLOS-DRUMMOND-DE-ANDRADE.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="164" src="http://3.bp.blogspot.com/-NWpt9SlBFuE/Tk7iqMiaMUI/AAAAAAAABHc/EIEYPMeCTpY/s200/NO-MEIO-DO-CAMINHO-CARLOS-DRUMMOND-DE-ANDRADE.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;De repente, nos vem a triste constatação de que a paixão tem data de validade. Olhamos para o nosso parceiro e nos perguntamos o que é que aconteceu. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Num estalo, percebemos que não falta muito para que a tão perturbadora fertilidade se vá e comece a provocar em nós sintomas que tememos. A urgência de viver se faz presente e, num momento em que “deveríamos” sossegar, borbulhamos mais do que nunca. Ganhamos coragem, vivemos mais intensamente do que em toda a nossa vida. E a isso se seguirão mudanças às vezes mais radicais ainda, apontando a velhice lá na frente. E assim vamos, sem pausa pra sossegar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Enfrentamos a morte de aspectos de nossa vida o tempo todo, e parimos novas formas de ver e viver as coisas, as pessoas, as situações. Morremos e nascemos com maior frequência do que imaginávamos ser possível. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;E antes que nos acomodemos em qualquer situação, algo novo nos acena do outro lado da rua, e aqueles passos que teremos que dar para chegar lá, muitas vezes parecem impossíveis. A faixa de segurança que deveria nos proteger, na verdade é uma corda bamba há muitos metros de altura, e temos que respirar fundo pra enfrentá-la e vencê-la. Passamos a vida vencendo cordas-bambas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;E assim seguimos. Transitando de uma fase a outra, de um estado a outro, marcando encontros com nós mesmas ali, do outro lado da rua, onde já seremos outra. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Circulamos entre o bem e o mal, a luz e a escuridão, a generosidade e o egoísmo, a razão e o coração, a inocência e a malícia o tempo todo. Somos pudicas e putas, bondosas e megeras, sinceras e dissimuladas. Penetramos na escuridão, descemos ao inferno e voltamos à luz e nesse turismo constante levamos réstias de luz para o escuro e sombras para a luz, aprendendo e ensinando, incansavelmente.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-i2DmnHs8AOo/Tk7czu3NvbI/AAAAAAAABHM/nMRVd3XYbMA/s1600/women_traffic_lights_by_lowbrow33.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://4.bp.blogspot.com/-i2DmnHs8AOo/Tk7czu3NvbI/AAAAAAAABHM/nMRVd3XYbMA/s200/women_traffic_lights_by_lowbrow33.png" width="100" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; font-size: large;"&gt;Transitamos.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Em certo momento, nos atrevemos a desobedecer um farol vermelho numa esquina perigosa, à noite, porque já aprendemos que a vida oferece perigos e temos que agir a nosso favor, mesmo que isso desagrade as leis do trânsito. Por outro lado, percebemos que um farol verde sinalizando passagem livre não significa &lt;i&gt;necessariamente&lt;/i&gt; que devamos avançar sem olhar, porque já adquirimos alguma prudência quebrando a cara pela vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Enfim, entendemos que quem deve determinar nossas rotas e o ritmo em que avançamos somos nós. E que não precisamos pedir autorização a ninguém para atravessarmos nossos precipícios, porque, afinal, somos nós que responderemos por isso, mais ninguém. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Frequentemente penso que viver não é estar de um lado ou de outro. Mas é, justamente, estar trêmula sobre a corda-bamba. Transito daqui pra lá e de lá pra cá cheia de medo e de prazer. E penso que viver, afinal, deve ser isso.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Ana Lúcia Sorrentino&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-4794888723383228329?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/4794888723383228329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/08/em-transito.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/4794888723383228329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/4794888723383228329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/08/em-transito.html' title='Mulheres em Trânsito'/><author><name>Ana Lucia Sorrentino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08725479879638022292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-G_rx0tsBC0U/Tmblpsq3_VI/AAAAAAAAANo/2IX5yGchb1I/s220/Image13.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-jtUcM7uH_7A/Tk7cQShGGaI/AAAAAAAABHE/gRHjPtp0Ifc/s72-c/negativo%2Bcom%2Bimagens.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-7204927416590069887</id><published>2011-05-23T20:58:00.000-03:00</published><updated>2011-10-10T16:26:19.089-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ME_Ana Lucia Sorrentino'/><title type='text'>Comentários de Mulher - Aniversário de um ano</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-gVVUx_cPqeo/Tdr0FVNbhEI/AAAAAAAAA_8/J_KEJet0AUM/s1600/niver%2Bblog%2B1%2Bano-1%2B%25282%2529.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-gVVUx_cPqeo/Tdr0FVNbhEI/AAAAAAAAA_8/J_KEJet0AUM/s200/niver%2Bblog%2B1%2Bano-1%2B%25282%2529.jpg" width="178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Em maio de 2010 um encontro e uma longa conversa sobre a necessidade de se falar às mulheres e proporcionar-lhes um espaço em que pudessem colocar suas idéias e discutir questões da alma gerou um pequeno embrião que, em 20 de junho nasceria, com nossa primeira postagem, um convite:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/06/nosso-convite.html"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/06/nosso-convite.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Engatinhando, tateávamos esse universo feminino, desejando muito abordar questões cruciais e conseguir o envolvimento de leitoras. Queríamos que elas repensassem verdades estabelecidas, mergulhassem fundo em seus questionamentos, refletissem sobre sua vida, suas perspectivas, suas crenças e, enfim, se aproximassem mais de si mesmas e vislumbrassem a possibilidade de uma vida mais plena. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Titubeando temerosa, em relação ao peso dessa responsabilidade, certo dia, meio que de surpresa, me deparo com uma segunda postagem, da Suely, um vídeo sobre a circuncisão feminina. Começava aí um movimento de provocação por parte dela, sempre antenada com o que acontece no mundo, e reação da minha parte, sempre profundamente mexida com os temas que me propunha. Vendo esse primeiro vídeo, me emocionei, comentei, e perdi o medo de expor meus pensamentos e sentimentos sobre o universo feminino e mesmo sobre o mundo e a vida de todos nós. Afinal, nossa intenção nunca foi a de sermos donas da verdade, mas a de trazermos à tona assuntos relevantes, que na correria do dia-a-dia e sob a pressão de um mundo que cobra resultados, ficam em eterna hibernação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ao longo desse ano nos deparamos com todo tipo de dificuldades. A primeira delas: sermos mulheres. Como bons exemplares da espécie, temos inúmeros papéis a cumprir, um desejo de sempre fazer da melhor forma possível aquilo a que nos propomos, e uma convicção de que não podemos faltar àqueles que contam conosco. Isso faz com que dias de 24 horas sejam incrivelmente curtos. Mas seguimos, porque nos apaixonamos pelo blog e por aquilo que poderíamos realizar através dele. O fato das postagens não serem tão frequentes quanto gostaríamos não nos preocupou muito, porque não pretendíamos mesmo fazer um trabalho para consumo rápido. As postagens são feitas com tanto carinho e abordam temas tão relevantes que merecem, sim, ser lidas e relidas e comentadas e maceradas dentro de nós e dos leitores. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Hoje, um ano depois, já temos algo a comentar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Falar do que é bonito sempre provoca reações positivas, mas quando tocamos em feridas abertas, podemos afastar aqueles cuja resistência à dor é pequena. É preciso muito tato quando se escreve sobre o que não é tão bonito em nossas vidas. Mas sempre vale muito a pena. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Com tão pouco tempo de blog, já fomos perseguidas e houve até quem nos clonasse! Também houve quem, para concordar conosco ou refutar algumas idéias que aqui colocamos se desse ao trabalho de escrever textos elaborados, comentando os nossos. Extremamente gratificante a constatação de que, em alguns momentos, conseguimos gerar sérias reflexões e motivar pessoas a escreverem as suas próprias. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Não foi simples como imaginávamos conseguir comentários femininos. Por algum motivo, os homens se interessaram mais em ler e comentar do que as próprias mulheres. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Muitas vezes, enquanto homens se envolviam e comentavam enfaticamente, mulheres deixavam um pequenino “curti” nos links que jogávamos no mural do Facebook. O que nos fez pensar o tempo todo nisso, tentando entender o porquê dessa reação sempre tão mais comedida por parte do público feminino. Há mil especulações possíveis sobre isso. Uma das explicações que nos ocorre é a de que, talvez, Clarissa Pinkola Estés tenha mesmo razão ao afirmar que mulheres são treinadas, desde que nascem, a não ver, não ouvir, não falar, não ter insight. Sem dúvida, talvez até por um cuidado em relação à autoexposição, elas se mostram muito mais timidamente. E nos perguntamos por que, em 2011, as mulheres ainda se sentem tão mais vulneráveis à opinião alheia do que os homens. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Várias vezes escrevemos sobre o Barba Azul, nosso predador interno, e a questão da negação da realidade. Incomodamos. E nesse momento, quando revemos tudo o que postamos e as reações dos leitores, concluímos que o Barba Azul estará sempre presente em nossas postagens, porque, realmente, precisa ser adestrado. É graças a ele que uma grande parte das mulheres se cala, não apenas em seus comentários no blog, mas na vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Às vezes um trabalho parece ser ainda muito pequeno, mas provoca movimentos tão bonitos que nos emocionam profundamente. Escrever é sempre muito gratificante. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Há pouco tempo, uma postagem minha sobre as dificuldades que mulheres em torno dos cinquenta enfrentam motivou um amoroso comentário de um rapaz cuja mãe conheço. A mãe leu o comentário do filho e se deu conta do quanto ele a ama. Mais tarde, me escreveu, dizendo que havia chorado. Aquilo que sempre esperara escutar pessoalmente foi dito através de um comentário no blog. Isso, com certeza, os aproximou. Chorei ao ler o e-mail da mãe. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Enfim, valeu. Continuemos... ;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;em&gt;Ana Lúcia Sorrentino&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-7204927416590069887?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/7204927416590069887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/05/comentarios-de-mulher-aniversario-de-um.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/7204927416590069887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/7204927416590069887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/05/comentarios-de-mulher-aniversario-de-um.html' title='Comentários de Mulher - Aniversário de um ano'/><author><name>Ana Lucia Sorrentino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08725479879638022292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-G_rx0tsBC0U/Tmblpsq3_VI/AAAAAAAAANo/2IX5yGchb1I/s220/Image13.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-gVVUx_cPqeo/Tdr0FVNbhEI/AAAAAAAAA_8/J_KEJet0AUM/s72-c/niver%2Bblog%2B1%2Bano-1%2B%25282%2529.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-2787527038720636784</id><published>2011-05-20T22:50:00.000-03:00</published><updated>2011-10-09T15:27:19.744-03:00</updated><title type='text'>Comemoração de Aniversário</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-uefXoiBXln4/TdcaKjZABeI/AAAAAAAAA_0/92psRRoAyKQ/s1600/mulheres.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/-uefXoiBXln4/TdcaKjZABeI/AAAAAAAAA_0/92psRRoAyKQ/s400/mulheres.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-large;"&gt;Hoje,&amp;nbsp;20 de maio de 2011,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-large;"&gt;nosso blog faz um ano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-large;"&gt;Parabéns!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-2787527038720636784?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/2787527038720636784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/05/comemoracao-de-aniversario.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/2787527038720636784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/2787527038720636784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/05/comemoracao-de-aniversario.html' title='Comemoração de Aniversário'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-uefXoiBXln4/TdcaKjZABeI/AAAAAAAAA_0/92psRRoAyKQ/s72-c/mulheres.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-3698201387127741091</id><published>2011-03-15T22:04:00.000-03:00</published><updated>2011-10-10T16:26:19.090-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Guia da Semana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ME_Ana Lucia Sorrentino'/><title type='text'>Mudanças</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-VsX41necT8E/TYAUdPty88I/AAAAAAAAA-o/w36LxjZca10/s1600/mudanca-web2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="141" src="https://lh3.googleusercontent.com/-VsX41necT8E/TYAUdPty88I/AAAAAAAAA-o/w36LxjZca10/s200/mudanca-web2.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Essa semana me mudei. E mudei. E percebi como uma mudança de endereço promove mudanças bem mais importantes do que a do próprio endereço. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Em meio a mil problemas técnicos, um caos de caixas espalhadas pelos cantos, peças de roupas e carregadores de celulares perdidos, me encontro. Passo de um quarto ao outro colocando alguma ordem no caos estabelecido e me pego sorrindo cada vez que olho por uma das sacadas do meu novo lar. Tudo verde lá fora. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O novo horizonte é a metáfora perfeita do que espero da vida: beleza. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Nos últimos dias meu cérebro deve ter produzido mais novas sinapses do que em todo o último ano. No meu novo apê quase tudo está invertido. Procuro à direita o que acabo encontrando à esquerda. Estou tendo que reposicionar tudo. Dentro e fora de mim. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A mudança exigiu revisão geral: o que uso, o que não uso, o que guardava só por apego, o que não me serve mais... e que estilo de vida quero ter a partir de agora. O novo espaço me obriga a repensar tudo. E isso, nesse momento, me cai como uma luva. Inicia-se uma fase em que serei mais profissional do que dona-de-casa, e já não era sem tempo. Dois filhos criados e uma enorme vontade de me jogar no mundo aliam-se a um desejo que tenho desde sempre de brincar com a liberdade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;E então, curtindo cada novo vizinho que me dá as boas vindas, cada funcionário que se mostra atencioso, cada nova rota que testo, andando por ruas que não conhecia pra ir aos lugares que já&amp;nbsp;frequentava, vejo como é saudável mudar! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Essa semana foi toda especial. Além da casa nova, comecei um novo trabalho, e a faculdade. A primeira aula de Introdução à Filosofia me fez voltar pra casa com uma agradável sensação de que acertei na escolha do curso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;E, me comparando à menina que aos dezessete anos entrou na Faculdade de Letras e aos dezenove casou, totalmente desavisada, me senti numa vantagem tão grande, que a vislumbrei tendo inveja de mim! Rsrs... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Mas... o que quero deixar em você, contando tudo isso? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Quero deixar um estímulo. Uma palavra de coragem. Uma vontade de ousar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Muitas mulheres passam a juventude temendo o envelhecer. A proximidade dos cinquenta, o estigma do meio século de vida trazendo malfadadas rugas, banhinhas a mais, excesso de maciez... rsrs... faz com que se instale uma neurose e se canaliza tempo demais brigando contra aquilo que será inevitável. E o bom da coisa, que é o estar mais segura, menos medrosa, o ter menos a perder, que nos empresta um ar novamente jovial, mas agora mais tranquilo, parece ter menor valor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Se estou hoje me presenteando com novidades, foi porque tive o desprendimento de abrir as mãos e largar uma segurança que não me fazia mais feliz. Mãos livres, pude agarrar as oportunidades que me surgiram e que emprestam, a mim e à minha vida, novas cores. Mais colorida, hoje desperto muito mais a admiração alheia do que quando menina. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Talvez seja porque a beleza, mais do que em formas perfeitas, está no brilho do olhar, no viço da pele, na luz do sorriso de quem se atreve a ser feliz.&amp;nbsp;:)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Publicado na coluna Mulher do Guia da Semana em 16/02/2011:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.guiadasemana.com.br/Sao_Paulo/Mulher/Noticia/Mudancas.aspx?ID=72814"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;http://www.guiadasemana.com.br/Sao_Paulo/Mulher/Noticia/Mudancas.aspx?ID=72814&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Analú&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/ydmQXtfnnFY" title="YouTube video player" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-3698201387127741091?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/3698201387127741091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/03/mudancas.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/3698201387127741091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/3698201387127741091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/03/mudancas.html' title='Mudanças'/><author><name>Ana Lucia Sorrentino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08725479879638022292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-G_rx0tsBC0U/Tmblpsq3_VI/AAAAAAAAANo/2IX5yGchb1I/s220/Image13.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh3.googleusercontent.com/-VsX41necT8E/TYAUdPty88I/AAAAAAAAA-o/w36LxjZca10/s72-c/mudanca-web2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-1232875935570490491</id><published>2011-02-28T22:13:00.000-03:00</published><updated>2011-10-10T16:32:54.432-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ME_Lya Luft'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vídeos'/><title type='text'>Entrevista com Lya Luft</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A escritora fala sobre o novo livro, "Múltipla escolha", a importância de seus casamentos e da família, o sucesso inesperado de "Perdas e ganhos" e aconselha o domínio da língua e a humildade para quem quer ser escritor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/wStUezu6Ffc" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-1232875935570490491?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/1232875935570490491/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/02/entrevista-com-lya-luft.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/1232875935570490491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/1232875935570490491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/02/entrevista-com-lya-luft.html' title='Entrevista com Lya Luft'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/wStUezu6Ffc/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-1721084293310090090</id><published>2011-02-16T17:54:00.000-02:00</published><updated>2011-10-10T16:30:42.297-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ME_Lygia Fagundes Telles'/><title type='text'>Lygia Fagundes Telles</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-VKSYYDIzQ0A/ThzaBqgO2XI/AAAAAAAABE4/v1hGuXMXfpM/s1600/crepusculo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="130" src="http://3.bp.blogspot.com/-VKSYYDIzQ0A/ThzaBqgO2XI/AAAAAAAABE4/v1hGuXMXfpM/s200/crepusculo.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"A beleza não está nem na luz da manhã nem na sombra da noite, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;está no crepúsculo, nesse meio tom, nessa incerteza". &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;(Lygia Fagundes Telles)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-D-Iit89o9wY/ThzatAxRz3I/AAAAAAAABFA/10gQd7gX9tA/s1600/lygfatelle.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="36" src="http://4.bp.blogspot.com/-D-Iit89o9wY/ThzatAxRz3I/AAAAAAAABFA/10gQd7gX9tA/s200/lygfatelle.gif" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-1721084293310090090?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/1721084293310090090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/02/lygia-fagundes-telles.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/1721084293310090090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/1721084293310090090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/02/lygia-fagundes-telles.html' title='Lygia Fagundes Telles'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-VKSYYDIzQ0A/ThzaBqgO2XI/AAAAAAAABE4/v1hGuXMXfpM/s72-c/crepusculo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-1875605301318771903</id><published>2011-02-03T02:47:00.000-02:00</published><updated>2011-10-10T16:32:54.432-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ME_Lya Luft'/><title type='text'>Canção na Plenitude - Lya Luft</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Não tenho mais os olhos de menina&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;nem corpo adolescente, e a pele&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;translúcida há muito se manchou.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Há rugas onde havia sedas, sou uma estrutura&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;agrandada pelos anos e o peso dos fardos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;bons ou ruins.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;(Carreguei muitos com gosto e alguns com rebeldia.)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;O que te posso dar é mais que tudo&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-mIAmuDYuH8w/ThzhGLXoSOI/AAAAAAAABFI/Zm5KAdPi8Aw/s1600/sereia3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="229" src="http://3.bp.blogspot.com/-mIAmuDYuH8w/ThzhGLXoSOI/AAAAAAAABFI/Zm5KAdPi8Aw/s320/sereia3.jpg" width="220" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;o que perdi: dou-te os meus ganhos.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;A maturidade que consegue rir&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;quando em outros tempos choraria,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;buscar te agradar&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;quando antigamente quereria&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;apenas ser amada.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Posso dar-te muito mais do que beleza&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;e juventude agora: esses dourados anos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;me ensinaram a amar melhor, com mais paciência&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;e não menos ardor, a entender-te&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;se precisas, a aguardar-te quando vais,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;a dar-te regaço de amante e colo de amiga,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;e sobretudo força — que vem do aprendizado.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Isso posso te dar: um mar antigo e confiável&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;cujas marés — mesmo se fogem — retornam,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;cujas correntes ocultas não levam destroços&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;mas o sonho interminável das sereias.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;(Lya Luft)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-1875605301318771903?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/1875605301318771903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/02/cancao-na-plenitude-lya-luft.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/1875605301318771903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/1875605301318771903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/02/cancao-na-plenitude-lya-luft.html' title='Canção na Plenitude - Lya Luft'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-mIAmuDYuH8w/ThzhGLXoSOI/AAAAAAAABFI/Zm5KAdPi8Aw/s72-c/sereia3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-8308141395400263768</id><published>2011-01-21T23:45:00.000-02:00</published><updated>2011-10-10T16:26:19.091-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ME_Ana Lucia Sorrentino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulher'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><title type='text'>Garanhonas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TTo2XITHFsI/AAAAAAAAA-I/gh0fK05XFwE/s1600/mulheres_cacamhomens_thumb%255B2%255D%255B1%255D.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" s5="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TTo2XITHFsI/AAAAAAAAA-I/gh0fK05XFwE/s200/mulheres_cacamhomens_thumb%255B2%255D%255B1%255D.jpg" width="188" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Essa semana um amigo me disse ter a impressão de que as mulheres estão deixando de ser sensíveis. Dias antes assistira um programa de TV em que mulheres conversavam sobre suas estratégias pra levar machos pra cama. Segundo ele, elas se comportavam exatamente como quatro machões falando de mulheres. Predadoras. Entre elas, parecia ser normal sair à caça de alguém pra ter algumas horas de prazer e no dia seguinte nem ao menos lembrar seu nome. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Mulheres vêm reproduzindo um comportamento masculino, talvez em busca de uma afirmação de igualdade, sem se questionar o quanto isso, de fato, as faz felizes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Pular de cama em cama, geralmente, é mais garantia de uma coleção de transadas mal dadas do que de longas noites de intenso prazer. O sexo casual, pela transgressão, traz em si algo altamente excitante. Mas, prazer, de verdade, se consegue com a continuidade. Intimidade é algo que leva tempo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Muitas mulheres já me relataram sensação de vazio depois de uma noite de sexo por sexo. Homens também. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Além de reproduzir o comportamento predador mais tipicamente masculino, elas reproduzem também a &lt;em&gt;contação de vantagem&lt;/em&gt;. Sabe aquela história de &lt;em&gt;só tem graça se contar&lt;/em&gt;? É isso. Em meio a essa fantasia toda, acabamos sem saber o que de fato acontece. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TTo1xJMpDCI/AAAAAAAAA-E/9BQrOeNV3D8/s1600/lady_godiva%255B1%255D.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; height: 217px; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; width: 174px;"&gt;&lt;img border="0" height="200" s5="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TTo1xJMpDCI/AAAAAAAAA-E/9BQrOeNV3D8/s200/lady_godiva%255B1%255D.jpg" width="160" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Outro dia, alguém do Facebook sugeriu uma interessante brincadeira de perguntas e respostas. Começamos bem. Ri muito com as primeiras trocas. Em três minutos o mural do FB se transformou numa vitrine da vida sexual de três ou quatro mulheres que resolveram se expor. Rapidamente aquele que lançou a brincadeira se aborreceu e se retirou. A coisa perdeu a graça, e me retirei também. Me perguntando o que as leva a esse tipo de comportamento. E quê comportamento é esse. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;É uma espécie de machismo? É feminismo? É uma deformação de um desejo de liberdade que se realiza mais na auto-exposição do que no gozo da liberdade em si? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Se há algo que defendo é a liberdade. E, pela minha experiência pessoal, a forma mais bacana de lidar com ela é nos perguntarmos, sempre, em relação às atitudes que temos na vida: isso é bom pra mim? Então, ir fundo. Se for bom pra você, valeu. Não importa a reação da platéia. Você não está fazendo pra &lt;em&gt;mostrar&lt;/em&gt;, está fazendo pra &lt;em&gt;gozar&lt;/em&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Afinal, as mulheres estão tendo muito prazer? Deixaram de ir pra cama em busca de amor e conseguiram, de fato, deixar de ser sensíveis? Não lhes dói mais entregar seu corpo a alguém e no dia seguinte não receber ao menos um telefonema empolgado? Essa impressão que meu amigo relatou procede? Isso está sendo bom pra todo mundo? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ou mulheres confusas e homens assustados estão vivendo de aparências? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Vejo as pessoas muito céticas em relação ao amor, com dificuldade para confiar e se entregar de verdade. A velha e boa paixão tem ficado escondida, espiando pela fresta, titubeante. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;E se olhássemos pra dentro de nós e nos perguntássemos o quê, de fato, queremos, e o que nos faz felizes, sem nos importarmos com a platéia? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Eu acho que vale a pena experimentar. ;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Analú&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-8308141395400263768?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/8308141395400263768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/01/garanhonas.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/8308141395400263768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/8308141395400263768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2011/01/garanhonas.html' title='Garanhonas'/><author><name>Ana Lucia Sorrentino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08725479879638022292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-G_rx0tsBC0U/Tmblpsq3_VI/AAAAAAAAANo/2IX5yGchb1I/s220/Image13.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TTo2XITHFsI/AAAAAAAAA-I/gh0fK05XFwE/s72-c/mulheres_cacamhomens_thumb%255B2%255D%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-6377537049470394799</id><published>2010-12-30T18:01:00.001-02:00</published><updated>2010-12-30T18:01:00.727-02:00</updated><title type='text'>Cadê a maravilha da minha Alice?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TRjww9XjZSI/AAAAAAAAA88/mBUkKzuoE20/s1600/alice44.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 188px; FLOAT: left; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5555454864259245346" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TRjww9XjZSI/AAAAAAAAA88/mBUkKzuoE20/s200/alice44.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tanto se falou na obra de Lewis Carroll, Alice no País das Maravilhas. Sob o aspecto histórico, psicanalítico; cinematográfico, diante do atual empenho de Tim Burton, promete mais revelações. História riquíssima em simbolismos. Nunca tão atual se tomarmos o drama da protagonista adolescente Alice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entediada, ela diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;“Se esse mundo fosse só meu, tudo nele seria diferente.&lt;br /&gt;Nada era o que é, porque tudo era o que não é.&lt;br /&gt;Tudo o que é, por sua vez, não seria;&lt;br /&gt;E o que fosse, seria.”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Deixemos a adolescência de lado e vejamos o mundo da mulher moderna: com um, dois ou três filhos, um trabalho exaustivo, um marido que requer seus cuidados, as tantas cobranças e necessidades domésticas, estéticas, familiares, organizacionais, sociais, ufa! A fala de Alice é o desejo inibido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alice segue, então, o coelho branco com um relógio de bolso. Agitado, ele clama:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;“É tarde! É tarde! É tarde até que arde!&lt;br /&gt;Ai, ai, meu Deus! Alô, adeus! É tarde, é tarde, é tarde!”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na fábula moderna, dessa mulher que acompanhamos diariamente, o coelho apressado é recorrente. Significa a crua hora, minuto após minuto, exígua para a solução das demandas do seu mundo. Ao entrar no buraco atrás do coelho ela não põe em prática o sonho do desejo inicial, mas entra numa roda viva de afazeres e de perspectivas irrealizáveis. É sempre tarde no buraco imaginário da mulher moderna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse espaço virtual de hoje, a Alice está seduzida por um mundo paralelo, o qual jamais alcança. Deseja que tudo fosse ao contrário. Deseja paz. Deseja que o tempo não lhe escape. Ela segura um espelho, mas não reflete a própria imagem interna, pois não há tempo para vê-la. Não há maneira de romper com o contemporâneo pré-estabelecido. A Alice moderna tem que ter tudo sob controle. Ela precisa de tudo planejado. É uma busca “ardida” pelo equilíbrio imposto. Nada gera questionamentos: apenas resolvem-se os Alôs, Adeus, porque é tarde até que arde!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então você pergunta para a Alice dos dias modernos: &lt;strong&gt;“você é feliz?”&lt;/strong&gt; E ela dirá que, claro, é muito feliz, realizada em tudo, porque tem seu dinheiro (trabalha por prazer), tem seus filhos (todos educados), tem seu corpo (gordurinhas possíveis), tem um marido (aquele fiel). &lt;strong&gt;“A Alice tem um espelho?”&lt;/strong&gt; − perguntamos, enfim. Ela hesita na resposta. Citaremos então Hampty Dumpty quando ensinou a Alice o que realmente é importante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;“Quando eu uso uma palavra − disse Humpty Dumpty num tom escarninho − ela significa exatamente aquilo que eu quero que signifique ... nem mais nem menos.&lt;br /&gt;A questão, − ponderou Alice – é saber se o senhor pode fazer as palavras dizerem coisas diferentes.&lt;br /&gt;A questão, − replicou Humpty Dumpty – é saber quem é que manda. É só isso.”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espelho ficou pra trás. A Alice contemporânea não pode fazer as palavras dizerem coisas diferentes. O desejo inicial, se o mundo fosse meu tudo seria diferente, se esvaiu perante o relógio louco, frente à dureza de ser igual e caber num poder necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TRjy7kZfrII/AAAAAAAAA9E/Kpj9jethRR8/s1600/alice445.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 133px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5555457245558320258" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TRjy7kZfrII/AAAAAAAAA9E/Kpj9jethRR8/s200/alice445.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Lá pelas tantas, a essência fala. A mulher moderna perde o controle. A Alice grita e se descontrola diante do mundo frígido e gelado. Quando vê, inevitável, seu reflexo no espelho ela quer visitar uma Lebre de março ou um Chapeleiro Louco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;“Tanto faz a direção, visite quem você quiser. − disse o Gato para Alice − São ambos loucos.&lt;br /&gt;Mas eu não ando com loucos − observou Alice.&lt;br /&gt;Oh, você não tem como evitar − disse o Gato − somos todos loucos por aqui.&lt;br /&gt;Eu sou louco. Você é louca.&lt;br /&gt;Como é que você sabe que eu sou louca? − disse Alice.&lt;br /&gt;Você deve ser − disse o Gato, − senão não teria vindo para cá.”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher moderna, sem espelho, sem seu reflexo, dura e ditatorial nos seus valores, habita (cedo ou tarde) um mundo de loucos. Suas palavras nunca poderão ser diferentes. Grudada apenas em mostrar quem manda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espelho da Alice permite e acolhe a diferença. Como diz uma amiga das mais queridas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Sabendo o que queremos, é mais fácil eliminarmos as coisas que estão sobrando. Eliminando as que estão sobrando, fica mais fácil, ainda, cuidarmos das que permaneceram. E então, entendemos o que é prioridade.”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Alice, hoje, não há o quê pôr como sobra. O coelho não quer, Humpty Dumpty não deixa e ficar louca como gatos, lebres ou chapeleiros é uma heresia. Nem se fale noutros diálogos com rainhas e lacraias do País das Maravilhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há espelhos d’alma. Tudo é prioridade, tudo é urgente.&lt;br /&gt;Não há o que fosse seria hoje em dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://mapadepalavras.blogspot.com/2010/01/cade-maravilha-da-minha-alice.html"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;http://mapadepalavras.blogspot.com/2010/01/cade-maravilha-da-minha-alice.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Por Renata Quirino de Sousa&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-6377537049470394799?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/6377537049470394799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/12/cade-maravilha-da-minha-alice.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/6377537049470394799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/6377537049470394799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/12/cade-maravilha-da-minha-alice.html' title='Cadê a maravilha da minha Alice?'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TRjww9XjZSI/AAAAAAAAA88/mBUkKzuoE20/s72-c/alice44.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-5659333115407997948</id><published>2010-12-27T17:01:00.000-02:00</published><updated>2010-12-27T17:53:42.610-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mitologia'/><title type='text'>Héstia - deusa grega dos laços familiares</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TQYxCYuKgaI/AAAAAAAAA5s/vecri6bGwbw/s1600/hestia1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 157px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550177507846291874" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TQYxCYuKgaI/AAAAAAAAA5s/vecri6bGwbw/s200/hestia1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É a deusa grega dos laços familiares, simbolizada pelo fogo da lareira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filha de Cronos e Reia para os gregos, era uma das doze divindades olímpicas.&lt;br /&gt;(Vesta, Filha de Saturno e Cibele - na mitologia romana)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Héstia&lt;/strong&gt; - Cortejada por Posídon e Apolo,&lt;br /&gt;jurou virgindade perante Zeus, e dele recebeu a honra de ser venerada em todos os lares, ser incluída em todos os sacrifícios e permanecer em paz, em seu palácio cercada do respeito de deuses e mortais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora não apareça com frequência nas histórias mitológicas, era admirada por todos os deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a personificação da moradia estável, onde as pessoas se reuniam para orar e oferecer sacrifícios aos deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era adorada como protetora das cidades, das famílias e das colônias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua chama sagrada brilhava continuamente nos lares e templos.&lt;br /&gt;Todas as cidades possuíam o fogo de Héstia, colocado no palácio onde se reuniam as tribos. Esse fogo deveria ser conseguido direto do sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os gregos fundavam cidades fora da Grécia, levavam parte do fogo da lareira como símbolo da ligação com a terra materna e com ele, acendiam a lareira onde seria o núcleo político da nova cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sempre fixa e imutável, Héstia simbolizava a perenidade da civilização.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TQYxPOnDBJI/AAAAAAAAA50/nbz9ExX3tps/s1600/hestia2.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 141px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550177728470385810" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TQYxPOnDBJI/AAAAAAAAA50/nbz9ExX3tps/s200/hestia2.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Em Delfos, era conservada a chama perpétua com a qual se acendia a héstia de outros altares.&lt;br /&gt;Cada peregrino que chegava a uma cidade, primeiro fazia um sacrifício à Héstia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu culto era muito simples: na família, era presidido pelo pai ou pela mãe; nas cidades, pelas maiores autoridades políticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Roma era cultuada como Vesta e o fogo sagrado era o símbolo da perenidade do Império.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas sacerdotisas eram chamadas Vestais, faziam voto de castidade e deveriam servir à deusa durante trinta anos. Lá a deusa era cultuada por um sacerdote principal, além das vestais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era representada como uma mulher jovem, com uma larga túnica e um véu sobre a cabeça e sobre os ombros. Havia imagens nas suas principais cidades, mas sua figura severa e simples não ofereceu muito material para os artistas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-5659333115407997948?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/5659333115407997948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/12/hestia-deusa-grega-dos-lacos-familiares.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/5659333115407997948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/5659333115407997948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/12/hestia-deusa-grega-dos-lacos-familiares.html' title='Héstia - deusa grega dos laços familiares'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TQYxCYuKgaI/AAAAAAAAA5s/vecri6bGwbw/s72-c/hestia1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-2670866202323279548</id><published>2010-12-23T14:01:00.000-02:00</published><updated>2012-01-03T17:53:31.675-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comemoração'/><title type='text'>Feliz Natal e Próspero 2011!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;No início dos anos 60, o pintor espanhol Pablo Picasso &lt;strong&gt;eternizou a pomba como símbolo da paz&lt;/strong&gt;, em uma série de gravuras que se tornaram famosas mundialmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TROIcXsxJyI/AAAAAAAAA8s/-QG1lDi4C3w/s1600/pomba_picasso_redd.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 263px; FLOAT: left; HEIGHT: 298px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553932786457454370" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TROIcXsxJyI/AAAAAAAAA8s/-QG1lDi4C3w/s320/pomba_picasso_redd.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Que neste tempo de Festas Natalinas, o símbolo bíblico da pomba possa nos anunciar &lt;strong&gt;a aliança com Deus&lt;/strong&gt;, que traz paz e esperança após a tormenta, como no relato de Noé após o Diluvio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que neste tempo de Festas Natalinas, o símbolo bíblico da pomba possa nos anunciar &lt;strong&gt;a presença de Deus em nossas vidas&lt;/strong&gt;, como em Sua aparição no batismo de Jesus Cristo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que neste tempo de Festas Natalinas, o símbolo bíblico da pomba possa nos anunciar &lt;strong&gt;a vinda do Espírito Santo&lt;/strong&gt;, do “Espírito de Amor e de Luz” que traz conhecimento, compreensão, fortaleza e fé, como em Pentecostes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que neste &lt;strong&gt;Natal&lt;/strong&gt;, você possa renovar e fortalecer sua fé no &lt;strong&gt;Novo Tempo&lt;/strong&gt;,&lt;br /&gt;para um &lt;strong&gt;Novo Ano&lt;/strong&gt; coberto de bençãos e realizações!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Esses são Nossos Votos para Você e sua Família!&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-2670866202323279548?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/2670866202323279548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/12/feliz-natal-e-prospero-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/2670866202323279548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/2670866202323279548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/12/feliz-natal-e-prospero-2011.html' title='Feliz Natal e Próspero 2011!'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TROIcXsxJyI/AAAAAAAAA8s/-QG1lDi4C3w/s72-c/pomba_picasso_redd.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-3312997281765736520</id><published>2010-12-20T18:01:00.000-02:00</published><updated>2010-12-20T18:01:00.396-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vídeos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relacionamento'/><title type='text'>Borboletas - Mário Quintana</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TPfNUiQZV-I/AAAAAAAAA38/FOURvLybMNE/s1600/borboleta_preta.gif"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 194px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5546127218806708194" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TPfNUiQZV-I/AAAAAAAAA38/FOURvLybMNE/s200/borboleta_preta.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: 'trebuchet ms'; "&gt;Com o tempo você vai percebendo que para ser feliz com outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Percebe também que aquela pessoa que você ama ou acha que ama, e que não quer nada com você, definitivamente, não é a pessoa da sua vida.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O segredo é não correr atrás das borboletas… é cuidar do jardim para que elas venham até você.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No final das contas, você vai achar, não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você..!&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;(Mário Quintana)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/I3MIxBUBLdU?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x2b405b&amp;amp;color2=0x6b8ab6"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/I3MIxBUBLdU?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x2b405b&amp;amp;color2=0x6b8ab6" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;Por Suely Laitano Nassif&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-3312997281765736520?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/3312997281765736520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/12/borboletas-mario-quintana.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/3312997281765736520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/3312997281765736520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/12/borboletas-mario-quintana.html' title='Borboletas - Mário Quintana'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TPfNUiQZV-I/AAAAAAAAA38/FOURvLybMNE/s72-c/borboleta_preta.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-762643645405772404</id><published>2010-12-15T18:01:00.000-02:00</published><updated>2010-12-15T18:01:00.882-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clínica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vídeos'/><title type='text'>Toque-se...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TPfRJymDCoI/AAAAAAAAA4E/aS2j2XJukz0/s1600/cancer-de-mama.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 226px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5546131432260438658" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TPfRJymDCoI/AAAAAAAAA4E/aS2j2XJukz0/s320/cancer-de-mama.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;strong&gt;CÂNCER DE MAMA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mais ou menos uma entre oito mulheres desenvolvem câncer de mama. É a terceira maior causa de morte para mulheres nos E.U.A.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A descoberta precoce é a chave para sobreviver ao câncer de mama. O câncer normalmente começa com um pequeno nódulo que pode se espalhar para órgãos vitais como fígado, cérebro, pulmão e espinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Causa: não é conhecida. Qualquer mulher pode desenvolver e homens também podem.&lt;br /&gt;- Ter mãe ou irmã com câncer de mama&lt;br /&gt;- Nunca ter tido filhos&lt;br /&gt;- Ter tido o primeiro filho após os 30 anos&lt;br /&gt;- Histórico de exposição a radiação&lt;br /&gt;- Fumar&lt;br /&gt;- Terapia hormonal (estrogênio)&lt;br /&gt;- Uso excessivo de álcool&lt;br /&gt;- Ferimento no seio&lt;br /&gt;- Obesidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sintomas: Na maior parte das vezes o primeiro sinal do câncer de mama é um pequeno nódulo no seio. O nódulo é geralmente indolor que pode crescer lenta ou rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros sintomas:&lt;br /&gt;- Mudança de cor, reentrâncias, enrugamentos, ou elevação da pele em uma área do seio&lt;br /&gt;- Uma mudança do tamanho ou formato do seio&lt;br /&gt;- Secreção no bico do seio&lt;br /&gt;- Um ou mais nódulos nas axilas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diagnóstico:&lt;br /&gt;- Fazer um auto exame mensal&lt;br /&gt;- Fazer exame médico pelo menos uma vez ao ano&lt;br /&gt;- Fazer uma mamografia entre 35 a 39 anos de idade. A partir daí, após os 40 a cada 1 ou 2 anos, de acordo com o programa recomendado pelo seu médico. A partir dos 50 anos, você deve fazer uma mamografia a cada ano. Se você apresentar características de alto risco de câncer de mama, você deve começar a fazer mamografias regulares aos 35 anos ou menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior parte dos nódulos não são câncer. Na maioria das vezes eles são cistos com fluidos no tecido do seio que aumentam e diminuem com o ciclo menstrual. Mas todo nódulo deve ser avaliado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://boasaude.uol.com.br/"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;http://boasaude.uol.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;object style="WIDTH: 291px; HEIGHT: 244px" width="291" height="244"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Plp6kwjbuXM?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x2b405b&amp;amp;color2=0x6b8ab6"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Plp6kwjbuXM?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x2b405b&amp;amp;color2=0x6b8ab6" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;object style="WIDTH: 291px; HEIGHT: 244px" width="291" 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href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/762643645405772404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/762643645405772404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/12/toque-se.html' title='Toque-se...'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TPfRJymDCoI/AAAAAAAAA4E/aS2j2XJukz0/s72-c/cancer-de-mama.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-2025516358806777710</id><published>2010-12-01T18:01:00.000-02:00</published><updated>2010-12-02T15:09:19.966-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>A sensibilidade tangível do feminino</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TPetWDD5W5I/AAAAAAAAA3c/SoJOy9Hj8po/s1600/kuan-in.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 235px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5546092060420430738" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TPetWDD5W5I/AAAAAAAAA3c/SoJOy9Hj8po/s320/kuan-in.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;"Elas sorriem quando querem gritar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Elas cantam quando querem chorar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Elas choram quando estão felizes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;E riem quando estão nervosas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Elas brigam por aquilo que acreditam. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Elas levantam-se para injustiça. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Elas não levam "não" como resposta &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;quando acreditam que existe melhor &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;solução. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Elas andam sem novos sapatos para suas crianças poderem tê-los. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Elas vão ao médico com uma amiga assustada. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Elas amam incondicionalmente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Elas ficam contentes &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;quando ouvem sobre um aniversário, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;um baile ou um novo &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;casamento. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Seus corações quebram quando seus amigos morrem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Elas lamentam-se com a perda de um membro da família, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;contudo são fortes &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;quando elas pensam que não há mais força. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Elas sabem que um abraço e um beijo podem curar um coração quebrado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O coração de uma mulher é o que faz o mundo girar! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Mulheres fazem mais do que dar a vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Elas trazem alegria e esperança. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Elas dão compaixão e ideais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Elas dão apoio moral para sua família e amigos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Mulheres têm muito a dizer e muito a dar."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Pablo Neruda)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;Por Suely Laitano Nassif&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-2025516358806777710?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/2025516358806777710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/12/porque-as-mulheres-sao-importantes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/2025516358806777710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/2025516358806777710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/12/porque-as-mulheres-sao-importantes.html' title='A sensibilidade tangível do feminino'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TPetWDD5W5I/AAAAAAAAA3c/SoJOy9Hj8po/s72-c/kuan-in.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-5853755560104621682</id><published>2010-11-23T15:01:00.000-02:00</published><updated>2010-11-23T18:44:02.751-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clínica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vídeos'/><title type='text'>Não consigo parar...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TOwCrHSYk3I/AAAAAAAAAx0/WvOYzw27hMY/s1600/TOC"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 219px; FLOAT: left; HEIGHT: 140px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5542808181100024690" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TOwCrHSYk3I/AAAAAAAAAx0/WvOYzw27hMY/s200/TOC" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Muitas vezes ficamos tão obssecados &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;com tarefas e rotinas&lt;br /&gt;que esquecemos de todo o resto &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;que está ao nosso redor...&lt;br /&gt;nos esquecemos até de nós mesmos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/qvOJTxnmYVI?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/qvOJTxnmYVI?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Suely Laitano Nassif&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-5853755560104621682?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/5853755560104621682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/11/nao-consigo-parar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/5853755560104621682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/5853755560104621682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/11/nao-consigo-parar.html' title='Não consigo parar...'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TOwCrHSYk3I/AAAAAAAAAx0/WvOYzw27hMY/s72-c/TOC' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-3839509721556137329</id><published>2010-11-16T18:01:00.000-02:00</published><updated>2011-10-10T16:32:54.434-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ME_Lya Luft'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>A fonte da juventude chama-se Mudança - Lya Luft</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TOBNbVNTzUI/AAAAAAAAAws/GuskkihnWcs/s1600/LYALUFT.jpg"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5539512673610485058" src="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TOBNbVNTzUI/AAAAAAAAAws/GuskkihnWcs/s200/LYALUFT.jpg" style="cursor: hand; float: left; height: 136px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 168px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Lya Luft é escritora brasileira, professora e tradutora. Após um evento sobre o dia da mulher, ela fez o comentário abaixo:&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;"Mês passado participei de um evento sobre o Dia da Mulher. Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades. E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi. Foi um momento inesquecível... A platéia inteira fez um 'oooohh' de descrédito. Aí fiquei pensando: 'pô, estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho? Onde é que nós estamos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado 'juventude eterna'. Estão todos em busca da reversão do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas. Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas mesmo em idade avançada.&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TOBbVYdxt8I/AAAAAAAAAw0/Vjy5NNq8fQs/s1600/imagesCAM2NOX7.jpg"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5539527964568434626" src="http://1.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TOBbVYdxt8I/AAAAAAAAAw0/Vjy5NNq8fQs/s200/imagesCAM2NOX7.jpg" style="cursor: hand; float: left; height: 127px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 200px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A fonte da juventude chama-se "mudança".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora. A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas. Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos. Mudança, o que vem a ser tal coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho. Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos. Rejuvenesceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma outra cansou da pauleira Urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à Praia sempre que tem Sol. Rejuvenesceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda mudança cobra um alto preço emocional. Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza. Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face.&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TOBbiZJD13I/AAAAAAAAAw8/OXjPk4wugqE/s1600/envelhecimento2.jpg"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5539528188088276850" src="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TOBbiZJD13I/AAAAAAAAAw8/OXjPk4wugqE/s200/envelhecimento2.jpg" style="cursor: hand; float: right; height: 156px; margin: 0px 0px 10px 10px; width: 200px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna. Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho.&lt;br /&gt;Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.&lt;br /&gt;Olhe-se no espelho..."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;(Lya Luft)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Suely Laitano Nassif&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-3839509721556137329?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/3839509721556137329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/11/fonte-da-juventude-chama-se-mudanca-lya.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/3839509721556137329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/3839509721556137329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/11/fonte-da-juventude-chama-se-mudanca-lya.html' title='A fonte da juventude chama-se Mudança - Lya Luft'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TOBNbVNTzUI/AAAAAAAAAws/GuskkihnWcs/s72-c/LYALUFT.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-615034374795219124</id><published>2010-11-14T18:01:00.001-02:00</published><updated>2011-07-30T16:54:09.914-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vídeos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relacionamento'/><title type='text'>Temática do Feminino</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-HO0jPO9Um0Q/TjRfM5DAp-I/AAAAAAAABGc/KpNQJoSkxnQ/s1600/as_horas1_thumb2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="141" src="http://2.bp.blogspot.com/-HO0jPO9Um0Q/TjRfM5DAp-I/AAAAAAAABGc/KpNQJoSkxnQ/s200/as_horas1_thumb2.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O que é ser mulher?&lt;br /&gt;Como ser mulher?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulheres que escrevem...&lt;br /&gt;Mulheres que se tornam conscientes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;AS HORAS&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O romance Mrs. Dalloway ficou conhecido pelo filme, baseado na obra homônima de Michael Cunningham, filme no qual Virginia foi interpretada por Nicole Kidman, premiada com um Oscar por seu retrato da escritora britânica. As Horas conta várias histórias, mescla a vida da própria autora (Virginia Wolf) numa personagem e coloca algumas particularidades de Mrs. Dalloway numa dessas histórias. Em Mrs. Dalloway, Virginia descreve um único dia da personagem, quando ela prepara uma festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;VIRGINIA WOOLF&lt;/b&gt; (Londres, 25 de Janeiro de 1882 — Lewes, 28 de Março de 1941) foi uma escritora, ensaísta e editora britânica, conhecida como uma das mais proeminentes figuras do modernismo.&lt;br /&gt;Woolf era membro do Grupo de Bloomsbury e desempenhava um papel de significância dentro da sociedade literária londrina durante o período entreguerras. Seus trabalhos mais famosos incluem os romances &lt;b&gt;&lt;i&gt;Mrs Dalloway&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (1925), &lt;b&gt;&lt;i&gt;Passeio ao Farol&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (1927) e &lt;b&gt;&lt;i&gt;Orlando&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (1928), bem como o livro-ensaio &lt;b&gt;&lt;i&gt;Um Quarto Só Para Si&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (1929), onde encontra-se a famosa citação &lt;i&gt;"Uma mulher deve ter dinheiro e um quarto próprio se ela quiser escrever ficção"&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua última obra foi &lt;b&gt;&lt;i&gt;Entre os atos&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, publicada em 1941, posterior à sua morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Suicídio&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;No dia 28 de Março de 1941, após ter um colapso nervoso Virginia suicidou-se. Ela vestiu um casaco, encheu seus bolsos com pedras e entrou no Rio Ouse, afogando-se. Seu corpo só foi encontrado no dia 18 de abril. &lt;br /&gt;Em seu último bilhete para o marido, Leonardo Woolf, Virginia escreveu:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Querido,&lt;br /&gt;Tenho certeza de estar ficando louca novamente. Sinto que não conseguiremos passar por novos tempos difíceis. E não quero revivê-los. Começo a escutar vozes e não consigo me concentrar. Portanto, estou fazendo o que me parece ser o melhor a se fazer. Você me deu muitas possibilidades de ser feliz. Você esteve presente como nenhum outro. Não creio que duas pessoas possam ser felizes convivendo com esta doença terrível. Não posso mais lutar. Sei que estarei tirando um peso de suas costas, pois, sem mim, você poderá trabalhar. E você vai, eu sei. Você vê, não consigo sequer escrever. Nem ler. Enfim, o que quero dizer é que é a você que eu devo toda minha felicidade. Você foi bom para mim, como ninguém poderia ter sido. Eu queria dizer isto - todos sabem. Se alguém pudesse me salvar, este alguém seria você. Tudo se foi para mim mas o que ficará é a certeza da sua bondade, sem igual. Não posso atrapalhar sua vida. Não mais. Não acredito que duas pessoas poderiam ter sido tão felizes quanto nós fomos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;i&gt;Fonte: &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Virginia_Woolf"&gt;Wikipedia &lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/he8cR7skklA" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Suely Laitano Nassif&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-615034374795219124?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/615034374795219124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/11/tematica-do-feminino_14.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/615034374795219124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/615034374795219124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/11/tematica-do-feminino_14.html' title='Temática do Feminino'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-HO0jPO9Um0Q/TjRfM5DAp-I/AAAAAAAABGc/KpNQJoSkxnQ/s72-c/as_horas1_thumb2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-1755295813368583950</id><published>2010-11-08T18:01:00.000-02:00</published><updated>2011-10-10T16:26:19.092-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ME_Ana Lucia Sorrentino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Rotina Matinal</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TNiJP-ucecI/AAAAAAAAAs0/_XK9iQUHiGY/s1600/rotina_matinal.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 212px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5537326649480870338" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TNiJP-ucecI/AAAAAAAAAs0/_XK9iQUHiGY/s320/rotina_matinal.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Um chora, outro grita.&lt;br /&gt;As mães amamentam&lt;br /&gt;e banham&lt;br /&gt;e ninam&lt;br /&gt;e nada.&lt;br /&gt;É a fome,&lt;br /&gt;a dor-de-barriga,&lt;br /&gt;o sapinho, a lombriga,&lt;br /&gt;e os poucos meses de vida&lt;br /&gt;que absorvem tempo&lt;br /&gt;e tempo&lt;br /&gt;e tempo&lt;br /&gt;e paciência.&lt;br /&gt;E quem está em volta se perde&lt;br /&gt;entre tantas voltas&lt;br /&gt;e mamadeiras&lt;br /&gt;e fraldas&lt;br /&gt;e a falta de tempo,&lt;br /&gt;que não sobra pra mais ninguém,&lt;br /&gt;pra nada.&lt;br /&gt;Quem sabe um dia&lt;br /&gt;tudo volte à normalidade&lt;br /&gt;e os filhos se tornem amigos&lt;br /&gt;e essas mulheres voltem a amar&lt;br /&gt;tudo e todos,&lt;br /&gt;não um só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ana Lúcia Sorrentino&lt;/em&gt; (&lt;i&gt;Alento, 2007&lt;/i&gt;) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-1755295813368583950?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/1755295813368583950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/11/rotina-maternal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/1755295813368583950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/1755295813368583950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/11/rotina-maternal.html' title='Rotina Matinal'/><author><name>Ana Lucia Sorrentino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08725479879638022292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-G_rx0tsBC0U/Tmblpsq3_VI/AAAAAAAAANo/2IX5yGchb1I/s220/Image13.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TNiJP-ucecI/AAAAAAAAAs0/_XK9iQUHiGY/s72-c/rotina_matinal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-6684758831162285340</id><published>2010-11-02T19:10:00.000-02:00</published><updated>2011-10-10T16:31:44.665-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ME_Clarice Lispector'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ME_Ana Lucia Sorrentino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comentários'/><title type='text'>Comentário sobre o conto “Amor”, de Clarice Lispector</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TNmdneX1ogI/AAAAAAAAAt8/IxlnltgvokI/s1600/1164319630_foraa_feminina__2004_aleo_sobre_tela54x73cm.jpg"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5537630518322242050" src="http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TNmdneX1ogI/AAAAAAAAAt8/IxlnltgvokI/s200/1164319630_foraa_feminina__2004_aleo_sobre_tela54x73cm.jpg" style="cursor: hand; float: left; height: 146px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 200px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Enfocando a temática feminina e na intenção de pensarmos mais profundamente nos vários papéis que a mulher exerce, e como exerce, em sua natureza multifacetada, a Suely está postando uma trilogia de Clarice Lispector.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse post, temos o conto Amor.&lt;br /&gt;E eu... eu me descabelo! rsrsrs... Por quê? Porque os textos de Clarice são tão absurdamente ricos, e já falam tanto, que me parecem prescindir de comentário. É ler, se deixar tocar, se emocionar, e pronto. Pra que mais? Por instantes me deixo dominar por uma sensação de inutilidade total...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aí há o paradoxo: não é &lt;b&gt;preciso&lt;/b&gt; escrever mais nada, mas se &lt;b&gt;quiser&lt;/b&gt; fazê-lo, cada conto poderia render um livro. Ainda mais que cada situação que ela coloca, cada sentimento que descreve, me reportam aos estudos de Clarissa, de &lt;i&gt;Mulheres que Correm com os Lobos&lt;/i&gt;. As ligações são diretas, é inevitável.&lt;br /&gt;Me ocorre que se as personagens de Clarice tivessem a oportunidade de ler os estudos de Clarissa, suas angústias seriam tão menores...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Opto por não escrever o livro, que, afinal, não caberia no blog, rsrsrs... e por comentar aquilo que, de pronto, mais me toca. Mas, faço isso na esperança de que nossos leitores se envolvam e aceitem nosso post e meu comentário como provocação para que se manifestem. Como aconteceu no post anterior, &lt;i&gt;&lt;b&gt;A Fuga&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;, em que recebemos comentários riquíssimos, que agregaram imenso valor ao trabalho. Queremos agradecer demais pela participação dos que se envolveram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de partir para o comentário em si, quero dizer que estamos falando sobre situações femininas, mas não estamos falando só para mulheres, nem só de mulheres. Qualquer homem que vier a ler esse conto e este comentário poderá se enxergar em alguns momentos da vida. Todo homem também tem o feminino dentro de si. E questões da alma sempre me parecem acima das questões de gênero. Basta ler com os olhos da emoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos lá!&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TNmeCe6MTXI/AAAAAAAAAuE/rletKny8op8/s1600/DIVULG%257E1.JPG"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5537630982322802034" src="http://1.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TNmeCe6MTXI/AAAAAAAAAuE/rletKny8op8/s200/DIVULG%257E1.JPG" style="cursor: hand; float: left; height: 200px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 146px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Li, e reli, e reli, e o que mais grita, para mim, em Ana, a personagem do conto, é o medo da exuberância da vida.&lt;br /&gt;Quando jovens, e nos descobrindo, muitas vezes nos assustamos ao perceber essa exuberância. Há tanto para ser vivido, tanto para se aprender, tanto a se fazer, tanta gente pra se conhecer, tanto prazer pra se sentir, que não raro nos percebemos nessa exaltação perturbada, nessa felicidade insuportável... O que fazer de nós mesmos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei exatamente que mecanismos externos ou internos nos fazem temer uma vida vivida em sua plenitude. Pais rígidos ou castradores, o envolvimento em alguma religião limitadora, escolas que funcionam mais como quartéis do que como estímulos para nosso crescimento, amigos preconceituosos, experiências que nos traumatizam por um ou outro motivo... regras que não nos servem, mas que somos treinados a obedecer desde o berço...&lt;br /&gt;Não sei. Sei que nascemos livres e há um enorme empenho do meio para que acreditemos que, se vivermos nossa liberdade, nos perderemos em algum ponto do caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, Ana se refugia numa vida regrada. Que lhe parece configurar uma vida de adulto.&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TNmeXC5RHVI/AAAAAAAAAuM/E2gvYkGLyDM/s1600/imagesCA3NUYJX.jpg"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5537631335579983186" src="http://1.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TNmeXC5RHVI/AAAAAAAAAuM/E2gvYkGLyDM/s200/imagesCA3NUYJX.jpg" style="cursor: hand; float: right; height: 88px; margin: 0px 0px 10px 10px; width: 111px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Um lar e a responsabilidade real de cuidar do marido e dos filhos parece dar sentido à vida. Disciplina, rotina, dedicação constantes a colocam no prumo.&lt;br /&gt;Amar, casar, ter filhos e dedicar-se profundamente a eles faz parte da natureza feminina. Seguir algumas regras que nos servem, ter rotina e disciplina podem ser atitudes extremamente saudáveis. Viver isso tudo nos faz crescer, florescer, amadurecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas fazer do casamento, da criação de filhos, e da obediência a regras e disciplinas rígidas um escudo para se proteger da riqueza do mundo e da vida acaba, inevitavelmente, em &lt;b&gt;crise&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TNmfRC1z2cI/AAAAAAAAAuU/TSQdsP3Heo0/s1600/ovo.bmp"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5537632331997895106" src="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TNmfRC1z2cI/AAAAAAAAAuU/TSQdsP3Heo0/s200/ovo.bmp" style="cursor: hand; float: left; height: 55px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 74px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Cria-se um mundo ideal, redondinho como uma linda gema de um ovo saudável. Bonita, brilhante, encapsulada numa película protetora que, às vezes, nos ilude simulando enorme resistência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto todos precisam dela e aquela hora perigosa não chega, Ana se sente segura. Mas quando as árvores que plantou começam a rir dela, há inquietação no ar.&lt;br /&gt;Embora queira adiar a crise, insistindo em cuidar da família à sua revelia, algo inusitado abre um portal que leva à sua alma, e a gema se quebra. Escorre, gosmenta, suja tudo, provoca confusão e constrangimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando vivemos em função do meio e viramos as costas para nós mesmos, um sentimento inusitado às vezes faz isso. Abre as portas para nossa alma. São as &lt;b&gt;situações iluminadoras&lt;/b&gt;. Uma lembrança de infância, um som, um cheiro... e de repente nos deparamos com nós mesmos. Ana viu um cego mascando chicles, e o rompante de amor que sentiu a iluminou e a colocou em contato direto com sua alma. E o que viu?&lt;br /&gt;Em &lt;i&gt;&lt;b&gt;Mulheres que Correm com os Lobos&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;, Clarissa Pinkola Estés faz uma linda comparação entre o deserto e algumas mulheres. Ela diz que embora o deserto seja árido na superfície, sob ela há uma vida riquíssima, prestes a explodir a um menor sinal de água. Toda mulher tem, dentro de si, sua versão primeva, que se mantém íntegra independentemente do quanto tenha sido maltratada pelo meio externo.&lt;br /&gt;Ana viu sua versão primeva, seu subterrâneo fértil. Que susto!&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TNmfum24PHI/AAAAAAAAAuc/2A2bfVlepTI/s1600/hinten_redpetalpile.jpg"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5537632839882259570" src="http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TNmfum24PHI/AAAAAAAAAuc/2A2bfVlepTI/s200/hinten_redpetalpile.jpg" style="cursor: hand; float: left; height: 163px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 148px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O contato com o divino nela parece ter provocado uma ruptura com as leis externas que até então pareciam norteá-la. E o que vem a seguir é semelhante a uma crise de labirintite, tal a intensidade do sentimento. Ana se assusta, fica tonta, e acaba por mergulhar no Jardim Botânico, um espaço de absurda riqueza, fertilidade, exuberância, que a faz perceber o quanto a vida asséptica pela qual optara era limitadora. E, a partir daí, um mundo de sensações a faz sentir-se invadida pela pior vontade de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, por que &lt;b&gt;&lt;i&gt;pior vontade de viver&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;? A impressão que tenho é a de que Ana está tão afastada de seus anseios mais íntimos que o contato com tudo que é selvagem em si mesma a aterroriza e lhe parece negativo e sujo. Sente fascínio, nojo, medo, tudo tão intensamente que se apavora.&lt;br /&gt;Volta pra casa, abraça o filho e sente medo de esquecê-lo, tão possuída está pela sede de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena de Ana abraçando o filho e pedindo-lhe que não a deixe esquecê-lo me reportou aos meus próprios temores, quando, depois de longos períodos de amamentação e dedicação exclusiva aos meus filhos, em que me sentia a mulher mais feliz do mundo, começava a perceber a vida lá fora piscando pra mim. Creio que quase todas as mães passem por isso. Uma imensa vontade de voltar a viver algo que não só a maternidade, mas uma imensa culpa, por imaginarmos que deveríamos ser só mães, e nos sentirmos plenamente felizes com isso. De onde tiramos isso???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O contato com sua alma a rejuvenescera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana, temerosa, talvez queira voltar ao conforto da segurança forjada em detrimento da felicidade: pede ao filho que não a deixe esquecê-lo, e permite que o marido a afaste novamente do &lt;i&gt;perigo&lt;/i&gt; de viver.&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TNmiiImGh8I/AAAAAAAAAuk/jfHlcCQUi3w/s1600/liberdade02.jpg"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5537635924135282626" src="http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TNmiiImGh8I/AAAAAAAAAuk/jfHlcCQUi3w/s200/liberdade02.jpg" style="cursor: hand; float: right; height: 123px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 182px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Afinal, por que tememos a liberdade, e por que consideramos que viver plenamente pode ser perigoso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo como &lt;i&gt;vida de adulto&lt;/i&gt; não aquela em que estabelecemos regras para nos obrigarmos a cumpri-las, e não &lt;i&gt;sairmos da linha&lt;/i&gt;, mas aquela em que não tememos usar a liberdade a nosso favor, para crescermos continuamente, experimentando o novo e conscientes de que podemos sobreviver a tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das coisas mais bonitas que escutei nos últimos tempos veio de um amigo, que tem me ensinado muito. Dizendo-lhe da imensidão de sentimentos que me acomete às vezes, e confessando-lhe não saber o que fazer com isso, ele me respondeu que não me assustasse, que apenas precisava apertar uns parafusos na minha cabeça... rsrsrs...&lt;br /&gt;Tamanha demonstração de aceitação vindo da parte dele me ajudou a aceitar meus próprios sentimentos. E é a partir da auto-aceitação que nos reorganizamos e partimos pra vida, sem medo de ser feliz. Mas, para que nos aceitemos, é preciso que estejamos em contato permanente com nossa alma, e consigamos manter com ela saudáveis diálogos esclarecedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ana Lúcia Sorrentino&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-6684758831162285340?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/6684758831162285340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/11/comentario-sobre-o-conto-amor-de.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/6684758831162285340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/6684758831162285340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/11/comentario-sobre-o-conto-amor-de.html' title='Comentário sobre o conto “Amor”, de Clarice Lispector'/><author><name>Ana Lucia Sorrentino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08725479879638022292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-G_rx0tsBC0U/Tmblpsq3_VI/AAAAAAAAANo/2IX5yGchb1I/s220/Image13.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TNmdneX1ogI/AAAAAAAAAt8/IxlnltgvokI/s72-c/1164319630_foraa_feminina__2004_aleo_sobre_tela54x73cm.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-8003770755683888199</id><published>2010-10-27T04:46:00.000-02:00</published><updated>2011-10-10T16:31:44.666-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ME_Clarice Lispector'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Amor - Clarice Lispector</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TMhGdcB2rvI/AAAAAAAAAq8/YsYYjJ9cQ6M/s1600/4bonde.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 191px; FLOAT: left; HEIGHT: 165px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532749613778775794" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TMhGdcB2rvI/AAAAAAAAAq8/YsYYjJ9cQ6M/s200/4bonde.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"Um pouco cansada, com as compras deformando o novo saco de tricô, Ana subiu no bonde. Depositou o volume no colo e o bonde começou a andar. Recostou-se então no banco procurando conforto, num suspiro de meia satisfação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os filhos de Ana eram bons, uma coisa verdadeira e sumarenta. Cresciam, tomavam banho, exigiam para si, malcriados, instantes cada vez mais completos. A cozinha era enfim espaçosa, o fogão enguiçado dava estouros. O calor era forte no apartamento que estavam aos poucos pagando. Mas o vento batendo nas cortinas que ela mesma cortara lembrava-lhe que se quisesse podia parar e enxugar a testa, olhando o calmo horizonte. Como um lavrador. Ela plantara as sementes que tinha na mão, não outras, mas essas apenas. E cresciam árvores. Crescia sua rápida conversa com o cobrador de luz, crescia a água enchendo o tanque, cresciam seus filhos, crescia a mesa com comidas, o marido chegando com os jornais e sorrindo de fome, o canto importuno das empregadas do edifício. Ana dava a tudo, tranqüilamente, sua mão pequena e forte, sua corrente de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa hora da tarde era mais perigosa. Certa hora da tarde as árvores que plantara riam dela. Quando nada mais precisava de sua força, inquietava-se. No entanto sentia-se mais sólida do que nunca, seu corpo engrossara um pouco e era de se ver o modo como cortava blusas para os meninos, a grande tesoura dando estalidos na fazenda. Todo o seu desejo vagamente artístico encaminhara-se há muito no sentido de tornar os dias realizados e belos; com o tempo, seu gosto pelo decorativo se desenvolvera e suplantara a íntima desordem. Parecia ter descoberto que tudo era passível de aperfeiçoamento, a cada coisa se emprestaria uma aparência harmoniosa; a vida podia ser feita pela mão do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo, Ana sempre tivera necessidade de sentir a raiz firme das coisas. E isso um lar perplexamente lhe dera. Por caminhos tortos, viera a cair num destino de mulher, com a surpresa de nele caber como se o tivesse inventado. O homem com quem casara era um homem verdadeiro, os filhos que tivera eram filhos verdadeiros. Sua juventude anterior parecia-lhe estranha como uma doença de vida. Dela havia aos poucos emergido para descobrir que também sem a felicidade se vivia: abolindo-a, encontrara uma legião de pessoas, antes invisíveis, que viviam como quem trabalha - com persistência, continuidade, alegria. O que sucedera a Ana antes de ter o lar estava para sempre fora de seu alcance: uma exaltação perturbada que tantas vezes se confundira com felicidade insuportável. Criara em troca algo enfim compreensível, uma vida de adulto. Assim ela o quisera e o escolhera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TMhG0XTg6GI/AAAAAAAAArE/Jt8VsyxFPks/s1600/Cortinas_na_janela%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 147px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532750007647660130" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TMhG0XTg6GI/AAAAAAAAArE/Jt8VsyxFPks/s200/Cortinas_na_janela%5B1%5D.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sua precaução reduzia-se a tomar cuidado na hora perigosa da tarde, quando a casa estava vazia sem precisar mais dela, o sol alto, cada membro da família distribuído nas suas funções. Olhando os móveis limpos, seu coração se apertava um pouco em espanto. Mas na sua vida não havia lugar para que sentisse ternura pelo seu espanto - ela o abafava com a mesma habilidade que as lides em casa lhe haviam transmitido. Saía então para fazer compras ou levar objetos para consertar, cuidando do lar e da família à revelia deles. Quando voltasse era o fim da tarde e as crianças vindas do colégio exigiam-na. Assim chegaria a noite, com sua tranqüila vibração. De manhã acordaria aureolada pelos calmos deveres. Encontrava os móveis de novo empoeirados e sujos, como se voltassem arrependidos. Quanto a ela mesma, fazia obscuramente parte das raízes negras e suaves do mundo. E alimentava anonimamente a vida. Estava bom assim. Assim ela o quisera e escolhera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bonde vacilava nos trilhos, entrava em ruas largas. Logo um vento mais úmido soprava anunciando, mais que o fim da tarde, o fim da hora instável. Ana respirou profundamente e uma grande aceitação deu a seu rosto um ar de mulher.&lt;br /&gt;O bonde se arrastava, em seguida estacava. Até Humaitá tinha tempo de descansar. Foi então que olhou para o homem parado no ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TMhG_uFqGMI/AAAAAAAAArM/Gl3d_srqc70/s1600/cego.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 130px; FLOAT: left; HEIGHT: 151px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532750202742118594" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TMhG_uFqGMI/AAAAAAAAArM/Gl3d_srqc70/s200/cego.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A diferença entre ele e os outros é que ele estava realmente parado. De pé, suas mãos se mantinham avançadas. Era um cego.&lt;br /&gt;O que havia mais que fizesse Ana se aprumar em desconfiança? Alguma coisa intranqüila estava sucedendo. Então ela viu: o cego mascava chicles... Um homem cego mascava chicles.&lt;br /&gt;Ana ainda teve tempo de pensar por um segundo que os irmãos viriam jantar - o coração batia-lhe violento, espaçado. Inclinada, olhava o cego profundamente, como se olha o que não nos vê. Ele mascava goma na escuridão. Sem sofrimento, com os olhos abertos. O movimento da mastigação fazia-o parecer sorrir e de repente deixar de sorrir, sorrir e deixar de sorrir - como se ele a tivesse insultado, Ana olhava-o. E quem a visse teria a impressão de uma mulher com ódio. Mas continuava a olhá-lo, cada vez mais inclinada - o bonde deu uma arrancada súbita jogando-a desprevenida para trás, o pesado saco de tricô despencou-se do colo, ruiu no chão - Ana deu um grito, o condutor deu ordem de parada antes de saber do que se tratava - o bonde estacou, os passageiros olharam assustados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incapaz de se mover para apanhar suas compras, Ana se aprumava pálida. Uma expressão de rosto, há muito não usada, ressurgia-lhe com dificuldade, ainda incerta, incompreensível. O moleque dos jornais ria entregando-lhe o volume. Mas os ovos se haviam quebrado no embrulho de jornal. Gemas amarelas e viscosas pingavam entre os fios da rede. O cego interrompera a mastigação e avançava as mãos inseguras, tentando inutilmente pegar o que acontecia. O embrulho dos ovos foi jogado fora da rede e, entre os sorrisos dos passageiros e o sinal do condutor, o bonde deu a nova arrancada de partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos instantes depois já não a olhavam mais. O bonde se sacudia nos trilhos e o cego mascando goma ficara atrás para sempre. Mas o mal estava feito.&lt;br /&gt;A rede de tricô era áspera entre os dedos, não íntima como quando a tricotara. A rede perdera o sentido e estar num bonde era um fio partido; não sabia o que fazer com as compras no colo. E como uma estranha música, o mundo recomeçava ao redor. O mal estava feito. Por quê? Teria esquecido de que havia cegos? A piedade a sufocava, Ana respirava pesadamente. Mesmo as coisas que existiam antes do acontecimento estavam agora de sobreaviso, tinham um ar mais hostil, perecível... O mundo se tornara de novo um mal-estar. Vários anos ruíam, as gemas amarelas escorriam. Expulsa de seus próprios dias, parecia-lhe que as pessoas da rua eram periclitantes, que se mantinham por um mínimo equilíbrio à tona da escuridão - e por um momento a falta de sentido deixava-as tão livres que elas não sabiam para onde ir. Perceber uma ausência de lei foi tão súbito que Ana se agarrou ao banco da frente, como se pudesse cair do bonde, como se as coisas pudessem ser revertidas com a mesma calma com que não o eram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que chamava de crise viera afinal. E sua marca era o prazer intenso com que olhava agora as coisas, sofrendo espantada. O calor se tornara mais abafado, tudo tinha ganho uma força e vozes mais altas. Na Rua Voluntários da Pátria parecia prestes a rebentar uma revolução, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TMhHOLKBVNI/AAAAAAAAArU/FGUDmUqrx8g/s1600/imagesCAQ3R2BS.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 165px; FLOAT: left; HEIGHT: 132px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532750451063215314" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TMhHOLKBVNI/AAAAAAAAArU/FGUDmUqrx8g/s200/imagesCAQ3R2BS.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;as grades dos esgotos estavam secas, o ar empoeirado. Um cego mascando chicles mergulhara o mundo em escura sofreguidão. Em cada pessoa forte havia a ausência de piedade pelo cego e as pessoas assustavam-na com o vigor que possuíam. Junto dela havia uma senhora de azul, com um rosto.&lt;br /&gt;Desviou o olhar, depressa. Na calçada, uma mulher deu um empurrão no filho! Dois namorados entrelaçavam os dedos sorrindo... E o cego? Ana caíra numa bondade extremamente dolorosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela apaziguara tão bem a vida, cuidara tanto para que esta não explodisse. Mantinha tudo em serena compreensão, separava uma pessoa das outras, as roupas eram claramente feitas para serem usadas e podia-se escolher pelo jornal o filme da noite - tudo feito de modo a que um dia se seguisse ao outro. E um cego mascando goma despedaçava tudo isso. E através da piedade aparecia a Ana uma vida cheia de náusea doce, até a boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só então percebeu que há muito passara do seu ponto de descida. Na fraqueza em que estava, tudo a atingia com um susto; desceu do bonde com pernas débeis, olhou em torno de si, segurando a rede suja de ovo. Por um momento não conseguia orientar-se. Parecia ter saltado no meio da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma rua comprida, com muros altos, amarelos. Seu coração batia de medo, ela procurava inutilmente reconhecer os arredores, enquanto a vida que descobrira continuava a pulsar e um vento mais morno e mais misterioso rodeava-lhe o rosto. Ficou parada olhando o muro. Enfim pôde localizar-se. Andando &lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TMhHh7moa_I/AAAAAAAAArc/2BP7MiOjnnc/s1600/jardim_botanico_bm_jp_01%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 180px; FLOAT: left; HEIGHT: 121px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532750790485634034" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TMhHh7moa_I/AAAAAAAAArc/2BP7MiOjnnc/s200/jardim_botanico_bm_jp_01%5B1%5D.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;um pouco mais ao longo de uma sebe, atravessou os portões do Jardim Botânico.&lt;br /&gt;Andava pesadamente pela alameda central, entre os coqueiros. Não havia ninguém no Jardim. Depositou os embrulhos na terra, sentou-se no banco de um atalho e ali ficou muito tempo.&lt;br /&gt;A vastidão parecia acalmá-la, o silêncio regulava sua respiração. Ela adormecia dentro de si.&lt;br /&gt;De longe via a aléia onde a tarde era clara e redonda. Mas a penumbra dos ramos cobria o atalho.&lt;br /&gt;Ao seu redor havia ruídos serenos, cheiro de árvores, pequenas surpresas entre os cipós. Todo o Jardim triturado pelos instantes já mais apressados da tarde. De onde vinha o meio sonho pelo qual estava rodeada? Como por um zunido de abelhas e aves. Tudo era estranho, suave demais, grande demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TMhH5k9cVdI/AAAAAAAAArk/ui5WpdMMqQg/s1600/jardim-botanico-5%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 94px; FLOAT: left; HEIGHT: 134px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532751196724155858" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TMhH5k9cVdI/AAAAAAAAArk/ui5WpdMMqQg/s200/jardim-botanico-5%5B1%5D.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Um movimento leve e íntimo a sobressaltou - voltou-se rápida. Nada parecia se ter movido. Mas na aléia central estava imóvel um poderoso gato. Seus pêlos eram macios. Em novo andar silencioso, desapareceu.&lt;br /&gt;Inquieta, olhou em torno. Os ramos se balançavam, as sombras vacilavam no chão. Um pardal ciscava na terra. E de repente, com mal-estar, pareceu-lhe ter caído numa emboscada. Fazia-se no Jardim um trabalho secreto do qual ela começava a se aperceber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas árvores as frutas eram pretas, doces como mel. Havia no chão caroços secos cheios de circunvoluções, como pequenos cérebros apodrecidos. O banco estava manchado de sucos roxos. Com suavidade intensa rumorejavam as águas. No tronco da árvore pregavam-se as luxuosas patas de uma aranha. A crueza do mundo era tranqüila. O assassinato era profundo. E a morte não era o que pensávamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo que imaginário - era um mundo de se comer com os dentes, um mundo de volumosas dálias e tulipas. Os troncos eram percorridos por parasitas folhudas, o abraço era macio, colado. Como a repulsa que precedesse uma entrega - era fascinante, a mulher tinha nojo, e era fascinante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As árvores estavam carregadas, o mundo era tão rico que apodrecia. Quando Ana pensou que havia crianças e homens grandes com fome, a náusea subiu-lhe à garganta,&lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TMhIi0LmhXI/AAAAAAAAArs/aZlaDctCupE/s1600/IMG_8856%5B1%5D.JPG"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 134px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532751905184712050" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TMhIi0LmhXI/AAAAAAAAArs/aZlaDctCupE/s200/IMG_8856%5B1%5D.JPG" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; como se ela estivesse grávida e abandonada. A moral do Jardim era outra. Agora que o cego a guiara até ele, estremecia nos primeiros passos de um mundo faiscante, sombrio, onde vitórias-régias boiavam monstruosas. As pequenas flores espalhadas na relva não lhe pareciam amarelas ou rosadas, mas cor de mau ouro e escarlates. A decomposição era profunda, perfumada... Mas todas as pesadas coisas, ela via com a cabeça rodeada por um enxame de insetos enviados pela vida mais fina do mundo. A brisa se insinuava entre as flores. Ana mais adivinhava que sentia o seu cheiro adocicado... O Jardim era tão bonito que ela teve medo do Inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TMhI5Ghrm4I/AAAAAAAAAr0/9-EspQomUHo/s1600/4flores.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 134px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532752288066280322" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TMhI5Ghrm4I/AAAAAAAAAr0/9-EspQomUHo/s200/4flores.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Era quase noite agora e tudo parecia cheio, pesado, um esquilo voou na sombra. Sob os pés a terra estava fofa, Ana aspirava-a com delícia. Era fascinante, e ela sentia nojo.&lt;br /&gt;Mas quando se lembrou das crianças, diante das quais se tornara culpada, ergueu-se com uma exclamação de dor. Agarrou o embrulho, avançou pelo atalho obscuro, atingiu a alameda. Quase corria - e via o Jardim em torno de si, com sua impersonalidade soberba. Sacudiu os portões fechados, sacudia-os segurando a madeira áspera. O vigia apareceu espantado de não a ter visto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto não chegou à porta do edifício, parecia à beira de um desastre. Correu com a rede até o elevador, sua alma batia-lhe no peito - o que sucedia? A piedade pelo cego era tão violenta como uma ânsia, mas o mundo lhe parecia seu, sujo, perecível, seu. Abriu a porta de casa. A sala era grande, quadrada, as maçanetas brilhavam limpas, os vidros da janela brilhavam, a lâmpada brilhava - que nova terra era essa? E por um instante a vida sadia que levara até agora pareceu-lhe um modo moralmente louco de viver. O menino que se aproximou correndo era um ser de pernas compridas e rosto igual ao seu, que corria e a abraçava. Apertou-o com força, com espanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Protegia-se trêmula. Porque a vida era periclitante. Ela amava o mundo, amava o que fora criado - amava com nojo. Do mesmo modo como sempre fora fascinada pelas ostras, com aquele vago sentimento de asco que a aproximação da verdade lhe provocava, avisando-a. Abraçou o filho, quase a ponto de machucá-lo. Como se soubesse de um mal - o cego ou o belo Jardim Botânico? - agarrava-se a ele, a quem queria acima de tudo. Fora atingida pelo demônio da fé. A vida é horrível, disse-lhe baixo, faminta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que faria se seguisse o chamado do cego? Iria sozinha... Havia lugares pobres e ricos que precisavam dela. Ela precisava deles... Tenho medo, disse. Sentia as costelas delicadas da criança entre os braços, ouviu o seu choro assustado. Mamãe, chamou o menino. Afastou-o, olhou aquele rosto, seu coração crispou-se. Não deixe mamãe te esquecer, disse-lhe. A criança mal sentiu o abraço se afrouxar, escapou e correu até a porta do quarto, de onde olhou-a mais segura. Era o pior olhar que jamais recebera. O sangue subiu-lhe ao rosto, esquentando-o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixou-se cair numa cadeira com os dedos ainda presos na rede. De que tinha vergonha?&lt;br /&gt;Não havia como fugir. Os dias que ela forjara haviam-se rompido na crosta e a água escapava. Estava diante da ostra. E não havia como não olhá-la. De que tinha vergonha? É que já não era mais piedade, não era só piedade: seu coração se enchera com a pior vontade de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não sabia se estava do lado do cego ou das espessas plantas. O homem pouco a pouco se distanciara e em tortura ela parecia ter passado para o lados que lhe haviam ferido os olhos. O Jardim Botânico, tranqüilo e alto, lhe revelava. Com horror descobria que pertencia à parte forte do mundo - e que nome se deveria dar a sua misericórdia violenta? Seria obrigada a beijar um leproso, pois nunca seria &lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TMhJONCBsFI/AAAAAAAAAr8/E2cMrG_EX4s/s1600/lua_cheia.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 192px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532752650589810770" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TMhJONCBsFI/AAAAAAAAAr8/E2cMrG_EX4s/s200/lua_cheia.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;apenas sua irmã. Um cego me levou ao pior de mim mesma, pensou espantada. Sentia-se banida porque nenhum pobre beberia água nas suas mãos ardentes. Ah! era mais fácil ser um santo que uma pessoa! Por Deus, pois não fora verdadeira a piedade que sondara no seu coração as águas mais profundas? Mas era uma piedade de leão.&lt;br /&gt;Humilhada, sabia que o cego preferiria um amor mais pobre. E, estremecendo, também sabia por quê. A vida do Jardim Botânico chamava-a como um lobisomem é chamado pelo luar. Oh! mas ela amava o cego! pensou com os olhos molhados. No entanto não era com este sentimento que se iria a uma igreja. Estou com medo, disse sozinha na sala. Levantou-se e foi para a cozinha ajudar a empregada a preparar o jantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a vida arrepiava-a, como um frio. Ouvia o sino da escola, longe e constante. O pequeno horror da poeira ligando em fios a parte inferior do fogão, onde descobriu a pequena aranha. Carregando a jarra para mudar a água - havia o horror da flor se entregando lânguida e asquerosa às suas mãos. O mesmo trabalho secreto se fazia ali na cozinha. Perto da lata de lixo, esmagou com o pé a formiga. O pequeno assassinato da formiga. O mínimo corpo tremia. As gotas d'água caíam na água parada do tanque. Os besouros de verão. O horror dos besouros inexpressivos. Ao redor havia uma vida silenciosa, lenta, insistente. Horror, horror. Andava de um lado para outro na cozinha, cortando os bifes, mexendo o creme. Em torno da cabeça, em ronda, em torno da luz, os mosquitos de uma noite cálida. Uma noite em que a piedade era tão crua como o amor ruim. Entre os dois seios escorria o suor. A fé a quebrantava, o calor do forno ardia nos seus olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois o marido veio, vieram os irmãos e suas mulheres, vieram os filhos dos irmãos.&lt;br /&gt;Jantaram com as janelas todas abertas, no nono andar. Um avião estremecia, ameaçando no calor do céu. Apesar de ter usado poucos ovos, o jantar estava bom. Também suas crianças ficaram acordadas, brincando no tapete com as outras. Era verão, seria inútil obrigá-las a dormir. Ana estava um pouco pálida e ria suavemente com os outros. Depois do jantar, enfim, a primeira brisa mais fresca entrou pelas janelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles rodeavam a mesa, a família. Cansados do dia, felizes em não discordar, tão dispostos a não ver defeitos. Riam-se de tudo, com o coração bom e humano. As crianças cresciam admiravelmente em torno deles. E como a uma borboleta, Ana prendeu o instante entre os dedos antes que ele nunca mais fosse seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, quando todos foram embora e as crianças já estavam deitadas, ela era uma mulher bruta que olhava pela janela. A cidade estava adormecida e quente. O que o cego desencadeara caberia nos seus dias? Quantos anos levaria até envelhecer de novo? Qualquer movimento seu e pisaria numa das crianças. Mas com uma maldade de amante, parecia aceitar que da flor saísse o mosquito, que as vitórias-régias boiassem no escuro do lago. O cego pendia entre os frutos do Jardim Botânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fora um estouro do fogão, o fogo já teria pegado em toda a casa! pensou correndo para a cozinha e deparando com o seu marido diante do café derramado.&lt;br /&gt;- O que foi?! gritou vibrando toda.&lt;br /&gt;Ele se assustou com o medo da mulher. E de repente riu entendendo:&lt;br /&gt;- Não foi nada, disse, sou um desajeitado. Ele parecia cansado, com olheiras.&lt;br /&gt;Mas diante do estranho rosto de Ana, espiou-a com maior atenção. Depois atraiu-a a si, em rápido afago.&lt;br /&gt;- Não quero que lhe aconteça nada, nunca! disse ela.&lt;br /&gt;- Deixe que pelo menos me aconteça o fogão dar um estouro, respondeu ele sorrindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela continuou sem força nos seus braços. Hoje de tarde alguma coisa tranqüila &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TMhJuW69qdI/AAAAAAAAAsE/-7KE51-6uh4/s1600/botox-__velha_no_espelho%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 180px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532753203000355282" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TMhJuW69qdI/AAAAAAAAAsE/-7KE51-6uh4/s200/botox-__velha_no_espelho%5B1%5D.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; se rebentara, e na casa toda havia um tom humorístico, triste. É hora de dormir, disse ele, é tarde. Num gesto que não era seu, mas que pareceu natural, segurou a mão da mulher, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;levando-a consigo sem olhar para trás, afastando-a do perigo de viver.&lt;br /&gt;Acabara-se a vertigem de bondade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, se atravessara o amor e o seu inferno, penteava-se agora diante do espelho, por um instante sem nenhum mundo no coração. Antes de se deitar, como se apagasse uma vela, soprou a pequena flama do dia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TMDXFjOyR-I/AAAAAAAAAp0/yh8sn-hiZFw/s1600/assinatura_clarice.png"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 130px; FLOAT: left; HEIGHT: 27px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530656832767543266" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TMDXFjOyR-I/AAAAAAAAAp0/yh8sn-hiZFw/s200/assinatura_clarice.png" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Por Suely Laitano Nassif&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-8003770755683888199?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/8003770755683888199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/10/amor-clarice-lispector.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/8003770755683888199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/8003770755683888199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/10/amor-clarice-lispector.html' title='Amor - Clarice Lispector'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TMhGdcB2rvI/AAAAAAAAAq8/YsYYjJ9cQ6M/s72-c/4bonde.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-3470769413484141542</id><published>2010-10-21T22:05:00.000-02:00</published><updated>2011-10-10T16:31:44.667-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ME_Clarice Lispector'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>A Fuga - Clarice Lispector</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TMDVfLV3BWI/AAAAAAAAApk/tB9pJEgNhVs/s1600/frase_clarice_lispector_01.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 195px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530655074008106338" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TMDVfLV3BWI/AAAAAAAAApk/tB9pJEgNhVs/s200/frase_clarice_lispector_01.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Começou a ficar escuro e ela teve medo. A chuva caía sem tréguas e as calçadas brilhavam úmidas à luz das lâmpadas. Passavam pessoas de guarda-chuva, impermeável, muito apressadas, os rostos cansados. Os automóveis deslizavam pelo asfalto molhado e uma ou outra buzina tocava maciamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quis sentar-se num banco do jardim, porque na verdade não sentia a chuva e não se importava com o frio. Só mesmo um pouco de medo, porque ainda não resolvera o caminho a tomar. O banco seria um ponto de repouso. Mas os transeuntes olhavam-na com estranheza e ela prosseguia na marcha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava cansada. Pensava sempre: “Mas que é que vai acontecer agora?” Se ficasse andando. Não era solução. Voltar para casa? Não. Receava que alguma força a empurrasse para o ponto de partida. Tonta como estava, fechou os olhos e imaginou um grande turbilhão saindo do “Lar Elvira”, aspirando-a violentamente e recolocando-a junto da janela, o livro na mão, recompondo a cena diária. Assustou-se. Esperou um momento em que ninguém passava para dizer com toda a força: “Você não voltará”. Apaziguou-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que decidira ir embora tudo renascia. Se não estivesse tão confusa, gostaria infinitamente do que pensara ao cabo de duas horas: “Bem, as coisas ainda existem”. Sim, simplesmente extraordinária a descoberta. Há doze anos era casada e três horas de liberdade restituíam-na quase inteira a si mesma: – primeira coisa a fazer era ver se as coisas ainda existiam. Se representasse num palco essa mesma tragédia, se apalparia, beliscaria para saber-se desperta. O que tinha menos vontade de fazer, porém, era de representar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia, porém, somente alegria e alívio dentro dela. Também um pouco de medo e doze anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravessou o passeio e encostou-se à murada, para olhar o mar. A chuva continuava. Ela tomara o ônibus na Tijuca e saltara na Glória. Já andara para além do Morro da Viúva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mar revolvia-se forte e, quando as ondas quebravam junto às pedras, a espuma salgada salpicava-a toda. Ficou um momento pensando se aquele trecho seria fundo, porque tornava-se impossível adivinhar: as águas escuras, sombrias, tanto poderiam estar a centímetros da areia quanto esconder o infinito. Resolveu tentar de novo aquela brincadeira, agora que estava livre. Bastava olhar demoradamente para dentro d’água e pensar que aquele mundo não tinha fim. Era como se estivesse se afogando e nunca encontrasse o fundo do mar com os pés. Uma angústia pesada. Mas por que a procurava então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história de não encontrar o fundo do mar era antiga, vinha desde pequena. No capítulo da força da gravidade, na escola primária, inventara um homem com uma doença engraçada. Com ele a força da gravidade não pegava... Então ele caía para fora da terra, e ficava caindo sempre, porque ela não sabia lhe dar um destino. Caía onde? Depois resolvia: continuava caindo, caindo e se acostumava, chegava a comer caindo, dormir caindo, viver caindo, até morrer. E continuaria caindo? Mas nesse momento a recordação do homem não a angustiava e, pelo contrário, trazia-lhe um sabor de liberdade há doze anos não sentido. Porque seu marido tinha uma propriedade singular: bastava sua presença para que os menores movimentos de seu pensamento ficassem tolhidos. A princípio, isso lhe trouxera certa tranquilidade, pois costumava cansar-se pensando em coisas inúteis, apesar de divertidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora a chuva parou. Só está frio e muito bom. Não voltarei para casa. Ah, sim, isso é infinitamente consolador. Ele ficará surpreso? Sim, doze anos pesam como quilos de chumbo. Os dias se derretem, fundem-se e formam um só bloco, uma grande âncora. E a pessoa está perdida. Seu olhar adquire um jeito de poço fundo. Água escura e silenciosa. Seus gestos tornam-se brancos e ela só tem um medo na vida: que alguma coisa venha transformá-la. Vive atrás de uma janela, olhando pelos vidros a estação das chuvas cobrir a do sol, depois tornar o verão e ainda as chuvas de novo. Os desejos são fantasmas que se diluem mal se acende a lâmpada do bom senso. Por que é que os maridos são o bom senso? O seu é particularmente sólido, bom e nunca erra. Das pessoas que só usam uma marca de lápis e dizem de cor o que está escrito na sola dos sapatos. Você pode perguntar-lhe sem receio qual o horário dos trens, o jornal de maior circulação e mesmo em que região do globo os macacos se reproduzem com maior rapidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TMDWvURjESI/AAAAAAAAAps/2JXiJNHQUJc/s1600/imagesCASH9LI1.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 197px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530656450795475234" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TMDWvURjESI/AAAAAAAAAps/2JXiJNHQUJc/s200/imagesCASH9LI1.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ela ri. Agora pode rir... Eu comia caindo, dormia caindo, vivia caindo. Vou procurar um lugar onde pôr os pés...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achou tão engraçado esse pensamento que se inclinou sobre o muro e pôs-se a rir. Um homem gordo parou a certa distância, olhando-a. Que é que eu faço? Talvez chegar perto e dizer: “Meu filho, está chovendo.” Não. “Meu filho, eu era uma mulher casada e sou agora uma mulher”. Pôs-se a caminhar e esqueceu o homem gordo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abre a boca e sente o ar fresco inundá-la. Por que esperou tanto tempo por essa renovação? Só hoje, depois de doze séculos. Saíra do chuveiro frio, vestira uma roupa leve, apanhara um livro. Mas hoje era diferente de todas as tardes dos dias de todos os anos. Fazia calor e ela sufocava. Abriu todas as janelas e as portas. Mas não: o ar ali estava, imóvel, sério, pesado. Nenhuma viração e o céu baixo, as nuvens escuras, densas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como foi que aquilo aconteceu? A princípio apenas o mal-estar e o calor. Depois qualquer coisa dentro dela começou a crescer. De repente, em movimentos pesados, minuciosos, puxou a roupa do corpo, estraçalhou-a, rasgou-a em longas tiras. O ar fechava-se em torno dela, apertava-a. Então um forte estrondo abalou a casa. Quase ao mesmo tempo, caíam grossos pingos d’água, mornos e espaçados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou imóvel no meio do quarto, ofegante. A chuva aumentava. Ouvia seu tamborilar no zinco do quintal e o grito da criada recolhendo a roupa. Agora era como um dilúvio. Um vento fresco circulava pela casa, alisava seu rosto quente. Ficou mais calma, então. Vestiu-se, juntou todo o dinheiro que havia em casa e foi embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora está com fome. Há doze anos não sente fome. Entrará num restaurante. O pão é fresco, a sopa é quente. Pedirá café, um café cheiroso e forte. Ah, como tudo é lindo e tem encanto. O quarto do hotel tem um ar estrangeiro, o travesseiro é macio, perfumado, a roupa limpa. E quando o escuro dominar o aposento, uma lua enorme surgirá, depois dessa chuva, uma lua fresca e serena. E ela dormirá coberta de luar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhecerá. Terá a manhã livre para comprar o necessário para a viagem, porque o navio parte às duas horas da tarde. O mar está quieto, quase sem ondas. O céu de um azul violento, gritante. O navio se afasta rapidamente... E em breve o silêncio. As águas cantam no casco, com suavidade, cadência... Em torno, as gaivotas esvoaçam, brancas espumas fugidas do mar. Sim, tudo isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ela não tem suficiente dinheiro para viajar. As passagens são tão caras. E toda aquela chuva que apanhou, deixou-lhe um frio agudo por dentro. Bem que pode ir a um hotel. Isso é verdade. Mas os hotéis do Rio não são próprios para uma senhora desacompanhada, salvo os de primeira classe. E nestes pode talvez encontrar algum conhecido do marido, o que certamente lhe prejudicará os negócios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh, tudo isso é mentira! Qual a verdade? Doze anos pesam como quilos de chumbo e os dias se fecham em torno do corpo da gente e apertam cada vez mais. Volto para casa. Não posso ter raiva de mim, porque estou cansada. E mesmo tudo está acontecendo, eu nada estou provocando. São doze anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entra em casa. É tarde e seu marido está lendo na cama. Diz-lhe que Rosinha esteve doente. Não recebeu seu recado avisando que só voltaria de noite? Não, diz ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toma um copo de leite quente porque não tem fome. Veste um pijama de flanela azul, de pintinhas brancas, muito macio mesmo. Pede ao marido que apague a luz. Ele beija-a no rosto e diz que o acorde às sete horas em ponto. Ela promete e torce o comutador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre as árvores, sobe uma luz grande e pura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica de olhos abertos durante algum tempo. Depois enxuga as lágrimas com o lençol, fecha os olhos e ajeita-se na cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do silêncio da noite, o navio se afasta cada vez mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TMDXFjOyR-I/AAAAAAAAAp0/yh8sn-hiZFw/s1600/assinatura_clarice.png"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 130px; FLOAT: left; HEIGHT: 27px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530656832767543266" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TMDXFjOyR-I/AAAAAAAAAp0/yh8sn-hiZFw/s200/assinatura_clarice.png" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Por Suely Laitano Nassif&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-3470769413484141542?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/3470769413484141542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/10/fuga-clarice-lispector.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/3470769413484141542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/3470769413484141542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/10/fuga-clarice-lispector.html' title='A Fuga - Clarice Lispector'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TMDVfLV3BWI/AAAAAAAAApk/tB9pJEgNhVs/s72-c/frase_clarice_lispector_01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-978854188718193906</id><published>2010-10-12T22:41:00.000-03:00</published><updated>2011-10-10T16:29:36.980-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ME_Marina Colasanti'/><title type='text'>Eu sei, mas não devia - MARINA COLASANTI</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-MuwiIKL-4sE/ThzAuH2s4BI/AAAAAAAABEw/ZHhFhDhLZ-c/s1600/Colassanti_lendo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="206" src="http://3.bp.blogspot.com/-MuwiIKL-4sE/ThzAuH2s4BI/AAAAAAAABEw/ZHhFhDhLZ-c/s320/Colassanti_lendo.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;(1972)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;O texto acima foi extraído do livro "Eu sei, mas não devia", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1996, pág. 09.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-978854188718193906?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/978854188718193906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/10/eu-sei-mas-nao-devia-marina-colasanti.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/978854188718193906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/978854188718193906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/10/eu-sei-mas-nao-devia-marina-colasanti.html' title='Eu sei, mas não devia - MARINA COLASANTI'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-MuwiIKL-4sE/ThzAuH2s4BI/AAAAAAAABEw/ZHhFhDhLZ-c/s72-c/Colassanti_lendo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-7123139015493136453</id><published>2010-10-07T16:18:00.000-03:00</published><updated>2011-10-10T16:29:36.981-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ME_Marina Colasanti'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vídeos'/><title type='text'>Marina Colasanti</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-u0cBzwURE1Y/Thy8GabTdyI/AAAAAAAABEo/3EBrkffleXo/s1600/Marina%2BColasanti" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="80" src="http://3.bp.blogspot.com/-u0cBzwURE1Y/Thy8GabTdyI/AAAAAAAABEo/3EBrkffleXo/s320/Marina%2BColasanti" width="79" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Marina Colasanti (Asmara (Etiópia), 1937) chegou ao Brasil em 1948, e sua família se radicou no Rio de Janeiro. Entre 1952 e 1956 estudou pintura com Catarina Baratelle; em 1958 já participava de vários salões de artes plásticas, como o III Salão de Arte Moderna. Nos anos seguintes, atuou como colaboradora de periódicos, apresentadora de televisão e roteirista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Em 1968, foi lançado seu primeiro livro, Eu Sozinha; de lá para cá, publicaria mais de 30 obras, entre literatura infantil e adulta. Seu primeiro livro de poesia, Cada Bicho seu Capricho, saiu em 1992. Em 1994 ganhou o Prêmio Jabuti de Poesia, por Rota de Colisão (1993), e o Prêmio Jabuti Infantil ou Juvenil, por Ana Z Aonde Vai Você?.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Suas crônicas estão reunidas em vários livros, dentre os quais Eu Sei, mas não Devia (1992). Nelas, a autora reflete, a partir de fatos cotidianos, sobre a situação feminina, o amor, a arte, os problemas sociais brasileiros, sempre com aguçada sensibilidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/N5XzspN-AQM" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://www.astormentas.com/PT/biografia/Marina%20Colasanti"&gt;Fonte&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-7123139015493136453?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/7123139015493136453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/10/marina-colasanti.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/7123139015493136453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/7123139015493136453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/10/marina-colasanti.html' title='Marina Colasanti'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-u0cBzwURE1Y/Thy8GabTdyI/AAAAAAAABEo/3EBrkffleXo/s72-c/Marina%2BColasanti' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-5868028220487760095</id><published>2010-09-25T20:08:00.001-03:00</published><updated>2011-10-10T16:31:44.668-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ME_Clarice Lispector'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vídeos'/><title type='text'>Trechos de Clarice Lispector</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TOwGQkxRY7I/AAAAAAAAAyE/ntgYrChaRzo/s1600/clarice2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 225px; FLOAT: left; HEIGHT: 140px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5542812123204248498" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TOwGQkxRY7I/AAAAAAAAAyE/ntgYrChaRzo/s200/clarice2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"O que eu sinto eu não ajo.&lt;br /&gt;O que ajo não penso.&lt;br /&gt;O que penso não sinto.&lt;br /&gt;Do que sei sou ignorante.&lt;br /&gt;Do que sinto não ignoro.&lt;br /&gt;Não me entendo&lt;br /&gt;e ajo como se&lt;br /&gt;me entendesse."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/FiOowF9-9z8?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x3a3a3a&amp;amp;color2=0x999999"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/FiOowF9-9z8?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x3a3a3a&amp;amp;color2=0x999999" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Suely Laitano Nassif&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-5868028220487760095?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/5868028220487760095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/09/trechos-de-clarice-lispector.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/5868028220487760095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/5868028220487760095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/09/trechos-de-clarice-lispector.html' title='Trechos de Clarice Lispector'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TOwGQkxRY7I/AAAAAAAAAyE/ntgYrChaRzo/s72-c/clarice2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-3162494196473673859</id><published>2010-09-07T02:49:00.000-03:00</published><updated>2011-10-10T16:26:19.094-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ME_Ana Lucia Sorrentino'/><title type='text'>I – O Barba Azul – Trabalhando a Negação da Realidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TID9kFUUpAI/AAAAAAAAAj8/cl3Z_ngT10w/s1600/barba-azul_porao.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5512684740246021122" src="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TID9kFUUpAI/AAAAAAAAAj8/cl3Z_ngT10w/s200/barba-azul_porao.jpg" style="float: left; height: 200px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 152px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;No &lt;/span&gt;&lt;a href="http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/07/comecando-estudar-o-barba-azul.html" style="font-family: trebuchet ms;"&gt;post anterior&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; sobre o Barba Azul, questionei se você se lembrava de alguma situação em sua vida que foi tão fortemente abafada, que você concluiu que o melhor a fazer seria fingir não ter visto, não ter ouvido e não falar nada. E comentei que isso me fazia lembrar da lenda dos três macacos sábios. Hoje quero refletir sobre isso. Você me acompanha?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Clarissa, em &lt;/span&gt;&lt;em style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Mulheres que Correm com os Lobos&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;, diz que recebemos, ao longo da vida, repetidamente, a seguinte mensagem: &lt;/span&gt;&lt;strong style="font-family: trebuchet ms;"&gt;não veja, não tenha insight, não fale, não haja.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Tenho uma experiência pessoal interessante, que ilustra muito bem o quanto, por conta disso, alguns segredos perduram por toda uma vida, e na iminência de virem à tona, ainda há os que tentam perpetuá-lo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Eu era muito criança, e minhas irmãs e primas já eram adolescentes. Um amigo da família nos convidou para o aniversário de sua filha, e embora muito pequenina, na época, tive a percepção de que a ocasião seria especial, pela excitação que pairou em minha casa durante toda a semana anterior à festa. Especulava-se que roupas as meninas usariam, quem estaria lá, que delícias haveria para comer... Mas não me lembro de ter ouvido nenhuma recomendação especial por parte de ninguém. Estaríamos entre parentes e amigos. Portanto, seguras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A festa foi ótima, mas, repentinamente, aconteceu algo que só vim a entender mais de quarenta anos depois! Num determinado momento, uma das meninas foi ao banheiro, e todas a acompanharam. Lembro-me de uma grande algazarra. Mal a porta se fechara atrás da última a entrar, e se ouviu uma enorme gritaria. A porta se abriu, e as meninas saíram correndo, apavoradas, uma querendo passar por cima da outra, para sair dali o mais rapidamente possível!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Sem entender o que acontecera, fui atrás, mas já chamavam para cantar o parabéns, e a agitação das meninas se diluiu na bagunça generalizada. Eu sabia que havia acontecido algo, mas, como era muito pequena, e ninguém comentou nada, também não perguntei. A coisa morreu ali. Não fosse um certo clima de consternação geral na semana seguinte, poderia se dizer que realmente, nada acontecera.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Alguns anos depois, adolescente, eu ainda me lembrava do episódio, e, conversando com minha irmã, toquei no assunto. Ela desconversou. Muito à meia-boca, falou algo sobre &lt;/span&gt;&lt;em style="font-family: trebuchet ms;"&gt;alguém ter hábitos estranhos&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;, e, sinceramente, continuei não entendendo nada. Muito mais tarde, já mulher feita, e inconformada, voltei a questionar e, finalmente, fiquei sabendo o que acontecera de fato.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Vou contar pra vocês, com todas as letras, como seria &lt;/span&gt;&lt;em style="font-family: trebuchet ms;"&gt;absolutamente normal&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;em style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;se a nossa sociedade tivesse interesse em descortinar a verdade&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;: quando as meninas entraram no banheiro, deram de cara com um conhecido da família com as calças abertas e o pênis ereto pra fora, exercitando um exibicionismo doentio, que lhe era característico e sobre o qual todos os nossos conhecidos adultos estavam avisados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TIEAWiy7XnI/AAAAAAAAAkE/M7b7_a2ovu8/s1600/silencio3.jpg" style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5512687806175731314" src="http://1.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TIEAWiy7XnI/AAAAAAAAAkE/M7b7_a2ovu8/s200/silencio3.jpg" style="float: left; height: 150px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 200px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Pergunto, e gostaria muito que vocês me respondessem:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- Não seria o caso de terem alertado as meninas, para que elas se cuidassem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- Não era importante que, pelo menos, conversassem com elas depois do acontecido, para saber que impacto isso lhes causara?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- O silêncio absoluto sobre o assunto significou o quê?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Pois saibam: não se falou abertamente, nem de forma alguma. O assunto foi enterrado sem maiores explicações. Quem não tivesse compreendido o porquê da atitude daquele homem, que a metabolizasse como pudesse, porque nenhum adulto se proporia a falar sobre o caso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Quando, mais de quarenta anos depois, me dei conta do quanto essa situação havia perdurado, fiquei indignada, e escrevi sobre isso. E - pasmem! Fui repreendida por alguém, que me disse que &lt;/span&gt;&lt;strong style="font-family: trebuchet ms;"&gt;não se fala sobre essas coisas!!!&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Eu escrevera &lt;/span&gt;&lt;em style="font-family: trebuchet ms;"&gt;justamente&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; para defender a idéia de que &lt;/span&gt;&lt;em style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;essas coisas têm que vir à tona.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; E recebi, já adulta, a mesma mensagem que recebera quando criança e ficara sem entender nada: &lt;/span&gt;&lt;strong style="font-family: trebuchet ms;"&gt;não veja, não tenha insight, não fale, não haja.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;E, pior: pelo tom de quem nos censura, ao trazer à tona assuntos controversos, nos sentimos como criminosos. &lt;/span&gt;&lt;strong style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Uma espécie de inversão de valores faz com que aquele que fala sobre o crime seja o criminoso, e não aquele que o comete. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Isso me reporta a algumas cenas que já vi em nosso cenário político em que alguém que instala uma escuta para provar algum crime de corrupção acaba sendo mais tragicamente punido do que o próprio corrupto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Não defendo aqui a idéia de que devamos sair por aí fofocando a respeito da vida alheia, julgando e condenando, ou atirando pedras em quem tenha problemas. Defendo uma &lt;/span&gt;&lt;strong style="font-family: trebuchet ms;"&gt;maneira realista de ver o mundo e a vida&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;, o que nos dará competência para enxergar o Barba Azul, se ele aparecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;No caso em questão, a família poderia, sim, de forma discreta, ter alertado as meninas que iriam à festa, para que soubessem se defender do perigo latente. E, uma vez que se criou a situação desagradável, essas meninas mereciam, sim, que algum adulto conversasse com elas a respeito do problema, para que não restassem, no final, dúvidas incômodas em suas vidas. Podemos saber como cada uma metabolizou o acontecido?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Quando recebo essas mensagens que tentam me imobilizar em todos os sentidos, me lembro da lenda dos três macacos sábios. Vocês conhecem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Aqui mesmo, na Internet, há inúmeras versões dela, mas quase todas convergem nisso:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;“Os três macacos sábios enfeitam a entrada de um templo do século XVIII, localizado no Japão. Os nomes dos macaquinhos são Mizaru (aquele que tapa os olhos), Kikazaru (o que tapa os ouvidos) e Iwazaru (aquele que tapa a boca). O folclore japonês ensina que se os homens não olhassem o mal alheio, não ouvissem o mal alheio e não falassem do mal alheio, teríamos comunidades pacíficas e harmoniosas.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Também já li que Gandhi andava com uma estatueta desses macaquinhos, para lembrar dessa lição de sabedoria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O fato é que, uma vez passando de boca em boca, como numa brincadeira de telefone sem fio, a essência da lenda vai se contaminando e hoje, quando pensamos na imagem desses macacos, nos vem à mente a idéia de que devemos fingir não enxergar o mal, para vivermos em paz. E isso se propaga, e as pessoas aceitam o estranho conselho!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Rola no mundo virtual um questionamento recorrente: &lt;strong&gt;afinal, os três macacos são sábios ou burros?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O que você acha? É possível combater o mal fingindo não enxergá-lo? Se você nega a realidade, a realidade muda? Se você se cala ante as injustiças, a justiça é feita?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Pense sobre isso, e exponha o que você acha, comentando aqui ou participando da nossa enquete, na guia lateral do blog.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-3162494196473673859?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/3162494196473673859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/09/i-o-barba-azul-trabalhando-negacao-da.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/3162494196473673859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/3162494196473673859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/09/i-o-barba-azul-trabalhando-negacao-da.html' title='I – O Barba Azul – Trabalhando a Negação da Realidade'/><author><name>Ana Lucia Sorrentino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08725479879638022292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-G_rx0tsBC0U/Tmblpsq3_VI/AAAAAAAAANo/2IX5yGchb1I/s220/Image13.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TID9kFUUpAI/AAAAAAAAAj8/cl3Z_ngT10w/s72-c/barba-azul_porao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-2570494158875479728</id><published>2010-09-03T22:25:00.000-03:00</published><updated>2010-11-23T16:25:41.082-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>A história do Barba-Azul - Parte 3/3</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TIBdG5WEqgI/AAAAAAAAAi0/bI7PgpWQru0/s1600/Barba_Azul_Blue_Beard_Charles_Perrault.png"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 168px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5512508316955486722" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TIBdG5WEqgI/AAAAAAAAAi0/bI7PgpWQru0/s200/Barba_Azul_Blue_Beard_Charles_Perrault.png" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Eu... eu a perdi. É, eu a perdi. Estava passeando a cavalo, o chaveiro caiu e eu devo ter perdido uma chave.&lt;br /&gt;- O que você fez com ela, mulher?&lt;br /&gt;- Não... não me lembro.&lt;br /&gt;- Não minta para mim! Diga-me o que fez com aquela chave!&lt;br /&gt;Ele tocou seu rosto como se fosse lhe fazer carinho, mas em vez disso a segurou pelos cabelos.&lt;br /&gt;- Sua traidora! - rosnou, jogando-a no chão. - Você entrou naquele quarto, não entrou?&lt;br /&gt;Ele abriu o guarda-roupa com brutalidade e a pequena chave na prateleira de cima havia sangrado, manchando de vermelho todos os belos vestidos de seda que estavam pendurados.&lt;br /&gt;- Chegou a sua vez, minha querida - berrou ele, arrastando-a pelo corredor e pelo porão adentro até pararem diante da terrível porta. O Barba-azul apenas olhou para a porta com seus olhos enfurecidos, e ela se abriu para ele. Ali jaziam os esqueletos de todas as suas esposas anteriores.&lt;br /&gt;- Vai ser agora!!! - rugiu ele, mas ela se agarrou ao batente da porta sem largar, implorando por clemência.&lt;br /&gt;- Por favor, permita que eu me acalme e me prepare para a morte. Conceda-me quinze minutos antes de me tirar a vida para que eu possa me reconciliar com Deus.&lt;br /&gt;- Está bem - rosnou ele - Você tem seus quinze minutos, mas prepare-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esposa correu escada acima até seus aposentos e determinou que suas irmãs fossem para as muralhas do castelo. Ajoelhou-se para rezar, mas, em vez de rezar, gritou para as irmãs.&lt;br /&gt;- Irmãs, irmãs, vocês estão vendo a chegada dos nossos irmãos?&lt;br /&gt;- Não vemos nada, nada na planície nua.&lt;br /&gt;A cada instante ela gritava para as muralhas.&lt;br /&gt;- Irmãs, irmãs, estão vendo nossos irmãos chegando?&lt;br /&gt;- Vemos um redemoinho, talvez um redemoinho de areia bem longe.&lt;br /&gt;Enquanto isso, o Barba-azul esbravejava para que sua esposa descesse até o porão para ser decapitada.&lt;br /&gt;- Irmãs, irmãs! Estão vendo nossos irmãos chegando? - gritou ela mais uma vez.&lt;br /&gt;O Barba-azul berrou novamente pela esposa e veio subindo a escada de pedra com passos pesados.&lt;br /&gt;- Estamos, estamos vendo nossos irmãos - exclamaram as irmãs. - Eles estão aqui e acabaram de entrar no castelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Barba-azul vinha pelo corredor na direção dos aposentos da esposa.&lt;br /&gt;- Vim apanhá-la - gritou ele. Suas passadas eram pesadas; as pedras no piso se soltavam; a areia da argamassa caía esfarinhada no chão.&lt;br /&gt;No instante em que ele entrou nos aposentos com as mãos esticadas para agarrá-la, seus irmãos chegaram galopando pelo corredor do castelo ainda montados, entrando assim no quarto. Ali eles encurralaram o Barba-azul fazendo com que caísse até a balaustrada. E ali mesmo, com suas espadas, avançaram contra ele, golpeando e cortando, fustigando e retalhando, até derrubá-lo ao chão e matando-o afinal, deixando para os abutres o que sobrou dele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Por Suely Laitano Nassif&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-2570494158875479728?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/2570494158875479728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/09/historia-do-barba-azul-parte-33.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/2570494158875479728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/2570494158875479728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/09/historia-do-barba-azul-parte-33.html' title='A história do Barba-Azul - Parte 3/3'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TIBdG5WEqgI/AAAAAAAAAi0/bI7PgpWQru0/s72-c/Barba_Azul_Blue_Beard_Charles_Perrault.png' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-4413003176500698707</id><published>2010-09-02T22:34:00.000-03:00</published><updated>2010-11-23T16:27:24.813-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>A história do Barba-Azul - Parte 2/3</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TIBbxZhH6cI/AAAAAAAAAik/BGHMik1mlzI/s1600/barba-azul2.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 160px; FLOAT: left; HEIGHT: 215px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5512506848123021762" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TIBbxZhH6cI/AAAAAAAAAik/BGHMik1mlzI/s200/barba-azul2.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Suas irmãs vieram visitá-la e elas sentiam, como todo mundo, muita curiosidade a respeito das instruções do dono da casa quanto ao que deveria ser feito enquanto ele estivesse fora. A jovem esposa falou alegremente: - Ele disse que podemos fazer o que quisermos e entrar em qualquer aposento que desejarmos, com exceção de um. Só que eu não sei qual é o aposento. Só tenho uma chave e não sei que porta ela abre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As irmãs resolveram fazer um jogo para ver que chave servia em que porta. O castelo tinha três andares, com cem portas em cada ala, e como havia muitas chaves no chaveiro, elas iam de porta em porta, divertindo-se imensamente ao abrir cada uma delas. Atrás de uma porta, havia uma despensa para mantimentos, atrás de outra, um depósito de dinheiro. Todos os tipos de bens estavam atrás das portas, e tudo parecia maravilhoso o tempo todo. Afinal, depois de verem todas aquelas maravilhas, elas acabaram chegando ao porão e, ao final do corredor, a uma parede fechada. Ficaram intrigadas com a última chave, a que tinha o pequeno arabesco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Talvez essa chave não sirva para abrir nada - Enquanto diziam isso, ouviram um ruído estranho - errrrrrr.&lt;br /&gt;Deram uma espiada na esquina do corredor e - que surpresa! - havia uma pequena porta que acabava de se fechar. Quando tentaram abri-la, ela estava trancada.&lt;br /&gt;- Irmã, irmã, traga sua chave - gritou uma delas - Sem dúvida é essa a porta para aquela chavinha misteriosa.&lt;br /&gt;Sem pestanejar, uma das irmãs pôs a chave na fechadura e a girou. O trinco rangeu, a porta abriu-se, mas lá dentro estava tão escuro que nada se via.&lt;br /&gt;- Irmã, irmã, traga uma vela. - Uma vela foi acesa e mantida no alto um pouco mais para dentro do aposento, e as três mulheres gritaram ao mesmo tempo, porque no quarto havia uma enorme poça de sangue; ossos humanos enegrecidos estavam jogados por toda parte e crânios estavam empilhados nos cantos como pirâmides de maçãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas fecharam a porta com violência, arrancaram a chave da fechadura e se apoiaram umas nas outras arquejantes, com o peito arfando. Meu Deus! Meu Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TIBb9atwwlI/AAAAAAAAAis/J7-r9sdv-Ic/s1600/barba-azul3.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 156px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5512507054602895954" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TIBb9atwwlI/AAAAAAAAAis/J7-r9sdv-Ic/s200/barba-azul3.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A esposa olhou para a chave e viu que ela estava manchada de sangue. Horrorizada, usou a saia para limpá-la, mas o sangue prevaleceu.&lt;br /&gt;- Oh, não! - exclamou. Cada uma das irmãs apanhou a chave minúscula nas mãos e tentou fazer com que voltasse ao que era antes, mas o sangue não saía.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esposa escondeu a chavinha no bolso e correu para a cozinha. Quando lá chegou, seu vestido branco estava manchado de vermelho do bolso até a bainha, pois a chave vertia lentamente lágrimas de sangue vermelho-escuro.&lt;br /&gt;- Rápido, rápido, dê-me um esfregão de crina - ordenou ela à cozinheira. Esfregou a chave com vigor, mas nada conseguia deter seu sangramento. Da chave minúscula transpirava uma gota após a outra se sangue vermelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela levou a chave para fora, tirou cinzas do fogão a lenha, cobriu a chave de cinzas e esfregou mais. Colocou-a no calor do fogo para cauterizá-la. Pôs teia de aranha nela para estancar o fluxo, mas nada conseguia deter as lágrimas de sangue.&lt;br /&gt;- Ai, o que vou fazer? - lamentou-se ela. - Já sei, vou guardar a chave. Vou colocá-la no guarda-roupa e fechar a porta. Isso é um pesadelo. Tudo vai dar certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi o que fez.&lt;br /&gt;O marido chegou de volta exatamente na manhã do dia seguinte e entrou no castelo já procurando pela esposa.&lt;br /&gt;- E então, como foram as coisas enquanto eu estive fora?&lt;br /&gt;- Tudo bem, senhor.&lt;br /&gt;- Como estão minhas dispensas? - trovejou o marido.&lt;br /&gt;- Muito bem, senhor.&lt;br /&gt;- E como estão meus depósitos de dinheiro? - rosnou ele.&lt;br /&gt;- Os depósitos de dinheiro também estão bem, senhor.&lt;br /&gt;- Então, tudo está certo, esposa?&lt;br /&gt;- É, tudo está certo.&lt;br /&gt;- Bem - sussurrou ele - então é melhor devolver minhas chaves.&lt;br /&gt;Com um relancear de olhos, ele percebeu a falta de uma chave.&lt;br /&gt;- Onde está a menorzinha?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;continua...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Por Suely Laitano Nassif&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-4413003176500698707?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/4413003176500698707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/09/historia-do-barba-azul-parte-23.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/4413003176500698707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/4413003176500698707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/09/historia-do-barba-azul-parte-23.html' title='A história do Barba-Azul - Parte 2/3'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TIBbxZhH6cI/AAAAAAAAAik/BGHMik1mlzI/s72-c/barba-azul2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-3443704610376825472</id><published>2010-09-01T22:40:00.000-03:00</published><updated>2010-11-23T16:26:07.107-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>A história do Barba-Azul - Parte 1/3</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TIBUlGd0YMI/AAAAAAAAAiM/DESC2QxSdt8/s1600/474px-barbebleue.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 158px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5512498940269060290" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TIBUlGd0YMI/AAAAAAAAAiM/DESC2QxSdt8/s200/474px-barbebleue.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Existe uma mecha de barba que fica guardada no convento das freiras brancas nas montanhas distantes. Como chegou até o convento, ninguém sabe. Uns dizem que foram as freiras que enterraram o que sobrou do seu corpo já que ninguém mais se dispunha a nele tocar. Desconhece-se o motivo pelo qual as freiras iriam guardar uma relíquia dessa natureza, mas é verdade. Uma amiga de uma amiga minha viu com seus próprios olhos. Ela diz que a barba é azul, da cor índigo para ser exata. É tão azul quanto o gelo escuro no lago, tão azul quanto a sombra de um buraco à noite. Essa barba pertenceu um dia a alguém de quem se dizia ser um mágico fracassado, um homem gigantesco com uma queda pelas mulheres, um homem conhecido pelo nome de Barba-azul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizia-se que ele cortejava três irmãs ao mesmo tempo. As moças tinham, porém, pavor de sua barba com aquele estranho reflexo azul e, por isso, se escondiam quando ele chamava. Num esforço para convencê-las da sua cordialidade, ele as convidou para um passeio na floresta. Chegou conduzindo cavalos enfeitados com sinos e fitas cor-de-carmim. Acomodou as irmãs e a mãe nos cavalos, e partiram a meio-galope floresta adentro. Lá passaram um dia maravilhoso cavalgando, e seus cães corriam a seu lado e à sua frente. Mais tarde, pararam debaixo de uma árvore gigantesca, e o Barba-azul as regalou com histórias e lhes serviu guloseimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bem, talvez esse Barba-azul não seja um homem tão mau assim", começaram a pensar as irmãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltaram para casa tagarelando sobre como o dia havia sido interessante e como haviam se divertido. Mesmo assim, as suspeitas e temores das duas irmãs mais velhas voltaram, e elas juraram quem não veriam o Barba-azul de novo. A irmã mais nova, no entanto, achou que, se um homem podia ser tão encantador, talvez ele não fosse tão mau. Quanto mais ela falava consigo mesma, menos assustador ele lhe parecia, e sua barba também parecia menos azul.&lt;br /&gt;Portanto, quando o Barba-azul pediu sua mão em casamento, ela aceitou. Ela havia refletido muito sobre a sua proposta e concluído que ia se casar com um homem muito distinto. Foi assim que se casaram e, em seguida, partiram para seu castelo no bosque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou precisar viajar por algum tempo - disse ele um dia à mulher.&lt;br /&gt;- Convide sua família para vir aqui se quiser. Você pode cavalgar nos bosques, mandar os cozinheiros prepararem um banquete, pode fazer o que quiser, qualquer desejo que seu coração tenha. Para você ver, tome minhas chaves. Pode abrir toda e qualquer porta das despensas, dos cofres, qualquer porta do castelo; mas essa chavinha, a que tem nos altos uns arabescos, você não deve usar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está bem, vou fazer o que você pediu. Parece que está tudo certo. Portanto pode ir, meu querido, não se preocupe e volte logo.&lt;br /&gt;- E assim ele partiu, e ela ficou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;continua...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Por Suely Laitano Nassif&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-3443704610376825472?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/3443704610376825472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/09/historia-do-barba-azul-parte-1.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/3443704610376825472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/3443704610376825472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/09/historia-do-barba-azul-parte-1.html' title='A história do Barba-Azul - Parte 1/3'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TIBUlGd0YMI/AAAAAAAAAiM/DESC2QxSdt8/s72-c/474px-barbebleue.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-5793253502748869871</id><published>2010-08-31T23:48:00.001-03:00</published><updated>2010-11-23T18:43:48.441-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clínica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vídeos'/><title type='text'>Transtornos Alimentares: Anorexia e Bulimia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TOwH5IGoIwI/AAAAAAAAAyM/bn_E6aH3pmc/s1600/anorexia-nervosa-e-bulimia.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 168px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5542813919395455746" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TOwH5IGoIwI/AAAAAAAAAyM/bn_E6aH3pmc/s200/anorexia-nervosa-e-bulimia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Transtorno alimentar:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A pessoa priva-se de se alimentar, levando-a a um emagrecimento a níveis abaixo do peso mínimo normal. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Essas pessoas, na maioria mulheres, têm plena convicção de que são gordas e a idéia de virem a ganhar gramas, as apavora e gera angústia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1y2C1W0l3_w?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x3a3a3a&amp;amp;color2=0x999999"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/1y2C1W0l3_w?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x3a3a3a&amp;amp;color2=0x999999" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Suely Laitano Nassif&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-5793253502748869871?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/5793253502748869871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/08/transtornos-alimentares-anorexia-e.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/5793253502748869871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/5793253502748869871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/08/transtornos-alimentares-anorexia-e.html' title='Transtornos Alimentares: Anorexia e Bulimia'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TOwH5IGoIwI/AAAAAAAAAyM/bn_E6aH3pmc/s72-c/anorexia-nervosa-e-bulimia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-8740939172876073214</id><published>2010-08-18T18:12:00.000-03:00</published><updated>2011-10-10T16:26:19.095-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ME_Ana Lucia Sorrentino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relacionamento'/><title type='text'>Falando de Amor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Semana passada a Suely postou um texto do Jabor – &lt;i&gt;&lt;b&gt;Eu te amo não diz tudo&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;E me fez começar a pensar sobre o amor...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Em seguida, adoçou nossas vidas com um vídeo maravilhoso, um trecho do desenho da Disney, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Up - Married Life - Carl&amp;nbsp;&amp;amp; Ellie&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, com a música &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Book of Love&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, do Peter Gabriel. Literalmente, me derreti... &lt;br /&gt;E, inevitavelmente, comecei a juntar tudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5506559141349101490" src="http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TGs6XTLLD7I/AAAAAAAAAd8/drtIWFG-YOw/s200/manual+do+amor.bmp" style="cursor: hand; display: block; height: 134px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 200px;" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O texto do Jabor é praticamente um &lt;i&gt;manual de instruções&lt;/i&gt; sobre como amar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Nele, ele descreve todos os comportamentos que seriam pra lá de naturais em alguém tomado de amor: O interesse real pelo outro e por sua felicidade, o preocupar-se, ouvir, sacudir quando necessário... Ter atenção, carinho, cuidado, ser solidário e delicado... perdoar, aceitar o outro como de fato é...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O que mais poderia se esperar de quem ama, não? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TGs8Ra9MqbI/AAAAAAAAAeU/AqPOXSfxZPs/s1600/up-married-life.jpg"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5506561239382010290" src="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TGs8Ra9MqbI/AAAAAAAAAeU/AqPOXSfxZPs/s200/up-married-life.jpg" style="cursor: hand; float: left; height: 112px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 200px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;E, de repente, aquele pequeno trechinho de&lt;b&gt; Up&lt;/b&gt; ilustrava à perfeição tudo o que Jabor havia dito. A figura do velhinho, lembrando, com saudades, de um amor de toda uma vida, as cenas de companheirismo, a idade chegando, dificuldades compartilhadas e superadas... e um carinho, um enorme carinho... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;E eu comecei a me peguntar o que é que anda acontecendo, que esse tipo de relação amorosa está se tornando raridade...&lt;br /&gt;Vejo pessoas se queixando de solidão e desejando amar por todos os cantos.&lt;br /&gt;Mas também... vejo pessoas com medo. Há um medo de amar no ar, um medo de se entregar, um medo de confiar, um medo, talvez, de sofrer... como se &lt;i&gt;não amar&lt;/i&gt; também não fosse sofrer... O que acontece?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Tanto o texto do Jabor quanto Up me reportaram a um amor muito mais compassivo do que ao amor romântico, que é cultural e que vem com um pacote de comportamentos obrigatórios preestabelecidos, que acaba, quase sempre, nos levando ao sofrimento. Nada contra um pouco de romantismo, mas o romantismo deveria vir do coração, e não cumprir um script com marcações rígidas, porque estas não aceitam tropeços, e tropeçar é da natureza humana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Entramos nos relacionamentos esperando reciprocidade total e imaginando, inocentemente, que o &lt;i&gt;outro&lt;/i&gt; adivinhará tudo o que precisamos para nos sentirmos felizes. E, a partir daí, passamos a cobrar &lt;i&gt;dele&lt;/i&gt; a manutenção da &lt;i&gt;nossa&lt;/i&gt; felicidade.&lt;br /&gt;Inevitavelmente decepcionados, porque nossa felicidade é responsabilidade única e exclusivamente nossa, julgamos que nosso caso de amor não deu certo... E começamos, então, a desenvolver uma série de teorias e mecanismos de autoproteção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;É assim que vejo pessoas se boicotando, e ao amor, o tempo todo.&lt;br /&gt;Conhecemos alguém cuja energia combina incrivelmente com a nossa e cuja presença parece só nos fazer bem, e ficamos com o pé atrás... &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Como na música do &lt;i&gt;&lt;b&gt;Los Hermanos&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;: &lt;i&gt;eu encontrei, e quis duvidar... tanto clichê, deve não ser... &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Segue-se uma análise impiedosa sobre toda a situação &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;sócioeconômicaculturalcomportamentalvisual daquele que parece nos agradar tanto. E pronto: aborta-se um amor. Porque, é claro, ninguém é perfeito. E só conseguimos aceitar numa boa a imperfeição do outro quando estamos abertos para amar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;E assim, fechados, estabelecemos uma série de condições para que possamos nos atrever à entrega. Pra que eu ame, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;é preciso que o outro não dependa de mim... &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;é preciso que ele não coloque em risco a minha tranquilidade... &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;é preciso que ele não me tire da minha zona de conforto... &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;é preciso que eu tenha certeza de que ele me amará também, na mesma medida e do mesmo jeito... &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;é preciso que se estabeleça um contrato, com uma regulamentação sobre o que podemos, e o que não podemos... e não há de haver imprevistos... rsrs... &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Complicado, né?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Em &lt;i&gt;&lt;b&gt;A Arte da Felicidade&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; o Dalai Lama diz:&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Quando você mantém um sentimento de compaixão, bondade e amor, algo abre automaticamente sua porta interna. Com isso você pode se comunicar mais facilmente com as outras pessoas. E esse sentimento de calor cria uma espécie de abertura. Você descobre que todos os seres humanos são exatamente iguais e você se torna capaz de se relacionar mais facilmente com eles. Isso lhe confere um espírito de amizade. Então há menos necessidade de esconder as coisas e, consequentemente, sentimentos de medo, dúvida e insegurança, se dispersam automaticamente. &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Se o &lt;i&gt;outro&lt;/i&gt; parece representar uma ameaça, creio que seja porque &lt;i&gt;nós&lt;/i&gt; não o estamos olhando com esse sentimento de compaixão, bondade e amor. E isso é o que nos dá medo.&lt;br /&gt;Imaginar que viver um grande amor será sempre um mar de rosas é inocência.&lt;br /&gt;E imaginar que não viver amor nenhum vai nos salvar de algo também é inocência.&lt;br /&gt;E é por tudo isso que a letra da música do Peter Gabriel, &lt;i&gt;Book of Love&lt;/i&gt;, fecha esse raciocínio com chave de ouro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;O livro do amor é longo e chato&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Ninguém consegue levantar o maldito&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;É cheio de gráficos e fatos e figuras&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;E instruções de dança&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Mas eu&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Eu amo quando você o lê para mim...&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí? Vamos nos propor a dançar?&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-8740939172876073214?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/8740939172876073214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/08/falando-de-amor.html#comment-form' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/8740939172876073214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/8740939172876073214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/08/falando-de-amor.html' title='Falando de Amor'/><author><name>Ana Lucia Sorrentino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08725479879638022292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-G_rx0tsBC0U/Tmblpsq3_VI/AAAAAAAAANo/2IX5yGchb1I/s220/Image13.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TGs6XTLLD7I/AAAAAAAAAd8/drtIWFG-YOw/s72-c/manual+do+amor.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-6045459023122718071</id><published>2010-08-11T21:56:00.000-03:00</published><updated>2010-11-23T18:13:00.403-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>SEDNA, a mulher do pássaro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TD40gPQOgUI/AAAAAAAAAUo/piLT00D76fA/s1600/mulher_passaro.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 175px" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493886323893633346" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TD40gPQOgUI/AAAAAAAAAUo/piLT00D76fA/s200/mulher_passaro.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sedna, filha de um grande caçador, era uma jovem formosa e já em idade de casar. Diversos moços de sua aldeia já se haviam apresentado como pretendentes, mas ela recusara todos. O pai manifestava preocupação, pois estava ficando idoso e não poderia manter Sedna indefinidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia apareceu na aldeia um visitante bem apessoado, de aparência sedutora e vestido com belas peles. Prometeu a Sedna que, se ela o aceitasse em casamento, teria sempre uma tenda limpa e confortável, peles macias para dormir e a melhor carne que o Ártico pudesse dar. Disse ainda que garantiria o sustento de seu pai. Encantada, Sedna aceitou a proposta e foi levada por seu novo marido para uma ilha distante. Lá, descobriu a dura verdade: o homem que parecia tão bonito e simpático despiu-se das peles e mostrou ser um fulmar (ave de rapina do Ártico) disfarçado. O marido-pássaro era cruel e de péssimo caráter, mantendo Sedna praticamente prisioneira. Dava-lhe para comer apenas restos de peixe cru e, como casa, uma tenda terrivelmente suja e cheia de furos por onde entrava o vento gelado. Sedna chorava todos os dias, e o vento levava seus lamentos para muito longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, ao ouvir os gemidos de Sedna que chegavam com a ventania, seu pai, resolveu visitá-la. Ele desconfiou que algo não andava bem e então, saiu com seu caiaque, em busca da filha. Chegando lá, encontrou-a infeliz e maltratada. Como o marido-pássaro estava longe, o pai aproveitou para fugir com Sedna, rumando rapidamente para a aldeia nativa. Durante a longa viagem, pai e filha ouviram gritos e ruflar de asas. Era o marido-pássaro que, tendo descoberto a fuga, vinha furioso, seguido por outras aves de rapina, para buscar a esposa de volta. O marido-pássaro atacou o caiaque com violência e, tocando o mar com a ponta da asa, ordenou que ondas gigantescas se levantassem, tal como nas piores tempestades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em pânico, o pai de Sedna percebeu que a única forma de salvar a pele seria livrando-se da filha. Então, para surpresa de Sedna, o velho caçador empurrou-a no mar, para que o marido a pegasse. Mas Sedna não tinha nenhuma intenção de morrer, nem de voltar para o terrível marido: com toda a força, agarrou-se com as mãos à lateral do caiaque, num esforço para voltar a bordo... O pai, cada vez mais desesperado, sacou seu facão de caça e começou a cortar os dedos de Sedna, a fim de obrigá-la a soltar o barco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dedos decepados da jovem foram caindo ao mar, um a um, e transformando-se nas espécies que até hoje habitam as águas do Ártico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sedna, lentamente, afundou nas águas, mas não morreu. Desde então, vive nos abismos do oceano profundo, onde se transformou na Deusa dos Mares.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Por Suely Laitano Nassif&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-6045459023122718071?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/6045459023122718071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/08/mulher-do-passaro.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/6045459023122718071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/6045459023122718071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/08/mulher-do-passaro.html' title='SEDNA, a mulher do pássaro'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TD40gPQOgUI/AAAAAAAAAUo/piLT00D76fA/s72-c/mulher_passaro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-3434317971333174946</id><published>2010-08-07T17:08:00.000-03:00</published><updated>2010-11-23T18:08:44.942-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relacionamento'/><title type='text'>Eu te amo não diz tudo...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TF3pdROzFRI/AAAAAAAAAbE/ENhBXxaPBO4/s1600/CORAO_~1.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502811008767563026" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TF3pdROzFRI/AAAAAAAAAbE/ENhBXxaPBO4/s200/CORAO_~1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"O cara diz que te AMA... então tá!&lt;br /&gt;Ele te AMA. Assunto encerrado.&lt;br /&gt;Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Mas saber-se amado é uma coisa,&lt;br /&gt;Sentir-se amado é outra, uma diferença de quilômetros.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras.&lt;br /&gt;Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida,&lt;br /&gt;Que zela pela sua felicidade,&lt;br /&gt;Que se preocupa quando as coisas não estão dando certo,&lt;br /&gt;Que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas&lt;br /&gt;E que dá uma sacudida em você quando for preciso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas&lt;br /&gt;Que você contou dois anos atrás,&lt;br /&gt;E vê-lo(a) tentar reconciliar você com seu pai,&lt;br /&gt;É ver como ele(a) FICA triste quando você está triste,&lt;br /&gt;E como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água.&lt;br /&gt;Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora DA discussão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.&lt;br /&gt;Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada,&lt;br /&gt;Aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é.&lt;br /&gt;Sem inventar um personagem para a relação,&lt;br /&gt;Pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sente-se amado quem não ofega, mas suspira;&lt;br /&gt;Quem não levanta a voz, mas fala;&lt;br /&gt;Quem não concorda, mas escuta.&lt;br /&gt;Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo!"&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arnaldo Jabor&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-3434317971333174946?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/3434317971333174946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/08/eu-te-amo-nao-diz-tudo.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/3434317971333174946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/3434317971333174946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/08/eu-te-amo-nao-diz-tudo.html' title='Eu te amo não diz tudo...'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TF3pdROzFRI/AAAAAAAAAbE/ENhBXxaPBO4/s72-c/CORAO_~1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-8801100187806503321</id><published>2010-08-02T18:19:00.000-03:00</published><updated>2011-08-03T11:22:05.692-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vídeos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relacionamento'/><title type='text'>Up - Livro do Amor</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-jZ-xHlurzdQ/TjlYm8o4kZI/AAAAAAAABGk/lnRobnVSQzY/s1600/up-altas%2Baventuras.bmp" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-jZ-xHlurzdQ/TjlYm8o4kZI/AAAAAAAABGk/lnRobnVSQzY/s200/up-altas%2Baventuras.bmp" width="136" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Título:&lt;/b&gt; Up - Altas Aventuras&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Lançamento:&lt;/b&gt; 2009 (EUA)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Direção:&lt;/b&gt; Pete Docter &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Sinopse:&lt;/b&gt; Carl Fredricksen (Edward Asner) é um vendedor de balões que, aos 78 anos, está prestes a perder a casa em que sempre viveu com sua esposa, a falecida Ellie. O terreno onde a casa fica localizada interessa a um empresário, que deseja construir no local um edifício. Após um incidente em que acerta um homem com sua bengala, Carl é considerado uma ameaça pública e forçado a ser internado em um asilo. Para evitar que isto aconteça, ele enche milhares de balões em sua casa, fazendo com que ela levante vôo. O objetivo de Carl é viajar para uma floresta na América do Sul, um local onde ele e Ellie sempre desejaram morar. Só que, após o início da aventura, ele descobre que seu pior pesadelo embarcou junto: Russell (Jordan Nagai), um menino de 8 anos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Trecho do Filme:&lt;/b&gt; Up - Married Life - Carl &amp;amp; Ellie&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Música:&lt;/b&gt; Book of Love&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Cantor:&lt;/b&gt; Peter Gabriel&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="340" width="560"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/rMfujIfaVxQ&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1?color1=0x3a3a3a&amp;amp;color2=0x999999"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/rMfujIfaVxQ&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1?color1=0x3a3a3a&amp;amp;color2=0x999999" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-8801100187806503321?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/8801100187806503321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/08/up-livro-do-amor.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/8801100187806503321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/8801100187806503321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/08/up-livro-do-amor.html' title='Up - Livro do Amor'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-jZ-xHlurzdQ/TjlYm8o4kZI/AAAAAAAABGk/lnRobnVSQzY/s72-c/up-altas%2Baventuras.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-3515713261291445592</id><published>2010-08-01T14:19:00.000-03:00</published><updated>2011-10-10T16:26:19.095-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ME_Ana Lucia Sorrentino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comentários'/><title type='text'>Comentando... 3ª Parte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TFRgoRVfy-I/AAAAAAAAAYs/zA4ithYgZe4/s1600/!.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 152px; FLOAT: left; HEIGHT: 129px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5500127289890819042" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TFRgoRVfy-I/AAAAAAAAAYs/zA4ithYgZe4/s200/!.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Esta semana estivemos às voltas com três posts:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- &lt;a href="http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/07/tentacao-de-clarice-lispector.html"&gt;&lt;em&gt;Tentação&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, de Clarice Lispector;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- &lt;a href="http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/07/amor-casual.html"&gt;&lt;em&gt;Amor casual&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, um conto de minha autoria;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- &lt;a href="http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/07/mulher-que-se-apaixonou-por-um-cachorro.html"&gt;&lt;em&gt;Sedna, a mulher que se apaixonou por um cachorro&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, uma lenda esquimó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E aí me aparece &lt;strong&gt;Sedna&lt;/strong&gt;, a linda mulher que viveu isso. Uma mulher livre a ponto de decidir a quem amar respeitando apenas sua própria vontade. Apaixona-se e se casa com um cachorro.&lt;br /&gt;Creio que, aqui, cachorro no seu melhor sentido, aquele que oferece um amor puro e incondicional. Fiel. Companheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sedna respondeu aos apelos da própria alma, rejeitou os homens, e se casou com um cão. E quero ver alguém me dizer que ela não tinha direito de fazer isso...&lt;br /&gt;O amor era dela, o sentimento era dela, a vida era dela... que coooisa!!!!!&lt;br /&gt;Mas... os homens de seu povoado não pensaram assim. Numa TOTAL falta de respeito à natureza, acharam que Sedna não tinha direito de lhes rejeitar por um cão. E cometeram todo tipo de crueldade contra essa mulher.&lt;br /&gt;Alguém conhece alguma história assim? Isso não é lenda. Hoje, terceiro milênio, 2010, PROLIFERAM histórias assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, muita gente ainda crê que pode mandar nos sentimentos alheios. Que pode EXIGIR amor. Que pode comprá-lo, mesmo que o outro não queira vender!!! Que pode castigar quem se negar a “fornecer”...&lt;br /&gt;Nooossa... como fico triste quando penso nisso...&lt;br /&gt;Sedna foi vítima das mais brutais violências, e, ainda assim, tudo o que fizeram contra ela, ela transformou em amor. Seus dedos se transformaram em alimento, que garantiria a sobrevivência daqueles mesmos que o cortaram.&lt;br /&gt;E, embora ela tivesse poder para castigar a todos pelo constante desrespeito à natureza, um simples gesto de carinho, de um homem que resolveu desembaraçar seus cabelos emaranhados e enlameados, a faz sentir-se agradecida e desistir de sua vingança...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanta similaridade com o que vejo todos os dias por aí!&lt;br /&gt;Como são as mulheres? Sofrem barbaridades, e um mínimo sinal de carinho, às vezes forjado, as faz esquecer de tudo e perdoar. Para, em seguida, sofrer novamente.&lt;br /&gt;A lenda de Sedna é linda. Sedna é divina. Mulher é isso mesmo: amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, quero estragar um pouco o clima, e perguntar: até que ponto devemos perdoar tudo? Até que ponto é saudável sermos tão amorosas e crédulas e nos deixarmos envolver por pequenos gestos de carinho, esquecendo de grandes gestos de desrespeito?&lt;br /&gt;O quanto é saudável, até mesmo para os homens, esse perdão fácil, que os desobriga de crescer?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-3515713261291445592?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/3515713261291445592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/08/comentando-3-parte.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/3515713261291445592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/3515713261291445592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/08/comentando-3-parte.html' title='Comentando... 3ª Parte'/><author><name>Ana Lucia Sorrentino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08725479879638022292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-G_rx0tsBC0U/Tmblpsq3_VI/AAAAAAAAANo/2IX5yGchb1I/s220/Image13.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TFRgoRVfy-I/AAAAAAAAAYs/zA4ithYgZe4/s72-c/!.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-4348487577911315865</id><published>2010-07-31T14:19:00.000-03:00</published><updated>2011-10-10T16:26:19.096-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ME_Ana Lucia Sorrentino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comentários'/><title type='text'>Comentando... 2ª Parte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TFRa6SSia4I/AAAAAAAAAYk/dzHBqxNTv1c/s1600/glossy-silver-comment-bubble-icon.png"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 165px; FLOAT: left; HEIGHT: 133px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5500121002314722178" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TFRa6SSia4I/AAAAAAAAAYk/dzHBqxNTv1c/s200/glossy-silver-comment-bubble-icon.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Esta semana estivemos às voltas com três posts:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- &lt;a href="http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/07/tentacao-de-clarice-lispector.html"&gt;&lt;em&gt;Tentação&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, de Clarice Lispector;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- &lt;a href="http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/07/amor-casual.html"&gt;&lt;em&gt;Amor casual&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, um conto de minha autoria;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- &lt;a href="http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/07/mulher-que-se-apaixonou-por-um-cachorro.html"&gt;&lt;em&gt;Sedna, a mulher que se apaixonou por um cachorro&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, uma lenda esquimó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pulo de “&lt;strong&gt;Tentação&lt;/strong&gt;” para “&lt;strong&gt;Amor Casual&lt;/strong&gt;” e continuo a pensar em como aprendermos a usar esse amor, que nos é inato, de forma positiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo a menina ruiva, daquele post, numa hipótese mais feliz, crescendo e percebendo que é cisne. Encontrando sua própria turma, orgulhosa de si mesma, assumindo idéias próprias. E se permitindo a aventura de agir fora de padrões pré-estabelecidos.&lt;br /&gt;A menina ruiva esqueceu o basset que virou a esquina, entendeu que sua alma, às vezes, pede coisas que não estão em nenhum manual de boas maneiras, e não teme experimentar. Se aventura a assediar, a conquistar, talvez até a predar... Afinal, se pergunta: se homens são capazes de fazer isso com tanta naturalidade, por que não tentar? Vai que é bom... ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá vai a personagem de Amor Casual, cheia de vontade de viver algo exclusivamente sexual, lúdico, descomprometido. E descobre, ao final, que não é e nunca vai ser um basset ruivo, que dobra a esquina sem olhar pra trás. Que sua alma pede a aventura, e pode até tê-la, mas vai ser sempre uma alma de mulher, uma alma amorosa.&lt;br /&gt;Mas... que bacana já saber administrar isso com menos medo, mais liberdade...&lt;br /&gt;Porque, embora sejamos amor, é preciso que tenhamos consciência de que amor, em essência, É liberdade. E, de onde tiramos que esse amor tem que ser administrado por regras que não fomos nós que criamos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quem tem que ditar quem amamos, como amamos, porque amamos, é nossa alma, nosso coração.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando vivemos nosso amor de forma mais livre e desinteressada, sem nos importarmos com aqueles que querem regrar algo divino, sem usá-lo como instrumento de barganha para conseguir o que queremos, e sem exigir reciprocidade obrigatória, começamos a entender o que, de fato, é o amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;continua...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-4348487577911315865?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/4348487577911315865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/07/comentando-2-parte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/4348487577911315865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/4348487577911315865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/07/comentando-2-parte.html' title='Comentando... 2ª Parte'/><author><name>Ana Lucia Sorrentino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08725479879638022292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-G_rx0tsBC0U/Tmblpsq3_VI/AAAAAAAAANo/2IX5yGchb1I/s220/Image13.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TFRa6SSia4I/AAAAAAAAAYk/dzHBqxNTv1c/s72-c/glossy-silver-comment-bubble-icon.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-6624524748182500419</id><published>2010-07-29T21:02:00.000-03:00</published><updated>2011-10-10T16:26:19.097-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ME_Ana Lucia Sorrentino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comentários'/><title type='text'>Comentando... 1ª Parte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TFBLkKbek6I/AAAAAAAAAYc/xLs04zPUY7Y/s1600/Comentando.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5498978229666354082" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TFBLkKbek6I/AAAAAAAAAYc/xLs04zPUY7Y/s200/Comentando.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Esta semana estivemos às voltas com três posts:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- &lt;a href="http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/07/tentacao-de-clarice-lispector.html"&gt;&lt;em&gt;Tentação&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, de Clarice Lispector;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- &lt;a href="http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/07/amor-casual.html"&gt;&lt;em&gt;Amor casual&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, um conto de minha autoria;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- &lt;a href="http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/07/mulher-que-se-apaixonou-por-um-cachorro.html"&gt;&lt;em&gt;Sedna, a mulher que se apaixonou por um cachorro&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, uma lenda esquimó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive relendo os três, e me emocionei ao perceber quanto se pode aprender com eles sobre a natureza feminina e, talvez, sobre a masculina também... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A garota ruiva de Clarice&lt;/strong&gt;, típica patinha feia, imersa numa fragilidade momentânea, por não saber ainda o belo cisne em que se transformará, me fez pensar em todas nós, quando ainda imaturas. Garotas ruivas, gordas, magras demais, de pernas muito finas ou muito compridas, baixinhas, tímidas, inseguras... garotas fora do padrão estabelecido como ideal numa sociedade que dita até mesmo como deve ser a beleza. Garotas que ainda não se aceitam, mas que querem muito ser aceitas, que procuram o amor, que temem a rejeição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos, nessa fase em que ainda não nos descobrimos mulheres, à mercê de quem nos abane o rabo e nos ofereça uma gostosa lambida... E, como a menina vermelha, muitas vezes encontramos s&lt;em&gt;olução&lt;/em&gt; num basset ruivo. &lt;em&gt;Desprevenido, acostumado, cachorro&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Muitas mulheres se sentem garotas ruivas soluçando ao sol das duas por toda uma vida. E, às vezes, também por toda uma vida, seguem se apaixonando por cachorros. Cachorros que, como o basset ruivo, se vão sem olhar uma só vez pra trás, mais fortes do que elas. E elas ali, apalermadas, vendo-os dobrar a esquina, sem saber exatamente o que fazer com o amor que lhes sobra nas mãos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Canso de me deparar com lindas mulheres feitas, verdadeiros cisnes brancos, que se sentem patinhos feios ou meninas vermelhas, e sempre fico me perguntando o porquê disso.&lt;br /&gt;Mulheres que aceitam homens que se esforçam para detonar sua auto-estima. Mulheres bonitas que toleram homens que exaltam qualidades de outras mulheres, mas que ficam cegos às suas. Mulheres que bancam as contas da casa, são frequentemente humilhadas e, ainda assim, se sentem dependentes de um homem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso especular que, talvez, tenham nascido numa família que não era a sua, de fato. Talvez tenham tido relações parentais complicadas, pais ausentes, falta de orientação e carinho... e, talvez, tenham se defrontado vezes demais com fortes bassets ruivos.&lt;br /&gt;O que fazer para que essas mulheres entrem em contato consigo mesmas, percebam o próprio valor, tomem posse da força que têm, e, em vez de serem vítimas desse excesso de amor que transborda de todas nós, o usem a seu favor?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000000;"&gt;continua...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-6624524748182500419?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/6624524748182500419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/07/comentando-1-parte.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/6624524748182500419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/6624524748182500419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/07/comentando-1-parte.html' title='Comentando... 1ª Parte'/><author><name>Ana Lucia Sorrentino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08725479879638022292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-G_rx0tsBC0U/Tmblpsq3_VI/AAAAAAAAANo/2IX5yGchb1I/s220/Image13.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TFBLkKbek6I/AAAAAAAAAYc/xLs04zPUY7Y/s72-c/Comentando.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-6151549386918906279</id><published>2010-07-27T20:26:00.000-03:00</published><updated>2011-07-29T17:45:09.328-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relacionamento'/><title type='text'>Muito temos ainda para falar, sobre a alma feminina...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TE96u6wt7yI/AAAAAAAAAYE/NkiPtcnwzfo/s1600/aguia_dilema.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 180px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5498748616508829474" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TE96u6wt7yI/AAAAAAAAAYE/NkiPtcnwzfo/s200/aguia_dilema.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sobre os papéis que a mulher exerce...&lt;br /&gt;De como ela exerce...&lt;br /&gt;Papéis de filha, de mãe...&lt;br /&gt;De nora, de sogra...&lt;br /&gt;De irmã, de cunhada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Papéis de dona da casa... de cozinheira, de faxineira...&lt;br /&gt;Papéis de executiva, médica, professora... de todas as profissões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulheres que desafiam...&lt;br /&gt;Mulheres dependentes, outras totalmente independentes&lt;br /&gt;Mulheres que se separam e outras que não conseguem por mais que tentem...&lt;br /&gt;Mulheres apaixonadas, sedutoras... que abandonam tudo por um amor...&lt;br /&gt;Mulheres obstinadas... lutadoras...&lt;br /&gt;Mulheres fiéis e outras nem tanto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na parábola da águia...&lt;br /&gt;o dilema da mãe que promove o crescimento...&lt;br /&gt;propondo o paradoxo do empurrar para voar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"A águia empurrou gentilmente os filhotes para a beira do ninho. Seu coração trepidava com emoções conflitantes enquanto sentia a resistência deles. 'Por que será que a emoção de voar precisa começar com o medo de cair?' – pensou. Esta pergunta eterna estava sem resposta para ela.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Como na tradição da espécie, seu ninho localizava-se no alto de uma saliência, num rochedo escarpado. Abaixo, havia somente o ar para suportar as asas de cada um de seus filhotes. A despeito de seus medos, a águia sabia que era tempo. Sua missão materna estava praticamente terminada. Restava uma última tarefa: o empurrão. A águia reuniu coragem através de uma sabedoria inata. Enquanto os filhotes não descobrissem suas asas, não haveria objetivos em suas vidas. Enquanto não aprendessem a voar, não compreenderiam o privilégio de terem nascido águias. O empurrão era o maior presente que a águia-mãe tinha para dar-lhes, era seu supremo amor. E por isso, um a um, ela empurrou, e todos voaram."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(Autor desconhecido)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Por Suely Laitano Nassif&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-6151549386918906279?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/6151549386918906279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/07/muito-temos-ainda-para-falar-sobre-alma.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/6151549386918906279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/6151549386918906279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/07/muito-temos-ainda-para-falar-sobre-alma.html' title='Muito temos ainda para falar, sobre a alma feminina...'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TE96u6wt7yI/AAAAAAAAAYE/NkiPtcnwzfo/s72-c/aguia_dilema.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-92030233682664650</id><published>2010-07-25T12:15:00.000-03:00</published><updated>2010-11-23T16:36:29.988-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>SEDNA - A mulher que se apaixonou por um cachorro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TD40r3wlCLI/AAAAAAAAAUw/W7_7hG8wwNs/s1600/mulher_cachorro.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 140px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493886523745306802" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TD40r3wlCLI/AAAAAAAAAUw/W7_7hG8wwNs/s200/mulher_cachorro.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Considerada como uma das narrativas sobre a origens da Deusa - Mãe, que deu origem a todos os animais marinhos… e que garante a sobrevivência dos povos do Polo Ártico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história da Mulher Esqueleto pertence ao ciclo das historias relacionadas a Sedna.&lt;br /&gt;Nesta versão da lenda podemos analisar aspectos importantes do espírito feminino em sua expressividade sensivel:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Sedna, uma bela jovem muito galanteada pelos jovens do povoado.&lt;br /&gt;Nunca aceitava seus pretendentes - até que se apaixonou por um cachorro e com ele casou.&lt;br /&gt;Os jovens pretendentes rejeitados ficaram raivosos e juntos resolveram levar a moça para o alto mar e a jogaram nas águas geladas.&lt;br /&gt;Para se salvar, Sedna agarrou-se a lateral do barco, mas os homens obstinados em se desfazer dela, cortaram seus dedos para que ela morresse afogada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando seus dedos caíram no mar, foram se transformando nas primeiras focas e outros seres marinhos enquanto o corpo de Sedna ia para o fundo, se transformando na Rainha dos Seres Marinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TExOYHtKJmI/AAAAAAAAAXY/fx6NbgViFGM/s1600/mulher-esqueleto.jpg"&gt;&lt;em&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 165px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5497855421404816994" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TExOYHtKJmI/AAAAAAAAAXY/fx6NbgViFGM/s200/mulher-esqueleto.jpg" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; Mesmo morta, e&lt;em&gt;la se transforma e beneficia a todos. Com o passar dos tempos, pelo descuido continuado dos homens, ela reage. Sedna ofendida castiga os homens. Senhora de todos os animais ela prende todos os animais nas profundezas do oceano, impedindo os homens de pescar e caçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ate que um homem bravo, com poderes de xamã, foi até o fundo do mar e penteou e desembaraçou seus cabelos. Agradecida, liberta os animais para que a humanidade possa se alimentar outra vez".&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Quantos ensinamentos!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Por Suely Laitano Nassif&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-92030233682664650?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/92030233682664650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/07/mulher-que-se-apaixonou-por-um-cachorro.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/92030233682664650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/92030233682664650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/07/mulher-que-se-apaixonou-por-um-cachorro.html' title='SEDNA - A mulher que se apaixonou por um cachorro'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TD40r3wlCLI/AAAAAAAAAUw/W7_7hG8wwNs/s72-c/mulher_cachorro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-3109211895989230238</id><published>2010-07-22T21:06:00.000-03:00</published><updated>2011-10-10T16:26:19.098-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ME_Ana Lucia Sorrentino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vídeos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relacionamento'/><title type='text'>Amor Casual</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 165px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496083521617176530" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TEYC1-nep9I/AAAAAAAAAWI/KYRq_h4T87Y/s200/cama.jpg" /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Havia fantasiado aquela situação por tanto tempo, e agora ia rolar. E como sempre, as coisas rolavam quando deixava de planejar... quando desencanava. Estava tão cheia de homens enrolados, se desgastara tanto com pretensos garanhões que na hora "h" saltavam fora, que o que viesse era lucro. Um homem que não tivesse medo de ir com ela pra cama já seria um herói. Todas as vezes que questionara isso claramente, as respostas haviam sido sempre evasivas. Medo? Medo de quê? - eles perguntavam, se fazendo de bobos. Tinha medo, sim, isso era inegável. Medo de não saber o que fazer, medo de não agradar, medo de não gostar, medo da própria performance deixar a desejar... O medo se sobrepujava a tudo: ao amor, ao tesão, à curiosidade... Só queria um pouco de carinho, será que isso era tão complicado? A cena de Um Lugar Chamado Notting Hill, em que Julia Roberts pedia a Hugh Grant que não esquecesse de que ela era apenas uma garota querendo ser amada voltava com frequência à sua mente. Estava uma perfeita Julia Roberts: uma garota querendo amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora conhecera alguém. Aparentava não ter medo de nada. Espontaneidade a toda prova. A questão da possível brochada parecia simplesmente não existir. Um primeiro contato e uma inegável química detonara um processo irreversível de "querotecomercomamaiorurgênciapossívelpeloamordedeus". Um telefonema atrás do outro. Pressa. Torpedos em profusão. Ansiedade, arrepios, expectativa... Mal dera tempo de raciocinar, e já sentira tudo. Talvez assim fosse melhor... nada de pensar, só sentir. Ia viver o agora, como vinha preconizando há um bom tempo... E o tão afamado sexo casual, que até então só parecia ser vivido pelas protagonistas do Sex and the City deixaria de ser tabu. Por que não? Era o que vinha se perguntando há tanto tempo a respeito disso, e de muitas outras coisas. Não tinha nada a perder... Se bem que, depois dessas reticências sempre havia um pequeno ponto de interrogação... Mas, se nunca fizesse, nunca saberia. Daria a cara a tapa, mas havia de quebrar esse encantamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por uma questão de urgência mesclada à falta de tempo hábil, o primeiro encontro se deu, atabalhoadamente, dentro do carro dele, o que só foi possível graças a um insulfilm absurdamente fora dos padrões seguros. Com certeza, quando fossem pra algum lugar melhor, seria mais prudente ir com seu próprio carro... Se policiou pra não começar a raciocinar demais, e não pôr tudo a perder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de alguns longos segundos em que ele parecia ter sido acometido por alguma espécie de paralisia, olhando-a, com um sorriso de encantamento, ela o estimulou a beijá-la, perguntando-lhe se não era isso o que dissera, repetidas vezes, por celular, estar louco pra fazer. Ele avançou nela como um desidratado numa jarra d' água. Não só beijou. Beijou, lambeu, mordeu, chupou, apalpou... Deus do céu... foi o que ela pensou, imaginando que ele devia estar enfrentando uma seca pior do que a dela, talvez há mais tempo... coitadinho... Deixou, deixou sem reservas, em total abnegação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos intervalos entre um abraço e uma futura mancha roxa, teve oportunidade de fazer algumas perguntas-chave. Quantos anos você tem? A constatação de que ele era quinze anos mais novo que ela a transformou, numa fração de segundos, em pedófila. De onde você é? A origem nordestina projetou, instantaneamente, em sua imaginação fértil, o quadro de uma vida de sofrimento. Pôde vê-lo, retirante, chegando a Sampa com a cara e a coragem, e, provavelmente, mal alimentado. Perninhas finas e bambas... E finalmente: você ainda tem mãe viva? Nooossa... saber que ficara órfão de mãe aos dois anos de idade foi o golpe fatal. Chegava a ser covardia... se pudesse, o adotaria ali, naquele exato instante. O levaria pra casa, lhe daria um pratinho de sopa quente, e o colocaria numa cama quentinha... Coitadinho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu do carro amarrotada, se recompôs rapidamente, ajeitou os cabelos desgrenhados e foi pra casa pensando. Pensando não. Sentindo. A pele dele era macia, a boca gostosa, o desespero estimulante. Até que isso podia ser bom...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo encontro começou estapafúrdio. Ele vinha de dois plantões de doze horas, seguidos. Tivera apenas uma hora para descansar. O constrangimento dele por ser ela dirigindo não cabia dentro do carro. O lugar que ela escolhera, a dedo, pra que tudo desse certo, foi rejeitado por ele, cuja ansiedade parecia não permitir que se fosse a algum lugar além da esquina. Quando ela sugeriu à recepcionista que lhes oferecesse alguma cortesia, a aflição dele fez com que se arrependesse imediatamente, pois, a seus olhos, ela devia ter extrapolado todos os limites da ousadia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma inspeção prévia em todos os cantos do quarto, ela pediu uns minutos e entrou no banheiro. Tudo parecia meio fora de lugar e não tão limpo quanto deveria. Resolveu passar por cima e curtir o momento. Não era pra isso que estava ali?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu do banheiro, já enrolada numa toalha, e o encontrou mais do que pronto. E, no primeiro abraço, já querendo mergulhar nela, ele soltou uma frase que de tão proibida para a ocasião lhe pareceu quase pornográfica: eu tô morreeendo de medo de gostar demais de você e você só me querer pra sexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela se liquidificou. Seu estado passou de sólido pra gasoso e seu corpo se transformou num instrumento de caridade. Faça, faça o que quiser... Ele devia ter uma vida tão dura, bem que merecia possuir uma mulher sem restrições, sem muita frescura... Era tão jovem, provavelmente nem devia ter muita experiência naquilo que estava fazendo... Tão viril e forte, tão desesperado e agressivo... Ela previu que estaria quebrada no dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele dormiu profundamente. Ela o abraçou e, embora não tivesse sono, acabou cochilando, embalada pela respiração forte provocada pela exaustão dele. Pela janela se percebia a tarde cair e uma chuva gostosa serviu de trilha sonora pra aquele momento tão diferente de tudo o que previra em suas malucas fantasias de mulher em abstinência. Olhou o corpo jovem dele, e viu que, ainda ressonando, ele estava de novo pronto. Sorriu. Brincou com ele. Ele reagiu de imediato, como se estivesse acordado o tempo todo. Era um garoto... Que a usasse, como bem quisesse... Havia pouco tempo agora. Logo ele teria que ir pra outro turno de seu trabalho tão sacrificado. Coitadinho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na volta, estavam calados e ele se preocupou em lhe perguntar se estava tudo bem. Ela assentiu, com um sorriso. Despediram-se com beijinhos na boca, como se fossem namorados. E ela o deixou, penalizada por não poder estar mais um pouco ao lado dele, talvez adoçando um pouquinho sua vida, que parecia ser tão dura...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, percebeu que esquecera por completo de si mesma. Nem lembrara de seu próprio prazer, de suas carências, de seus desejos há tanto macerados... Ele não fora nada generoso com ela na cama... mas estava se sentindo agradecida. Ele lhe dera, de pronto, a experiência de que tanto precisava para conhecer um pouco mais sobre si mesma. O quê, por exemplo? - se perguntou, sorrindo. Numa primeira análise, que ainda podia ser muito desejada... E que, provavelmente, nunca saberia fazer sexo casual. Aliás, estava tendo a sensação de que acabara de inventar uma nova modalidade, da qual nunca ouvira falar: o amor casual. Casual, sim. Mas não sexo. Amor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/EjAoBKagWQA&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1?color1=0x2b405b&amp;amp;color2=0x6b8ab6"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/EjAoBKagWQA&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1?color1=0x2b405b&amp;amp;color2=0x6b8ab6" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/NhuTL-rtQa8&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1?color1=0x2b405b&amp;amp;color2=0x6b8ab6"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/NhuTL-rtQa8&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1?color1=0x2b405b&amp;amp;color2=0x6b8ab6" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-3109211895989230238?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/3109211895989230238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/07/amor-casual.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/3109211895989230238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/3109211895989230238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/07/amor-casual.html' title='Amor Casual'/><author><name>Ana Lucia Sorrentino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08725479879638022292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-G_rx0tsBC0U/Tmblpsq3_VI/AAAAAAAAANo/2IX5yGchb1I/s220/Image13.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TEYC1-nep9I/AAAAAAAAAWI/KYRq_h4T87Y/s72-c/cama.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-2849884624613052040</id><published>2010-07-18T12:12:00.000-03:00</published><updated>2011-10-10T16:26:19.099-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ME_Ana Lucia Sorrentino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relacionamento'/><title type='text'>Começando a estudar o Barba Azul</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TEMbD-QFeKI/AAAAAAAAAVo/Xpwg_enJmuE/s1600/barba-azul.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 142px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495265725386160290" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TEMbD-QFeKI/AAAAAAAAAVo/Xpwg_enJmuE/s200/barba-azul.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Olá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que temos visto que se proliferam por aí Brunos e Mizaels e Mel Gibsons, é inevitável chegar à conclusão de que estudar o Barba Azul é imprescindível. Vamos começar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de apresentar o conto em si, vou propor que comecemos a pensar a respeito do assunto. Dessa forma, você amadurece e se abre para captar nele sua riqueza, e aproveitar suas lições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei me perguntando como começar a conversa sobre esse tema, e decidi que minha abordagem começa por aqui: &lt;strong&gt;O Barba Azul Existe - e você precisa enxergá-lo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encaremos de frente: o mal existe, às vezes pode travestir-se de riqueza e amabilidade, e precisamos estar atentas para nos proteger dele! Temos que nos preparar para enfrentar esses monstros, sejam eles personagens do mundo ao nosso redor, sejam eles parte da nossa psique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que qualquer pessoa que esteja lendo este post já percebeu que o Barba Azul representa algo de mal. Clarissa, em &lt;em&gt;Mulheres que Correm com os Lobos&lt;/em&gt;, o define como um verdadeiro potentado predatório, cuja intenção é nos destruir. Ele pode ser um parente ou conhecido seu, no mundo físico, mas ele também existe &lt;em&gt;&lt;strong&gt;dentro&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; de você. É um aspecto de sua psique que trabalha contra a sua natureza, e contra tudo o que for positivo: contra o desenvolvimento, contra a harmonia e contra o que for selvagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TEMZvMd5m1I/AAAAAAAAAVg/AgyuqHmSRWs/s1600/POMBAGIRAS1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 155px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495264268913318738" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TEMZvMd5m1I/AAAAAAAAAVg/AgyuqHmSRWs/s200/POMBAGIRAS1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Ele &lt;em&gt;&lt;strong&gt;"surge no meio dos planos mais significativos da alma, isola a mulher de sua natureza intuitiva e a faz sentir-se frágil diante da vida". &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, por que insisto em dizer que o Barba Azul existe, se, no mundo em que vivemos, a mídia privilegia a desgraça, e basta ligar a TV ou abrir o jornal para que o Mal seja cuspido na nossa cara? Será que você já não sabe disso? Pra que ficar estudando o Barba Azul, se são tantos os &lt;em&gt;monstros&lt;/em&gt; da vida real, enclausurando famílias inteiras, estuprando as próprias filhas, jogando garotinhas pela janela, escravizando seres humanos, que essa idéia de que &lt;em&gt;o mal existe&lt;/em&gt;, e de que precisamos estar preparadas pra nos proteger dele já deveria estar mais do que entranhada em nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunto: está???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos preparadas para, na presença do predador, detectá-lo, e combatê-lo? Estamos preparadas para detectar qual parte de nossa psique joga contra nós, e anular o efeito de suas cruéis investidas? Se não, por quê? Vamos pensar nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero trabalhar aqui a irrefutável teoria de Clarissa, sobre a negação do Mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer mulher que já tenha parado para pensar na educação que recebeu e no que a sociedade demonstra esperar dela, percebeu que há uma mensagem que se repete, implícita ou explicitamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TEMT0JmMMRI/AAAAAAAAAVI/ZHv7l5015eI/s1600/O+Barba+Azul369.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 139px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495257756972364050" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TEMT0JmMMRI/AAAAAAAAAVI/ZHv7l5015eI/s200/O+Barba+Azul369.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;não veja, não tenha insight, não fale, não haja. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarissa chama isso de "introjeções sombrias que, para as mulheres, são objeto de controvérsia". Ou seja: você recebe essas mensagens a vida toda, acaba acreditando que são verdadeiras, e as incorpora em seu modo de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas... sua &lt;em&gt;mulher selvagem&lt;/em&gt;, sua &lt;em&gt;alma&lt;/em&gt;, sabe que isso não está certo. O antídoto para o mal, a forma de expulsar o predador, é fazer exatamente o contrário. Clarissa nos aconselha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"tente prestar atenção à sua voz interior; faça perguntas; seja curiosa; veja o que estiver vendo; ouça o que estiver ouvindo; e então aja com base no que sabe ser verdade."&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um conselho como este pode parecer estranho: &lt;em&gt;veja o que estiver vendo, ouça o que estiver ouvindo&lt;/em&gt;. Não é até engraçado? Não!!! Não é engraçado! É muuuito triste. O fato é que somos treinadas, desde crianças, a não ver o que estamos vendo, não ouvir o que estamos ouvindo. Aprendemos, desde cedo, a dourar a pílula. Amenizar as situações. Esconder o que é feio. Usamos eufemismos, palavras à meia-boca, expressões de constrangimento, e varremos a sujeira pra debaixo do tapete. Tanto fingimos não ver o que estamos vendo, que acabamos nos convencendo de que aquilo que estamos vendo realmente não existe. Complicado, não? Nem tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem já não mordeu a língua para não chamar de &lt;em&gt;agiota&lt;/em&gt; aquele conhecido que vive de emprestar dinheiro a juros extorsivos, porque seria &lt;em&gt;ofensivo&lt;/em&gt;? Na nossa sociedade, é falta de educação ou &lt;em&gt;preconceito&lt;/em&gt; (veja só!) chamar o gordo de gordo, o careca de careca, o pobre de pobre, o negro de negro, o velho de velho... Ou seja: não podemos dar nomes aos bois, porque é &lt;em&gt;feio&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Temos muito acesso à informação, mas quando os problemas estão muito perto de nós, há uma &lt;em&gt;&lt;strong&gt;enoorme&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; dificuldade em se falar abertamente sobre eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TEMXelnil2I/AAAAAAAAAVY/KtnGfVJLXvs/s1600/barba_azul_llave.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 166px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495261784583608162" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TEMXelnil2I/AAAAAAAAAVY/KtnGfVJLXvs/s200/barba_azul_llave.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Infelizmente, ficamos sabendo, a todo momento, de casos e mais casos de famílias inteiras acobertando todo tipo de loucura. Pais pedófilos, que abusam por anos a fio dos próprios filhos, sem que isso venha à tona; alcoólatras que nem ao menos percebem que são alcoólatras, porque ninguém tem coragem de falar sobre isso; mulheres que apanham frequentemente, e que não conseguem pedir ajuda a ninguém; pessoas doentes, que não têm coragem de se assumir doentes... Tanta coisa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A impressão que tenho é de que se aprende, desde cedo, que &lt;strong&gt;quando a coisa parece ser muito feia, melhor fingir que nada aconteceu&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E posso dizer que, se cada um de nós começar a pensar na própria vida, vai encontrar &lt;em&gt;inúmeras&lt;/em&gt; situações em que a conclusão a que chegamos foi essa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você lembra de algo assim em sua vida? Alguma coisa que foi tão abafada por todos ao seu redor, que você chegou à conclusão de que o melhor a fazer seria fingir não ter visto, não ter ouvido, e não falar nada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que, de tanto passar por isso, você não introjetou essa idéia de não enxergar o que é muito feio ou ruim? De negar a realidade? Pense nisso. E me conte. Abra os olhos e veja, de verdade, o mundo ao seu redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrever sobre isso me fez lembrar dos três macaquinhos da lenda dos três macacos sábios. Você conhece? Vamos falar sobre ela numa próxima oportunidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou ficar por aqui, esperando seus relatos de "negação da realidade". Quero muito que vocês se dêem ao trabalho de relatar seus próprios casos, e fazer suas próprias reflexões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou esperar por isso! Trocando, aprendemos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beeeijos!!! :)&lt;br /&gt;Analú&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-2849884624613052040?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/2849884624613052040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/07/comecando-estudar-o-barba-azul.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/2849884624613052040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/2849884624613052040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/07/comecando-estudar-o-barba-azul.html' title='Começando a estudar o Barba Azul'/><author><name>Ana Lucia Sorrentino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08725479879638022292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-G_rx0tsBC0U/Tmblpsq3_VI/AAAAAAAAANo/2IX5yGchb1I/s220/Image13.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TEMbD-QFeKI/AAAAAAAAAVo/Xpwg_enJmuE/s72-c/barba-azul.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-1506256964552654379</id><published>2010-07-15T16:20:00.000-03:00</published><updated>2011-10-10T16:31:44.670-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ME_Clarice Lispector'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vídeos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relacionamento'/><title type='text'>A Tentação de Clarice Lispector</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TECcY59h45I/AAAAAAAAAVA/ullgrZs1Ni4/s1600/menina_ruiva.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5494563497081693074" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TECcY59h45I/AAAAAAAAAVA/ullgrZs1Ni4/s200/menina_ruiva.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Ela estava com soluço. E como se não bastasse a claridade das duas horas, ela era ruiva.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na rua vazia as pedras vibravam de calor - a cabeça da menina flamejava. Sentada nos degraus de sua casa, ela suportava. Ninguém na rua, só uma pessoa esperando inutilmente no ponto de bonde. E como se não bastasse seu olhar submisso e paciente, o soluço, a interrompia de momento a momento, abalando o queixo que se apoiava conformado na mão. Que fazer de uma menina ruiva com soluço? Olhamo-nos sem palavras, desalento contra desalento. Na rua deserta nenhum sinal de bonde. Numa terra de morenos, ser ruivo era uma revolta involuntária. Que importava se num dia futuro sua marca ia fazê-la erguer insolente uma cabeça de mulher ? Por enquanto ela estava sentada num degrau faiscante da porta, às duas horas. O que a salvava era uma bolsa velha de senhora, com alça partida. Segurava-a com um amor conjugal já habituado, apertando-a contra os joelhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando se aproximou a sua outra metade neste mundo, um irmão do Grajaú. A possibilidade de comunicação surgiu no ângulo quente da esquina, acompanhando uma senhora, e encarnado na figura de um cão. Era um basset lindo e miserável, doce sob a sua fatalidade. Era um basset ruivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá vinha ele trotando, à frente de sua dona, arrastando seu comprimento. Desprevenido, acostumado, cachorro.&lt;br /&gt;A menina abriu os olhos pasmados. Suavemente avisado, o cachorro estacou diante dela. Sua língua vibrava. Ambos se olhavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre tantos seres que estão prontos para se tornarem donos de outro ser, lá estava a menina que viera ao mundo para ter aquele cachorro. Ele fremia suavemente, sem latir. Ela olhava-o sob os cabelos, fascinada, séria. Quanto tempo se passava ? Um grande soluço sacudiu-a desafinado. Ele nem sequer tremeu. Também ela passou por cima do soluço e continuou a fitá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pêlos de ambos eram curtos, vermelhos.&lt;br /&gt;Que foi que se disseram? Não se sabe. Sabe-se apenas que se comunicaram rapidamente, pois não havia tempo. Sabe-se também que sem falar eles se pediam. Pediam-se, com urgência, com encabulamento, surpreendidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio de tanta vaga impossibilidade e de tanto sol, ali estava a solução para a criança vermelha. E no meio de tantas ruas a serem trotadas, de tantos cães maiores, de tantos esgotos secos - lá estava uma menina, como se fora carne de sua ruiva carne. Eles se fitavam profundos, entregues, ausentes de Grajaú. Mais um instante e o suspenso sonho se quebraria, cedendo talvez à gravidade com que se pediam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ambos eram comprometidos.&lt;br /&gt;Ela com sua infância impossível, o centro da inocência que só se abriria quando ele fosse uma mulher. Ele, com sua natureza aprisionada.&lt;br /&gt;A dona esperava impaciente sob o guarda-sol. O basset ruivo afinal despregou-se da menina e saiu sonâmbulo. Ela ficou espantada, com o acontecimento nas mãos, numa mudez que nem pai nem mãe compreendiam. Acompanhou-os com os olhos pretos que mal acreditavam, debruçada sobre a bolsa e os joelhos, até vê-lo dobrar a outra esquina.&lt;br /&gt;Mas ele foi mais forte que ela. Nem uma só vez olhou para trás.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/9jpxcIxyNy8&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1?color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/9jpxcIxyNy8&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1?color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Por Suely Laitano Nassif&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-1506256964552654379?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/1506256964552654379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/07/tentacao-de-clarice-lispector.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/1506256964552654379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/1506256964552654379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/07/tentacao-de-clarice-lispector.html' title='A Tentação de Clarice Lispector'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TECcY59h45I/AAAAAAAAAVA/ullgrZs1Ni4/s72-c/menina_ruiva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-4677521550716466493</id><published>2010-07-13T17:44:00.001-03:00</published><updated>2011-10-10T16:26:19.100-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ME_Ana Lucia Sorrentino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relacionamento'/><title type='text'>Só 20 minutos...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TD3Me5JEcyI/AAAAAAAAATg/nA-vYO7HOLc/s1600/cabelo-molhado-produtos-436.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 160px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493771951568876322" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TD3Me5JEcyI/AAAAAAAAATg/nA-vYO7HOLc/s200/cabelo-molhado-produtos-436.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O espelho reflete uma silhueta pálida, cansada. Um corpo imóvel, relaxado, branco. Longos cabelos negros, chegando à cintura, parecem pesar demais para o pescoço tão fino. Os seios fartos, de bicos muito grandes, cheios de leite. O ventre ainda inchado. Ela se olha, quase sem se ver. Não a agrada a própria aparência. Suspira. Liga o chuveiro, rapidamente. Entra no banho. A água lhe alivia o cansaço. Fecha os olhos, sente os pingos nos lábios. Serão vinte minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinte minutos pra si mesma. Nem pode crer. Ainda não relaxou de todo, esperando qualquer chamado. Habituou-se... Esses minutos devem ser aproveitados, curtidos. Muito xampu, condicionador, sabonete perfumado. Vai fingir que não escuta o marido chamar, o filho maior batendo à porta, o bebê chorando. Que se virem. Ao menos por vinte minutos num dia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abre totalmente a torneira, sentindo no peito o jato frio. Arrepia-se. Fecha, e sai pingando pelo banheiro. Enrola os cabelos numa toalha, joga outra atrás do pescoço. Sente o hidratante umedecendo o corpo todo. Está com a barriga flácida, a pele ainda ressentida da gravidez. Ficou imensa... Ouve o choro do pequeno, ao longe. Quase hora de mamar... Podiam pegá-lo, ao menos. A panela de pressão faz um barulho enorme... Será que ninguém sabe que é preciso abaixar o fogo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passa o largo pente de madeira pelos fios negros, ensopados. O espelho agora reflete uma palidez limpa, e isso a agrada mais. Já tem a expressão mais descansada, ensaia sorrir de prazer. Está fresca. De um frescor que durará apenas alguns minutos, mas tudo bem. Passa um brilho rosado nos lábios, e faz biquinho, flertando consigo mesma. A TV está ligada no volume máximo. Será que são surdos? É o programa de esportes. O telefone toca insistentemente. O marido grita ao filho que atenda. - É pra mãe! - Assim fica impossível se alienar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está pronta, e passaram-se apenas quinze dos vinte minutos com que se presenteia todo dia. Que fazer dos outros cinco? Não deve desperdiçá-los. Olha em volta, não há livro algum pra ler. Senta sobre a tampa do vaso sanitário, encosta a cabeça no azulejo frio. Fecha os olhos. Conta até sessenta. Mais uma vez. E mais uma. Faltam só dois minutos. Cochila. Acorda, sobressaltada. Batem à porta. - Tem roupa pro tintureiro? Ergue-se, assustada. - Não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus vinte minutos se foram. É o limite. Mais que isso, seria luxo excessivo. Nem tem tempo de abrir a porta, porque o marido já o fez. Tem o hábito de abri-la por fora, com a chave do carro. Tão respeitador... O filho despenca banheiro adentro, desesperado pra fazer xixi. O bebê chora. Ela corre, pra lhe pegar. Se veste rapidamente. Dispensa o tintureiro. Desliga o fogo. Tira o fone do gancho. Senta-se em frente à TV, e coloca o bebê no peito. E tenta ainda se manter um pouco alienada, enquanto o bebê mama e o marido, inconsolável, lhe pergunta - "Por quê?, meu Deus! Por quê tem que demorar tanto no banho?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que responder?...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-4677521550716466493?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/4677521550716466493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/07/so-20-minutos.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/4677521550716466493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/4677521550716466493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/07/so-20-minutos.html' title='Só 20 minutos...'/><author><name>Ana Lucia Sorrentino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08725479879638022292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-G_rx0tsBC0U/Tmblpsq3_VI/AAAAAAAAANo/2IX5yGchb1I/s220/Image13.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TD3Me5JEcyI/AAAAAAAAATg/nA-vYO7HOLc/s72-c/cabelo-molhado-produtos-436.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-6229733874461055133</id><published>2010-07-12T16:00:00.000-03:00</published><updated>2010-11-23T16:38:01.428-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vídeos'/><title type='text'>Nos braços do amado</title><content type='html'>&lt;div style="BORDER-BOTTOM: medium none; TEXT-ALIGN: center; BORDER-LEFT: medium none; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none"&gt;&lt;a style="MARGIN-BOTTOM: 1em; FLOAT: left; CLEAR: left; MARGIN-RIGHT: 1em; cssfloat: left" href="http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TDtrRjtwf8I/AAAAAAAAASg/c5K_T_B2RB0/s1600/Livro_el_Amado.gif" imageanchor="1"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TDtrRjtwf8I/AAAAAAAAASg/c5K_T_B2RB0/s200/Livro_el_Amado.gif" width="120" height="200" rw="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Jalal ud-Din Rumi&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="BORDER-BOTTOM: medium none; TEXT-ALIGN: center; BORDER-LEFT: medium none; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none"&gt;&lt;span style="font-family:'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Poeta e místico sufi do século XIII&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="BORDER-BOTTOM: medium none; TEXT-ALIGN: center; BORDER-LEFT: medium none; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none"&gt;&lt;span style="font-family:'Trebuchet MS', sans-serif;font-size:x-small;"&gt;(En Brazos Del Amado - Antologia De Poemas Misticos - Edição/reimpressão: 1998)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Sinopse:&lt;/strong&gt;&lt;em&gt; Las relaciones amorosas como camino de sanación. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Pocas personas son conscientes del enorme poder que tienen las relaciones personales como vehículo para sanación mutua, física, emocional y espiritual. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;O del poder del "verdadero corazón" para despertarnos del trance emocional que a veces inducen las relaciones. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;O de las posibilidades que existen de llegar a ver a nuestra persona amada como "el Amado".&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/DhB_UD2pT3E&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1?color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/DhB_UD2pT3E&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1?color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Por Suely Laitano Nassif&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-6229733874461055133?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/6229733874461055133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/07/quem-faz-estas-mudancas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/6229733874461055133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/6229733874461055133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/07/quem-faz-estas-mudancas.html' title='Nos braços do amado'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/S_LMUgGZQlI/AAAAAAAAAC4/GChiUK04I3k/S220/SuelyNassif.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TDtrRjtwf8I/AAAAAAAAASg/c5K_T_B2RB0/s72-c/Livro_el_Amado.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-737596510727010279</id><published>2010-07-11T19:30:00.001-03:00</published><updated>2011-10-10T16:26:19.101-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ME_Ana Lucia Sorrentino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Violência'/><title type='text'>A "Trivialização da Violência", ou "O Aprendizado da Impotência"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TDpYdhF_PQI/AAAAAAAAASY/M8OifuPVFxw/s1600/trivializa%C3%A7%C3%A3o_violencia.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 158px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5492799959654677762" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TDpYdhF_PQI/AAAAAAAAASY/M8OifuPVFxw/s200/trivializa%C3%A7%C3%A3o_violencia.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Olá! :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Em Mulheres que Correm com os Lobos, Clarissa Pinkola Estés conta:&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"No início da década de 1960, alguns cientistas realizaram experiências com animais para tentar determinar algo a respeito do "instinto de fuga" nos seres humanos.&lt;br /&gt;Numa das experiências, eles fizeram uma instalação elétrica na metade direita de uma grande jaula, de modo que um cão preso nela recebesse um choque cada vez que pisasse no lado direito. O cão aprendeu rapidamente a permanecer no lado esquerdo da jaula.&lt;br /&gt;Em seguida, o lado esquerdo da jaula recebeu o mesmo tipo de instalação, que foi desligada no lado direito. O cão logo se reorientou, aprendendo a ficar no lado direito da jaula. Então, todo o piso da gaiola foi preparado para dar choques aleatórios, de tal modo que, onde quer que o cão estivesse parado ou deitado, ele acabaria levando um choque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, a princípio, aparentou estar confuso e depois entrou em pânico. Finalmente, o cão desistiu e se deitou, aceitando os choques à medida que surgissem, sem tentar fugir deles ou descobrir de onde viriam. No entanto, a experiência não estava encerrada. No próximo passo, a jaula foi aberta.&lt;br /&gt;Os cientistas esperavam que o cão saísse dali correndo, mas ele não fugiu. Muito embora pudesse abandonar a jaula quando bem entendesse, ele ficou ali deitado recebendo os choques aleatórios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir dessa experiência, os cientistas levantaram a hipótese de que, quando um animal é exposto à violência, ele apresentará a tendência a se adaptar a essa perturbação, de tal forma que, quando a violência pára ou ele tem acesso à liberdade, o instinto saudável de fugir é extremamente reduzido, e em vez de escapar, o animal fica paralisado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos da natureza selvagem das mulheres, é essa trivialização da violência, assim como o que os cientistas subsequentemente denominaram aprendizado da impotência, que não só influencia as mulheres a ficar com parceiros alcoólatras, patrões exploradores e grupos que se aproveitam delas e as importunam, mas também faz com que elas se sintam incapazes de se erguer para apoiar aquilo em que acreditam profundamente: sua arte, seu amor, seu estilo de vida, sua preferência política."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunto: Você acha que perdeu seu poder de lutar pelos elementos da alma e da vida que mais valoriza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos conversar sobre isso? Se não tivermos coragem para falar sobre essas questões, elas jamais se resolverão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beeeijos!!! :)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-737596510727010279?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/737596510727010279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/07/trivializacao-da-violencia-ou-o.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/737596510727010279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/737596510727010279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/07/trivializacao-da-violencia-ou-o.html' title='A &quot;Trivialização da Violência&quot;, ou &quot;O Aprendizado da Impotência&quot;'/><author><name>Ana Lucia Sorrentino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08725479879638022292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-G_rx0tsBC0U/Tmblpsq3_VI/AAAAAAAAANo/2IX5yGchb1I/s220/Image13.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TDpYdhF_PQI/AAAAAAAAASY/M8OifuPVFxw/s72-c/trivializa%C3%A7%C3%A3o_violencia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5961997890357207324.post-2890642410302158280</id><published>2010-07-11T18:44:00.000-03:00</published><updated>2011-09-19T19:54:51.474-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vídeos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Cotidiano</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TOwMaKgo5BI/AAAAAAAAAys/1uSorbqNM5Q/s1600/flor%255B1%255D.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5542818885023622162" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2_L2xCEV6uc/TOwMaKgo5BI/AAAAAAAAAys/1uSorbqNM5Q/s200/flor%255B1%255D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonhe com aquilo que você quiser...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/IujKqJ8WcyI&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1?color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/IujKqJ8WcyI&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1?color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Suely Laitano Nassif&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5961997890357207324-2890642410302158280?l=comentariosdemulher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/feeds/2890642410302158280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/07/cotidiano_11.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/2890642410302158280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5961997890357207324/posts/default/2890642410302158280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariosdemulher.blogspot.com/2010/07/cotidiano_11.html' title='Cotidiano'/><author><name>Suely Laitano Nassif</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02457379194897881970</uri><email>noreply@blogger.com</email><g
